O ecletismo é o "Abre-te, Sésamo!" desta portal. Coloque os cintos na posição vertical, apertem bem seus assentos - ou coloquem os acentos na posição vertical e relaxe os "sintos" - e boa viagem!
segunda-feira, 20 de novembro de 2006
De repente, não mais que de repente...
domingo, 12 de novembro de 2006
Pensamentos soltos traduzidos em palavras...
sexta-feira, 10 de novembro de 2006
Só mais uma...
Mudando de assunto...
Seria perfeito, não fosse o pequeno defeito de não existir. Há descrição melhor?
Lulu Santos
Ela me encontrou
Eu tava por aí
Num estado emocional tão ruim
Me sentindo muito mal
Perdido, sozinho
Errando de bar em bar
Procurando não achar
Ela demonstrou tanto prazer em estar em minha companhia
Eu experimentei uma sensação que até então não conhecia
De se querer bem, de se querer quem se tem
Ela me faz tão bem, ela me faz tão bem
Que eu também quero fazer isso por ela
terça-feira, 24 de outubro de 2006
Outras coisas que me ocorrem
Acabei de escrever um texto no estilo do anterior, embora com uma poesia no meio. É, como diria o Kaiser, a "pegada" do momento.
Basta de nomes!
Aí vai!
Mensagem na garrafa (24/10/2006)
Lucas do Carmo Lima
A esperança se parece com uma semente que jogamos ao chão. Se floresce, eu nem preciso comentar (ou não posso). Se não, esperamos até que um passarinho mais esperto que a gente venha e recolha a semente.
Estou a ponto de explodir. Minhas teorias já não fazem mais sentido, não sei se raiva apaga o resto. Não consigo mais entender a situação baseado apenas no que eu, enquanto ilha quadrada, posso inferir. Não mais. Não dessa forma.
Se estou assim, à deriva... Deriva... Deriva... Viajando ao sabor da irresponsabilidade, do lirismo e da paixão. Deve ser isso.
Uma mensagem numa garrafa... É esse o nível de previsibilidade que eu tenho! Destino incerto, recepção incerta, receptor incerto, reação incerta... Até a mensagem é incerta. Certa, só a garrafa.
É uma das primeiras vezes que a palavra “paixão” aparece nos meus textos. Pelo menos no contexto em que ocorre da forma mais cruel. Não gosto de escrevê-la... É muito chavônica, soa como música de corno. Sinto-me quase um corno. Só falta o cornoamento em si. De resto, a solidão está aí, a música está aí...
Um poema sem seu nome (24/10/2006)
Lucas do Carmo Lima
Pena não conhecê-la a ponto de abordá-la.
Pena não inebriá-la a ponto de possuí-la.
Pena não abraçá-la a ponto de beijá-la.
Pena não surpreendê-la a ponto de seduzí-la.
Pena não acariciá-la a ponto de tocá-la.
Pena não encantá-la a ponto de cativá-la.
Pena eu não ser o que queria.
Pena eu não fazer o que pretendia.
Pena eu não apreender o que precisaria.
Pena. A última coisa que preciso.
A única que possuo.
A única que desprezo.
Que pena.
Já diziam os antigos...
"Não se vive dentro da felicidade. A felicidade é um jardim que quase sempre atravessamos distraídos. Mais tarde ele vem-nos à memória e isso traz-nos um sorriso aos lábios. A lembrança de um jardim não é um jardim, mas cheira bem." Faíza Hayat, escritora
"Beyond your flowers of flaming truth" Cake, Frank Sinatra
segunda-feira, 16 de outubro de 2006
Coisas que me ocorrem
Lucas do Carmo Lima
Esqueci a bela frase que queria escrever. Eu lembrei dela ontem. Eu a fiz ontem. Hoje, nem sombra. Era uma frase que diria do sofrer sem sentido, da vida sem sentido, do falar sem sentido. Era mesmo uma boa frase. Mas se foi.
E que sentido teria lembrá-la? Nenhum?
E com a frase, foi um dos momentos mais interessantes até agora. Foi embora. Dos momentos que nos apunhalam, que dói até agora. De frente. Fatal. Não sou eu primeiro, nem foi a primeira vez, não foi nada. Nada inofensivo. D’onde saiu? Pr’onde vai? Como, quando... Quando...
Tenho um pouco de medo. De estar fazendo algo terrível, que machuca. Não merece, definitivamente. Mas eu não sei o que fazer. De novo, mais uma vez. Tudo gira em torno disso. Não sei se sou comum, o que acham de mim. Mas não sei nem se isso é importante... Não, isso eu sei. Sei que sim.
Conhecer pessoas é fascinante. Os contrastes, como as pessoas são diferentes... Idiossincráticas, únicas, impasteurizáveis, individuais, enigmáticas. Como as pessoas surpreendem. Frustram. Pessoas são macrocósmicas, assombrosas.
