<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924000</id><updated>2012-02-16T20:25:02.437-02:00</updated><title type='text'>Lucas.net</title><subtitle type='html'>O ecletismo é o "Abre-te, Sésamo!" desta portal. Coloque os cintos na posição vertical, apertem bem seus assentos - ou coloquem os acentos na posição vertical e relaxe os "sintos" - e boa viagem!</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://lucasdocarmolima.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924000/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucasdocarmolima.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17441433017858511141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>56</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924000.post-4775811380637564786</id><published>2011-09-11T22:00:00.003-03:00</published><updated>2011-09-11T22:30:21.040-03:00</updated><title type='text'>Pãh</title><content type='html'>&lt;i&gt;I've got to get myself together...&lt;/i&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O tempo vai e não vem, né, ao contrário do mar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O mundo é cheio de metáforas, e pra tudo que quisermos...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sinto-me com um bloqueio de alguma coisa. Alguma coisa que inclui a parte criativa que eu exercito aqui nesse espacinho maroto. Eu sei que não estou cumprindo com a promessa que fiz a mim mesmo de escrever aqui todo insano mês; estou ciente. Mas, também não dá pra vir e escrever qualquer coisa. Embora qualquer coisa possa ser criativa.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu não sei analisar isso. Bom, pelo menos, não consigo. Só sei da sensação ruim de vir aqui e ver sempre a mesma coisa postada, embora tenha gostado um tanto da minha produção anterior. Um tanto. Sei do que foi.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Vim hoje, viajando de carro, pensando em escrever, mas as ideias vem me pregando peças, se escondendo de mim - ou em mim? - e dificultando meu intento. Vim olhando o caminho recém-percorrido, pensando no caminho recém-vivido e aproveitando, pra isso, o tempo que o congestionamento de 10 quiômetros me proporcionou tão agradavelmente.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É... É esquisito tudo isso. Mas dizem que o novo é, vez ou outra, esquisito. Espero, então, que seja novo mesmo. Melhor: espero ser novo. Se bem que "quem sabe, faz a hora".&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:large;"&gt;Vacilo&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Venho me repetindo. Não-bom.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Tipo congestionamento. Tipo tela azul do Windows.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Saltar do carro e ir a pé?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924000-4775811380637564786?l=lucasdocarmolima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucasdocarmolima.blogspot.com/feeds/4775811380637564786/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924000&amp;postID=4775811380637564786' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924000/posts/default/4775811380637564786'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924000/posts/default/4775811380637564786'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucasdocarmolima.blogspot.com/2011/09/pah.html' title='Pãh'/><author><name>Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17441433017858511141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924000.post-279682111343536376</id><published>2011-07-05T20:29:00.002-03:00</published><updated>2011-07-05T20:36:16.331-03:00</updated><title type='text'>Desdobradura</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Be yourself is all that you can do.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que uma torre não é feita para vigiar seus próprios alicerces, assim como vitrines não são feitas para que causem a reflexão do passante urbano. Creio que se encontra aí, nesse jogo de olhar e ser olhado pelo outro, a dificuldade de se encontrar um caminho para o cuidado de si. Ou, um pouco menos especificamente, o olhar para si.&lt;br /&gt;Não que seja coisa terrível ou medonha que se é, mas é uma experiência curiosa - e penosa - contemplar a si mesmo, olhar para as entranhas. A proximidade do desconhecido que mora do lado de dentro é algo de que não se pode fugir - talvez, sim, fingir.&lt;br /&gt;Com certeza posso dizer que é doloroso fazer tal exame do avesso do bordado, das estruturas dos desenhos e do caminho da linha - da história, enfim, que diz o que e como fizemos para sermos o que somos. No entanto, pode ser muito interessante se re-conhecer. Contação da história de si, partindo da única testemunha possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Já que citei...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe src="http://www.youtube.com/embed/WC5FdFlUcl0" allowfullscreen="" frameborder="0" height="349" width="425"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Entre Parênteses&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos poucos, vou retomando minhas atividades. Na saudade de escrever um texto novo, acabei escrevendo um diário de bordo cheio de metáforas.