Pois é, a gente ouve as coisas pela metade e quanto mais pela metade mais insiste em ficar. Ouvi muitas coisas pela metade nesses tempos. Mas só uma até agora está rendendo. Pode ser tudo o que eu queria ouvir, que pode ser bom ou ruim. Mas pode ser tudo o que eu não queria ouvir, o que é ruim. Aliás, há algum tempo eu precisava ouvir uma coisa dessas; tem coisas que eu já estou carregando comigo faz um tempo.
Coisas que eu não entendo. Mesmo assim eu não consigo. Eu queria chorar mas não posso. Não sei como. Não sei nada.
Sinto ser tudo o que eu não quero e reprovo: falso. Na maioria do tempo. Não que eu pense e assim faça. Apenas sai, sem censura. É como o caminho mais curto.
Não consigo conversar com quem eu quero. Não tem papo. Não consigo desenrolar. Não dá. Por que quando a gente mais quer a gente não conversa? O que será isso? Quando a gente... Esqueci.
Cão que late não morde. É uma frase que eu venho pensando. Eu nunca acreditei muito nessa frase. Experimenta dar a mão prum cão latindo! Ou ele fica sem saber o que fazer – eu – ou morde. Preciso aprender a morder. E a avançar.
Continua doendo. E eu já senti essa dor antes. Igual, mas não a mesma. E eu também já ouvi o que não queria. Aliás, muita coisa que eu não queria. Mas é melhor saber o que não se quer saber que não saber o que se quer saber. Mas será que é melhor saber o que não se quer ou não saber o que se quer?
Fracasso. A última palavra que me veio à cabeça.
Não sei quem está lendo. Mas, se estiver sendo lido, deixo um aviso. É: este texto não foi feito pra fazer sentido. Na verdade, nem era pra existir, se eu fosse realmente uma pessoa sensata. É duro jogar um jogo sem saber as regras.
Penso alto. Nos diversos sentidos possíveis. Mas só há um sentido para a realidade: para baixo. Não gosto de ser pessimista, mas nada há que consiga nesse instante trazer de volta, de algum lugar, meu otimismo, minha felicidade. Enquanto isso, queimo minha esperança. Palavras bonitas que não têm o peso que carregam.
Fico sem reação. Toda vez. Não acerto uma dentro. Eu penso rápido demais pra conseguir pensar alguma coisa inteligente. Alguma coisa bonita. Alguma coisa. A faca e o queijo na mão, assim, bonitinho, e nada. Sou um incompetente. Lembrei-me novamente de fracasso.
O que não faz um belo reforço. Reforçadores profissionais... Isso deve existir. Por brincadeira, esporte ou algum experimento anti-ético, desumano, frio e estatístico, de sujeito único – digo um por vez – ou talvez não. Senti-me sujeito por um instante. Mas eu quero muito estar errado.
Frustração e fracasso devem rimar se eu disser as duas ao contrário.
Não sei. Tenho não sabido de muitas coisas.
Está doendo menos, o que também não sei se é bom ou ruim. Sinto-me um molequinho do jardim de infância, visitando a vida adulta sem compromisso. Odeio tomar decisões, mas é o que eu preciso fazer.
Texto “rançoso” e ruim. Não sei como se escreve “rançoso”. O Word me corrigiu.
Acho que vou passear hoje à noite. Tenho a dádiva divina do automóvel à minha disposição. Estou melhor. Vou ver se faço algo. Gosto de dirigir à noite, pôr um som e relaxar. É isso que eu preciso: relaxar. Vou ver se faço algo hoje à noite.
domingo, 8 de outubro de 2006
Singelo, minha cara...
sábado, 22 de julho de 2006
Verborrágico dobrar do Cabo da Boa Esperança
Que faço eu?
Como faço então?
Tudo o que digo - com todas as sílabas, decerto -
Feliz e desesperado
Transbordando.
Deixei-me levar pelo que disse uma amiga; soltei as rédeas da vida, relaxei, respirei e esperei. Sendo miragem ou não, parece-me que chego onde queria há algum tempo. Avisto belíssima paisagem, pouco enevoada, porém igualmente cifrada e misteriosa - ao menos a meus olhos.
Densa mata ainda barra a vista do âmago da nova terra; as praias dão as boas-vindas ao viajante das marés. Cá de longe inspiro esperanças e receios: águas desconhecidas ainda causam-me estranheza, assim como novo estabelecimento em tão exuberante lugar.
Logo flagro-me a traçar planos, vislumbrar um futuro harmonioso em tão impressionante morada... Tolice! Tudo pode não passar de enganos dos sentidos. A vontade de chegar é tanta que posso estar vendo o que quero, não tudo o que realmente está ou não. O horizonte pode apenas iludir-me ou me presentear. Muito tempo a deriva pode ter afetado a razão, quando forças menos lógicas embaraçam a apreciação fria do fato.
Se real a ilha, novos horizontes verei, novas experiências terei, velhos desejos explorarei. Afinal, a espera longa engrandece a conquista. E, se tudo não passar de falso brilhante, terei aproveitado a sensação de que havia, então, encontrado uma oportunidade perfeita para caminhar por trilhas novas e fascinantes.
A distância ainda me engana; na verdade, não tenho uma noção certa de distância: dias, meses, semanas, instantes. Basta a vontade da maré. Meus movimentos em muito já me atrapalharam; é momento de abrir os braços e não resistir ao destino incerto do tempo.
Posso sentir: o momento está para chegar. Nada mais posso adiantar: todo o resto ainda aguarda, inacessível. Mas poderei me conter ao obter a mais tênue definição possível. A lacuna está com seu túmulo devidamente preparado. Só haverá lugar para nova felicidade ou antiga decepção. Mas estou farto da decepção. Já diziam os antigos...
"O que faz andar o barco não é a vela enfunada, mas o vento que não se vê." Platão, filósofo grego
sábado, 27 de maio de 2006
terça-feira, 2 de maio de 2006
Algumas palavras
Já diziam os antigos...
"Não há poder. Há um abuso do poder, nada mais." Henri Montherlant
"Quando, alguma vez, a liberdade irrompe numa alma humana , os deuses deixam de poder seja o que for contra esse homem." Jean-Paul Sartre
sábado, 8 de abril de 2006
Com o pé direito!
Depois de milhões de anos de extinção, cá estou eu para dar uma balançadinha no coreto!
Bem, pra começar bem, comecemos com uma piada. Afinal, a vida é uma piada (vide Cunha, R. E.T.C.)!
E como eu comprei um livrinho de piadas do Nani, eu tenho munição pra caramba!
Começando, então, finalmente...
Deleitem!

Já diziam os antigos...
"Uma charge fala mais que mil piadas." Seilah Kem, famoso por 5 minutos.
sexta-feira, 27 de janeiro de 2006
Voltando...
Sem relativamente nada a fazer, estava este que vos fala na Internet, viajando entre sites e mais sites... Até que este texto se fez presente, ao menos na tela do computador.
Eis o texto. Achei muito interessante. O autor é um prestigiado e carismático palestrante, que diz-se "pesquisador do Comportamento Humano" (entre aspas pois não conheço seu trabalho para poder afirmar) e que lançou um livro intitulado Atitudes vencedoras (cujo título invoca ícones best-sellers do "gênero" Auto-ajuda, mas cujos comentários acerca do conteúdo sugerem exatamente o contrário).
Leiam, pensem, comentem, critiquem, etecéterem!
Toda época traz sempre, inevitavelmente, suas oportunidades e ameaças. Se observarmos com atenção a História da Humanidade, verificaremos que o declínio de quase todas as civilizações se deu frente a pouca atenção dedicada às ameaças mais evidentes!
Estranho observar que estas ameaças estão evidentes por um longo período de tempo antes que suas conseqüências cruciais ocorram e, no entanto, ninguém faz nada a respeito.
A atualidade também nos apresenta a sua lista de oportunidades e ameaças. Chama-me a atenção uma das que considero mais perigosa: a banalização.
Banalizar é tornar algo “estupidamente” comum e sem importância, vulgarizar. Fazer com que algo perca a importância é uma das estratégias mais eficazes para destruir, em definitivo, o poder de um fato, uma idéia.
Observe que com a revolução sexual não obtivemos apenas as vantagens de olharmos para o sexo de maneira mais humana e menos pecaminosa, mas também, como resíduo, obtivemos uma banalização do sexo. O sexo, nestas condições, perde suas dimensões mais humanas, onde o encontro dos corpos consuma o encontro das almas, para manifestar apenas sua conotação mais primitiva e nitidamente animal: a manifestação do instinto sem a participação da razão e do sentimento.
Esta banalização, para uma imensa maioria das pessoas, resultou num distanciamento entre sexo e prazer, uma vez que tudo aquilo que se torna banal perde intensidade.
E as banalizações seguem:
» A banalização da música trouxe à imensa maioria das rádios qualquer tipo de ruído ritmado como se fosse música e qualquer amontoado de palavras sem sentido como se fosse letra.
» A banalização da literatura faz com que os livros de auto-ajuda configurem a maioria absoluta da produção e consumo de livros na nossa cultura.
» A banalização da corrupção faz com que o slogan “rouba, mas faz” torne-se quase uma declaração de voto de uma imensa maioria de eleitores, como se tivéssemos que escolher entre um corrupto que apresenta resultados e outro, igualmente corrupto, mas apenas retórico.
» A banalização da amizade torna as pessoas cada vez mais “colegas” e menos amigas.
» A banalização do envolvimento afetivo faz com que os jovens prefiram “ficar”, fazendo múltiplos “test-drive” a cada final de semana para finalmente concluírem que não conhecem seus sentimentos.
» A banalização da utilização de ansiolíticos e anti-depressivos faz com que as pessoas acreditem que a pílula da felicidade existe...