&lt;br /&gt;Bom, toda nova jornada exige algum aquecimento. Espero ir adquirindo forma com o tempo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924000-279682111343536376?l=lucasdocarmolima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucasdocarmolima.blogspot.com/feeds/279682111343536376/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924000&amp;postID=279682111343536376' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924000/posts/default/279682111343536376'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924000/posts/default/279682111343536376'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucasdocarmolima.blogspot.com/2011/07/desdobradura.html' title='Desdobradura'/><author><name>Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17441433017858511141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/WC5FdFlUcl0/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924000.post-2256154407717455234</id><published>2011-02-22T19:43:00.005-03:00</published><updated>2011-02-22T21:10:36.572-03:00</updated><title type='text'>Pessimista</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Olhando para o chão enquanto ando&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Triste quando sentimos perder alguém.&lt;br /&gt;Triste como quem cai no chão e não sabe onde tropeçou - se bicho, se pedra, se homem, se mágoa.&lt;br /&gt;A cada lágrima seca que desliza na face calma&lt;br /&gt;Um punhado de culpa acena para o espelho&lt;br /&gt;E, no espelho, há um outro:&lt;br /&gt;Se pedra, bicho, mágoa, ou homem, não importa!&lt;br /&gt;Um outro perplexo pela perda antevista com descuido.&lt;br /&gt;Não se sabe d'onde vem, pr'onde olhar, que fazer&lt;br /&gt;Só se sabe perder - talvez, nem isso...&lt;br /&gt;Que buscar dentro de um armário que é seu,&lt;br /&gt;Mas que você não lembra de ter visto?&lt;br /&gt;(É meu este armário?)&lt;br /&gt;Quantas portas mais forem abertas, mais restos de razão escorrerão&lt;br /&gt;Pelas frestas da madeira ressequida.&lt;br /&gt;Que mais, que não luz, falta nessa descida&lt;br /&gt;Morro abaixo até uma saída?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;OBSERVAÇÃO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Farei um blog mais feliz daqui pra frente. Não 100% - não creio ser possível um blog assim, a menos que fosse totalmente monotemático e artificial.&lt;br /&gt;E espero estar acompanhando a realidade objetiva enquanto o faço aqui, dentro desse quadrado de papel virtual.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924000-2256154407717455234?l=lucasdocarmolima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucasdocarmolima.blogspot.com/feeds/2256154407717455234/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924000&amp;postID=2256154407717455234' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924000/posts/default/2256154407717455234'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924000/posts/default/2256154407717455234'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucasdocarmolima.blogspot.com/2011/02/pessimista.html' title='Pessimista'/><author><name>Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17441433017858511141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924000.post-5676565432041960643</id><published>2011-01-18T22:37:00.005-02:00</published><updated>2011-01-18T22:57:57.657-02:00</updated><title type='text'>Sobre gordinhos e assuntos afins</title><content type='html'>Quando vi esse vídeo a primeira vez, achei legal.&lt;div&gt;Depois, vi mais umas vezes e percebi: só um gordinho poderia ter escrito essa canção! Aliás, gordinho clássico!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ouçam com seus próprios olhos:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;iframe width="480" height="295" src="http://www.youtube.com/embed/pc0mxOXbWIU?fs=1" frameborder="0"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Além do sacolejo legal da música e das &lt;i&gt;backing vocals&lt;/i&gt; dançantes, com certeza o nome do personagem - e do álbum - é bastante marcante: &lt;i&gt;The Lady Killer&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quem dera eu tivesse ouvido essa música uns anos atrás!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pensando melhor, não.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:large;"&gt;ASSUNTO AFIM&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Minto. Nada a ver com o assunto anterior.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Espero que, retomando um pouco a vida virtual a partir do Orkut, eu consiga, devagar-devagarinho, retomar o blog também e, quem-sabe-um-dia, até domar o Facebook.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Espero que, mesmo toscamente, como agora, eu vá ocupando este blog novamente, produzindo alguma coisa letrada dessa vida que gira, gira e -  ainda bem - nunca para no mesmo lugar! Ano passado até mudei de cidade santa!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Acho bom produzir alguma coisa disso, de várias maneiras, inclusive aqui!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Bom, daí, então, espero ir aprimorando a escrita outrora aquecida que eu tinha e voltar a publicar alguma coisa de arte - conceito &lt;b&gt;ampliado&lt;/b&gt; de arte.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É isso, por ora.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Até mais!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924000-5676565432041960643?l=lucasdocarmolima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucasdocarmolima.blogspot.com/feeds/5676565432041960643/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924000&amp;postID=5676565432041960643' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924000/posts/default/5676565432041960643'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924000/posts/default/5676565432041960643'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucasdocarmolima.blogspot.com/2011/01/sobre-gordinhos-e-assuntos-afins.html' title='Sobre gordinhos e assuntos afins'/><author><name>Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17441433017858511141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/pc0mxOXbWIU/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924000.post-3002076998461540267</id><published>2009-09-01T02:41:00.007-03:00</published><updated>2009-09-01T03:46:49.815-03:00</updated><title type='text'>Mercadores de seda</title><content type='html'>Tragam a seda!