» A banalização dos relacionamentos eterniza o resultado de um excesso de uísque que Vinícius de Moraes postulou “...que não seja imortal posto que é chama, mas que seja infinito enquanto dure...” compreendido pelas pessoas como “seja lá o que Deus quiser...”
» A banalização da responsabilidade social faz hábeis marketeiros sociais desprovidos de responsabilidade.
» A banalização do empowerment faz com que se delegue poder independentemente se as pessoas estão ou não preparadas para lidar com ele.
» A banalização das vivências faz com que se acredite que se as pessoas riram muito, ou choraram muito, então valeu a pena...
» A banalização das palestras dá espaço aos que não tem absolutamente nada a dizer em detrimento de grandes seres humanos e profissionais que, muitas vezes, trabalhando dentro da própria organização, não são ouvidos com a atenção e consideração que lhes é devida.
» A banalização das pós-graduações e MBAs transformam uma importante etapa de reciclagem profissional em uma máquina caça-níquel e uma compra escancarada de “linhas a serem incluídas no currículo”, isso sem falar na esmagadora maioria das aulas que chegam, às vezes, a beirar o ridículo.
» A banalização das campanhas de incentivo, premia sempre as mesmas pessoas pelo mesmo padrão de desempenho, medindo volume ao invés de medir a contribuição efetiva que cada negócio proporcionou à organização, e a evolução efetiva das competências de cada profissional.
E assim, estamos diante de uma época onde a banalização da religião propõe benefícios materiais de curto prazo ao invés de evolução espiritual no longo prazo.
Onde os alunos nos cursos de graduação fingem que estudam enquanto alguns professores fingem que ensinam.
Onde individualmente não podemos fazer nada e quando nos reunimos nas associações, reuniões, cooperativas, congressos, etc, acabamos por declarar que nada pode ser feito...
Como citei no início do artigo, todas as civilizações são destruídas por suas ameaças mais evidentes, porque de tão evidentes tornam-se banais, misturam-se à paisagem, incorporam-se ao cotidiano e, a sociedade adia constantemente as ações conjuntas necessárias para mudar o estado das coisas.
As Tsunamis, furacões, maremotos, degelos de calota polares, poluição dos mares, efeito estufa, desmatamentos, atos terroristas, surgimento de novas ditaduras, e centenas de outros gravíssimos crimes contra a Humanidade estão tão banalizados que é comum ouvirmos as pessoas falarem sobre eles como se fossem as coisas mais normais e, é claro, terminando sempre com a frase: “Ainda bem que isso ainda não chegou por aqui...”
Ah ignorância e ingenuidade, até quando pagaremos o teu preço?
Até quando todos nós nos responsabilizarmos por não permitir que banalizem nossa existência com nosso total “descomprometimento”, concordância e apoio!
Que tal começar não permitindo que menosprezem nossa inteligência, sentimentos e valores?
Não precisamos mais de heróis, mas de pessoas comuns com a coragem necessária para dizer não e a atitude necessária para dar o exemplo!
(fonte: Comunidade RH)
Carlos Hilsdorf é colunista do Empregos.com.br, economista, Conferencista, consultor, Pós-Graduado em Marketing, pesquisador do Comportamento Humano e autor do livro Atitudes Vencedoras.
Já diziam os antigos...
"Fazei amigos sempre dispostos a censurar-vos!" Nicolas Boileau
sábado, 31 de dezembro de 2005
Introspectiva
Um belo dia - hoje, por acaso - estava eu navegando na Internet, na jandaga do Ministro Gil, quando me deparei com um anúncio de horóscopo, aquelas previsões de início de ano. Resolvi dar uma espiadinha. Creio que todos deveriam dar uma olhadinha nessas coisas; por via das dúvidas, não é verdade!? Li que o planeta regente do ano será Saturno, dito um destruidor de ilusões, arauto da realidade. Como bem ilustrou no site do iG Mônica Horta, ele "é mestre em fazer lindas carruagens voltarem a ser abóboras".
Particularmente, achei muito interessante. Tomara que dê certo.
Esse ano que se vai foi muito bom pra mim. Eu estou fazendo um curso legal numa universidade muito boa, conheci (como diz Carlão, o enorme professor de física do Anglo Itapira, entre outros) carinhas e gatinhas que são pessoas maravilhosas, diferentes e interessantes, amigos novos num lugar novo, estou 100% de alta agora!! Tive meus baixos: gripão no primeiro dia de aula, apendicite no meio do segundo semestre e alguns pormenores que incomodaram mas não atrapalharam de verdade este ano incrível!
Aquela velha coisa dos pontos de vista... Sabe, não é que exista um ângulo certo ou perfeito para certas coisas, mas há sempre uma maneira mais interessante e construtiva, e talvez até mais realista, de se olhar os mesmos acontecimentos, os mesmos fatos. Vejam bem: não estou teorizando ou generalizando, é apenas o meu humilde ponto de vista, que talvez não seja o mais apropriado. Talvez esse encerramento esteja, na verdade, desviando o caminho de todo o texto acima.
Bem, tentarei ilustrar no universo musical esse fechamento (talvez desastroso). Esses dias eu ouvi uma música chamada "Fico assim sem você", composta por Cacá Moraes a Abdullah, que conta com versões Claudinho e Buchecha e Adriana "Partimpim" Calcanhoto. Gostaria que cada um que lesse essa postagem (a última do ano) ouvisse as respectivas versões (emprestadas da Rádio Uol), clicando nos respectivos links (abra em uma nova janela este link e escolha a versão), e comentasse sobre qual a versão, a seu ver, mais adequada à canção, qual a melhor roupagem. Veja bem que a música em si não muda, apenas o jeito de olhar muda (conteúdo e forma, velhas balelas de psicólogos...).É isso aí, pessoal! Termina mais um translado terestre e, debaixo deste sol radiante e cancerígeno, desejo a todos um feliz clichê de ano novo, muito branco e champagne e até 2006!
domingo, 27 de novembro de 2005
Diários de Ambulância IV
O sonho lúcido foi definido por Paul Tholey, especialista alemão em Ppsicologia da Gestalt, como um sonho em estado de consciência clara. O indivíduo sabe que está sonhando e tem a convicção de que é possível mudar o curso do que se vive neste estado.
A diretora do estudo, Brigitte Holzinger, discípula dos pioneiros Paul Tholey e Stephen LaBerge da Universidade de Stanford, observou que o método do sonho lúcido não apenas acaba com os pesadelos recorrentes mas, em alguns casos, chega a provocar uma sensação de euforia e liberdade jamais experimentadas.
segunda-feira, 14 de novembro de 2005
Ambulance Diaries III
"Things fall not because they are acted upon by some gravitational force, but because a higher intelligence, 'God' if you will, is pushing them down," said Gabriel Burdett, who holds degrees in education, applied Scripture, and physics from Oral Roberts University.
Burdett added: "Gravity—which is taught to our children as a law—is founded on great gaps in understanding. The laws predict the mutual force between all bodies of mass, but they cannot explain that force. Isaac Newton himself said, 'I suspect that my theories may all depend upon a force for which philosophers have searched all of nature in vain.' Of course, he is alluding to a higher power."
Founded in 1987, the ECFR is the world's leading institution of evangelical physics, a branch of physics based on literal interpretation of the Bible.
According to the ECFR paper published simultaneously this week in the International Journal Of Science and the adolescent magazine God's Word For Teens!, there are many phenomena that cannot be explained by secular gravity alone, including such mysteries as how angels fly, how Jesus ascended into Heaven, and how Satan fell when cast out of Paradise.
The ECFR, in conjunction with the Christian Coalition and other Christian conservative action groups, is calling for public-school curriculums to give equal time to the Intelligent Falling theory. They insist they are not asking that the theory of gravity be banned from schools, but only that students be offered both sides of the issue "so they can make an informed decision."
"We just want the best possible education for Kansas' kids," Burdett said.
Proponents of Intelligent Falling assert that the different theories used by secular physicists to explain gravity are not internally consistent. Even critics of Intelligent Falling admit that Einstein's ideas about gravity are mathematically irreconcilable with quantum mechanics. This fact, Intelligent Falling proponents say, proves that gravity is a theory in crisis.
"Let's take a look at the evidence," said ECFR senior fellow Gregory Lunsden."In Matthew 15:14, Jesus says, 'And if the blind lead the blind, both shall fall into the ditch.' He says nothing about some gravity making them fall—just that they will fall. Then, in Job 5:7, we read, 'But mankind is born to trouble, as surely as sparks fly upwards.' If gravity is pulling everything down, why do the sparks fly upwards with great surety? This clearly indicates that a conscious intelligence governs all falling."
Critics of Intelligent Falling point out that gravity is a provable law based on empirical observations of natural phenomena. Evangelical physicists, however, insist that there is no conflict between Newton's mathematics and Holy Scripture.
"Closed-minded gravitists cannot find a way to make Einstein's general relativity match up with the subatomic quantum world," said Dr. Ellen Carson, a leading Intelligent Falling expert known for her work with the Kansan Youth Ministry. "They've been trying to do it for the better part of a century now, and despite all their empirical observation and carefully compiled data, they still don't know how."
"Traditional scientists admit that they cannot explain how gravitation is supposed to work," Carson said. "What the gravity-agenda scientists need to realize is that 'gravity waves' and 'gravitons' are just secular words for 'God can do whatever He wants.'"
Some evangelical physicists propose that Intelligent Falling provides an elegant solution to the central problem of modern physics.
"Anti-falling physicists have been theorizing for decades about the 'electromagnetic force,' the 'weak nuclear force,' the 'strong nuclear force,' and so-called 'force of gravity,'" Burdett said. "And they tilt their findings toward trying to unite them into one force. But readers of the Bible have already known for millennia what this one, unified force is: His name is Jesus."
domingo, 23 de outubro de 2005
Diários de Ambulância II
Façam o que bem entenderem: comentem, xinguem, etc. etc. etc.
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sexta-feira, 14 de outubro de 2005
Diários de Ambulância
terça-feira, 13 de setembro de 2005
Opinião
domingo, 4 de setembro de 2005
Esquenta o mármore!!!
Fiquem tranqüilos, fãs! Não entraremos em greve!
______________________________ :: Psicologia
Sociedade em Miniatura
Filas longas cansam mas têm sua utilidade: podem até ser palco para estudos de comportamento.
Por Juliana Tiraboschi (jtiraboschi@edglobo.com.br)
Quem nunca se irritou ao esperar sua vez em uma fila demorada que atire a primeira pedra. Aparentemente um acontecimento tão banal do dia-a-dia de qualquer pessoa, as filas podem ser usadas como objeto de estudo para ajudar a entender diversos aspectos do funcionamento da sociedade, como valores e questões como agressividade e noções de justiça. É o que vem fazendo há mais de dois anos o psicólogo Fábio Iglesias, pesquisador da Universidade de Brasília.
Diversos estudos foram realizados em Brasília pelo psicólogo para identificar a percepção dos entrevistados em relação à sua posição nas filas, ao tempo de espera, e o que as pessoas pensam de quem fura a fila. Os resultados são curiosos. A maioria das pessoas que estão nas primeiras posições da fila exagera na quantidade de pessoas à sua frente. Uma pessoa que está em 20º lugar, por exemplo, pode achar que tem 50 na sua frente. “Isso pode ser um mecanismo psicológico para justificar uma demora no atendimento”, explica Iglesias. Já os que estão mais atrás costumam pensar que há menos gente na sua frente do que na realidade. Mais uma vez seria um mecanismo de compensação, uma forma de reduzir a ansiedade. “Outra descoberta foi que, independente da posição em que está na fila, todo mundo exagera na hora de responder qual foi o tempo de espera”, revela Iglesias. Alguns chegam a relatar uma espera de 5 minutos como se fosse de 20. Isso porque como a espera é sempre desagradável, as pessoas tendem a ser pessimistas. As pessoas acreditam que a fila é perda de tempo, monótona, e o exagero é uma forma de expressar o desconforto.
::Sem protestos
A terceira principal constatação é que pouquíssimas pessoas intervêm quando alguém fura a fila. Em um de seus estudos, Iglesias reuniu alguns alunos para bancarem o papel de “fura-filas”, e filmou a reação das pessoas. O resultado: 63% simplesmente não reagiram, 25% tiveram uma reação indireta, ou seja, olharam feio para o transgressor ou fizeram algum comentário com o vizinho de fila, e apenas 12% reagiram diretamente, falando com o furão e apontando onde era o início da fila. Iglesias acredita que esse tipo de comportamento seja um reflexo de uma cultura coletivista: “a pessoa pensa que, se ninguém mais está reclamando, ela também não deve dizer nada, ficam constrangidas em protestar”, conta. (Ver, a propósito, “Magnetismo da imitação” da edição 168) Além disso, muita gente alega fazer vista grossa para um furão porque de vez em quando também age da mesma forma. O pesquisador acredita que as filas podem ser laboratórios naturais, partindo da premissa de que são organizações sociais dotadas de normas, papéis e valores diferenciados. Ele também defende a padronização de situações de estudo para que os resultados possam ser comparados com outras cidades e até com outros países. Pense nisso quando tiver que enfrentar uma fila quilométrica.
::Unidos até nas filas
O psicólogo Fábio Iglesias propõe que o estudo das filas possa ser usado como instrumento prático para analisar valores culturais em um eixo que vai do individualismo ao coletivismo. Se alguém perguntar a um americano quem ele é, provavelmente irá contar seu nome, profissão e gostos pessoais. “Se fizer a mesma pergunta a um brasileiro, há mais chances de que ele diga a qual família pertence, de qual religião é adepto ou para qual time de futebol torce”, diz Iglesias. Ou seja, o brasileiro costuma identificar-se mais com grupos. Em uma cultura mais individualista, como a americana, as pessoas tendem a ser mais autônomas, e espera-se que reclamem mais quando alguém fura fila porque o outro está invadindo seu espaço. Já no Brasil os indivíduos precisam mais do grupo para guiar suas atitudes. Quando vêem um “furão”, provavelmente vão reparar nas atitudes dos companheiros antes de dizer qualquer coisa. FONTE: Revista Galileu (antiga Globo Ciência), de agosto de 2005. ----------------------------- Já diziam os antigos... "A ingenuidade é uma força que os astutos fazem mal em desprezar." Arturo Graf
domingo, 14 de agosto de 2005
Sem sobressalto.
sábado, 6 de agosto de 2005
Ai, ai, ai, ai... Tá chegando a hora...
E voltando às origens, vou postar um artigo interessantíssimo sobre as inspirações noturnas e uma citação que deve ter algo a ver com o artigo... E não terá nenhum texto meu por um bom tempo, o que não é nada extremamente lastimável...
Chega de reticências! Vamos às exclamações!
Comentem!
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Muitos cientistas, artistas e escritores consideram os períodos de sono como as horas de criatividade mais intensa. Nessas ocasiões, os nexos lógicos habituais são suspensos e “sonhamos de olhos abertos”.
Por Edoardo Altomare (tradução de Alexandre Massella)
Na última noite de 1997, Roderick MacKinnon, jovem pesquisador da Universidade Rockefeller de Nova York, trabalhava na definição do sistema molecular cujo funcionamento está na base da abertura e do fechamento de alguns canais celulares – os chamados canais iônicos, que servem para a passagem de íons de sódio através das membranas das células. A existência desses canais já era conhecida, mas ninguém conseguira, até então, distinguir sua estrutura e seu funcionamento, em virtude da dificuldade de “ver” a passagem dos íons por meio de imagens de alta resolução. O pesquisador compreendeu que o objetivo só poderia ser alcançado pelo uso da cristalografia de raios X: naquela noite refletia sobre essa questão, quando lhe ocorreu uma idéia inesperada. “Meus momentos mais produtivos são aqueles em que não consigo dormir”, revelou MacKinnon ao receber, graças àquela descoberta, o Prêmio Nobel de Química de 2003, junto com Peter Agre.
MacKinnon descreve assim a noite da descoberta: “De repente, uma imagem manifestou-se com clareza diante de meus olhos e vi, com todos os detalhes, a passagem dos íons através dos canais celulares”. Enquanto outros brindavam a chegada do novo ano, o cientista caminhava excitado em seu laboratório. Na manhã seguinte, após um sono breve e agitado, MacKinnon acordou com medo de que tudo não passasse de um sonho: “Corri para o laboratório, liguei o computador e averigüei a intuição: os íons estavam lá, atravessando os canais”. Foi assim que o jovem MacKinnon – hoje com quase 50 anos – assombrou a comunidade científica ao apresentar, em abril de 1998, a estrutura e o funcionamento do canal iônico.
A noite é o momento mágico da criatividade também para Alexei Abrikosov, Prêmio Nobel de Física de 2003: “Durante o dia penso nas fórmulas e faço os cálculos – declarou em Estocolmo, ecoando o colega MacKinnon –, mas os melhores momentos de minha atividade científica são à noite”. Há também vários insones produtivos entre poetas, artistas e escritores. Para ficarmos no âmbito científico: atribui-se a Einstein a afirmação de que os cientistas criativos são os únicos que tem acesso aos próprios sonhos. O caso do químico alemão August Kekulé é exemplar a esse respeito: ele “viu”em sonho, na imagem de uma serpente que mordia a própria cauda, a estrutura química em anel do benzeno. Podemos citar também o caso do matemático inglês Alan Turing, que parece ter intuído a máquina universal enquanto estava deitado em um gramado, num estado entre a vigília e o sono: uma espécie de sonolência desperta, lúcida e criativa, durante a qual afloram às vezes, em particular nas mentes bem preparadas, as soluções para problemas difíceis.
O significado do comentário de Einstein era talvez mais geral. Para alguns, o grande físico estaria se referindo ao fato de que a mente pode funcionar tanto por intuição como pelos ditames do bom senso e que, para descobrir algo novo, o cientista – como qualquer outra pessoa – deve escapar ao domínio imposto à “imaginação” por nossas faculdades lógicas, subvertendo o saber convencional do qual dependem as habilidades cotidianas. “Segundo a teoria freudiana”, observa Orlando Todarello, professor de psicoterapia da Universidade de Bari, “o sonho é uma atividade pouco organizada de pensamento que foge (embora não totalmente) ao controle da racionalidade e da censura”.
:: Caprichos da imaginação
“Na minha experiência”, comenta o químico americano Royston Roberts, autor de um livro sobre descobertas acidentais, “a imaginação e a memória estão mais ativas durante o sonho ou a sonolência. Raramente tive uma idéia quando estava sentado em minha sala na Universidade do Texas”. Roberts acrescenta que é mais provável que as melhores idéias sejam elaboradas nas primeiras horas da manhã, em um avião, durante um passeio ou num concerto. Charles Townes, Prêmio Nobel de Física de 1964, estava admirando flores no parque de Washington quando, de súbito, compreendeu o procedimento relativo ao laser. E Kary Mullin, Prêmio Nobel de Química de 1993, dirigia despreocupado seu carro quando teve a intuição que o levou à descoberta da Pcr, a reação em cadeia da polimerase que permite a ampliação e a identificação de fragmentos mínimos de DNA.
Para Todarello, “trata-se de uma condição similar à do sonho de ‘olhos abertos’, que lembra a chamada ‘regressão a serviço do Eu’, proposta por Ernst Kris”. Historiador da arte e psicanalista vienense, Kris (1900-1957) estudou as relações entre a criação artística e os fenômenos psicológicos profundos. Todarello explica que “quando se regride a estados menos organizados da atividade psíquica, são suspensos os nexos lógicos habituais e o material psíquico se mistura de forma confusa, permitindo intuições e novas associações”.
A intuição – definida pelos filósofos como uma forma privilegiada de conhecimento, que permite a posse imediata e total do objeto – desempenha um papel decisivo na criatividade, em particular na científica. É uma espécie de túnel sob os procedimentos lógicos habituais, que só alguns conseguem escavar e assim alcançar a verdade. “Enquanto a razão”, prossegue Todarello, “segue circuitos corticais complexos e lentos, a intuição, assim como a emoção, é uma modalidade rápida de conhecimento da realidade”.
Mas há uma questão crucial: para resolver um problema, para ativar nossa capacidade de compreender repentinamente a “linguagem das coisas”, é melhor estar desperto e insone ou dormir? Muito ainda precisa ser esclarecido a esse respeito, como sugere uma pesquisa alemã publicada em 2004 na revista Nature. Partindo de relatos sobre intuições fundamentais ocorridas durante o sono, uma equipe de neuroendocrinologistas, psicólogos e neurologistas da Universidade de Lubecca aplicou um teste matemático: uma tarefa que envolvia o aprendizado de seqüências estímulo-resposta e na qual as pessoas pesquisadas podiam melhorar gradualmente o seu desempenho aumentando a velocidade de resposta. Apresentou-se assim a um grupo de voluntários (66 no total) uma série de oito números junto com uma regra simples por meio da qual devia ser gerada uma segunda série de sete números. As pessoas foram solicitadas a deduzir, no tempo mais breve possível, o valor final da seqüência.
Havia uma “fórmula-atalho” oculta que, caso intuída, permitiria calcular o valor rapidamente. Após o treinamento inicial, as pessoas foram dividas em três grupos: o primeiro estudou o problema à tarde e pôde dormir 8 horas; o segundo enfrentou a tarefa sem repouso noturno; o terceiro, finalmente, foi submetido ao teste pela manhã e desfrutou as 8 horas da vigília diurna normal. As pessoas que haviam se beneficiado do repouso revelaram ser duas vezes mais capazes de intuir a “fórmula-atalho” oculta, não só em relação às que permaneceram acordadas durante a noite como em relação às que ficaram despertas durante o dia. O sono parece assim inspirar e facilitar a intuição. Segundo os autores do estudo, o sono “consolida as recordações recentes e estimula a intuição mediante a reestruturação delas”.
:: Sono Conselheiro
Enquanto dormimos, nosso cérebro reorganiza as recordações “episódicas”, isto é, as informações relativas a lugares específicos, pessoas, conversas e experiências: essa reorganização dos eventos cotidianos pode explicar o melhor desempenho das pessoas que repousaram. É assim que Jan Born, neuroendocrinologista e coordenador da pesquisa, interpreta os resultados obtidos: “Acreditamos que as recordações recentes são armazenadas em uma área cerebral particular, o hipocampo, enquanto a memória ‘permanente’ parece ser acomodada em uma área diferente, o neocórtex. No sono, as recordações podem ser desviadas de uma região cerebral para a outra e são reordenadas durante esse processo”.
Sidarta Ribeiro, neurobiólogo da Duke University de Durham, na Carolina do Norte, considera que “na fase REM, caracterizada por movimentos oculares rápidos, as informações talvez sejam reorganizadas”. No fundo, segundo Ribeiro, isso é apenas a demonstração de uma lei já observada pelas pessoas de bom senso: “durma” é mesmo o melhor conselho para quem enfrenta dificuldades na solução de um problema complexo. O sono, segundo um estudo de Born e colegas, reforça o “pensamento lateral”. O conceito não corresponde exatamente ao de “criatividade”; esta se refere simplesmente à produção de algo novo, enquanto o pensamento lateral diz respeito à alteração de conceitos e percepções.
Compreender o que o cérebro realiza enquanto dormimos ainda é um objetivo a ser perseguido. Os especialistas em transtornos do sono, no entanto, enfatizam todos a importância de um bom repouso noturno. Mas John Shneerson, neurologista inglês do Papworth Hospital, em Cambridge, adverte alarmando: “Não dormimos o suficiente”. E não se trata apenas de uma tendência, ele acrescenta, mas de uma verdadeira epidemia, favorecida pelo ritmo alucinante de nossa vida, sobretudo no trabalho. Os especialistas em sono aconselham assim um curioso remédio: um cochilo regenerador (um power nap de meia hora) no escritório para reativar a criatividade enfraquecida. Uma solução que várias pessoas já intuíram e puseram em prática há muito tempo.
PARA CONHECER MAIS:
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FONTE: Revista Viver Mente & Cérebro, ano XII nº150, de julho de 2005, págs. 84 a 87. Site: http://www.vivermentecerebro.com.br/ . ISSN 1807-1562. Duetto Editorial, São Paulo, SP, Brasil.
"O homem toma por inteligência o uso das suas faculdades de imaginação." Louis Scutenaire