&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Hoje, debaixo deste céu, debaixo de tudo que há de mais sagrado, sobre o mais degradante &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;profanato&lt;/span&gt;, rasga tua seda!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não pisca, não, que perdes teu tempo!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não foge da turba, não foge de tua companhia!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tira tuas tesouras e rasga-te toda, toda seda!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quanto melhor, mais! Não percam tempo, senhoras e senhores, venham!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Qual será tão &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;espetacular&lt;/span&gt; evento quanto este, que te transborda pelos poros, assim, tão deprimente? Quando há de haver outra safra de seda tão, às vistas, generosa? Ainda não nasceu a testemunha de outra oportunidade como esta! Vem, não vacila! Vai ao que interessa, vai à seda!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Deixem que as lagartas façam seu serviço fiador, fiador desta fartura toda! Esqueçam-nas! Lembrar gasta tempo, tempo de picar toda essa luz tecida, a seda toda, toda, toda!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Olha os rostos, podres de êxtase! Onde viste tanta beleza antes, tanta alegria? Toma este punhal e te ocupa dessa tua rara seda! Corta toda! Vai, corta e corta mais!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Estão fartos, senhoras e senhores?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Vai, não para, vara essa noite, vara essa seda!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Estão fartos, senhoras e senhores?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não guarda nada contigo, nada que não sirva de lâmina, nada que não preste de navalha! Nada de valor te será de proveito que não tenhas nas pontas dos dedos ou entre os caninos! Te esquece dessa ideia de pensar -  pensar doí, penas para poder pensar! Nenhuma dor lhe será boa que não seja aquela... Aquela dor do corte em falso, em cheio, da faca que está cega de tanta seda! Cega como tudo e como todos aqueles que ouves agora, a turba &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;sedenta&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;sarnenta&lt;/span&gt;, insaciável. Tua companhia te largou, acharam outro para cegar, e chegarão a outro porto, outra turba. Tua escravidão acabou, pois sua companhia o largou, tua própria companhia, aquela que deixaste te comprar por seda.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ouço gritos, senhores? Ouço, senhoras? Pois, então, calem-se! A seda se foi.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas, ouve, ouve bem e não se esqueça: tua seda também acabou. Tuas mãos já não sentem nada, acostumaram-se com a voracidade das tuas lâminas e a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;desgovernança&lt;/span&gt; de seus movimentos. Calejaste para tudo que pudesse te distrair da seda. Aliás, nem da seda sentirás mais nada. Nem falta - como sentirás falta de algo que nunca tiveste?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Senhoras e &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;senhores&lt;/span&gt;, larguem as tesouras &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;pontudas&lt;/span&gt; que seguram entre esses dedos tortos, inchados, desvalidos, e ouçam: não verão, mas há um belo por-de-sol ao longo do mar, nos confins do horizonte, à beira do mundo. Seguiremos, eu e minha companhia, até o próximo porto, e encontraremos tolos tais que cederão às nossas preciosas sedas. Adeus!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas não te preocupes, caro tolo, que não terão problemas, jamais, nossos tolos, assim como tu e a turba que te cerca. A seda não é nosso negócio; é toda tua e de cada um da desastrada e esquecida turba, sempre foi. Minha companhia não é besta: vendemos, a todos que quiserem, as lâminas.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924000-3002076998461540267?l=lucasdocarmolima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucasdocarmolima.blogspot.com/feeds/3002076998461540267/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924000&amp;postID=3002076998461540267' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924000/posts/default/3002076998461540267'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924000/posts/default/3002076998461540267'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucasdocarmolima.blogspot.com/2009/09/mercadores-de-seda.html' title='Mercadores de seda'/><author><name>Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17441433017858511141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924000.post-2641571275947268982</id><published>2009-07-09T11:38:00.008-03:00</published><updated>2009-07-25T17:00:37.554-03:00</updated><title type='text'>Cá estou!</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: left"&gt;&lt;b&gt;Minha poesia dorme&lt;/b&gt; (20/05/2009)&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: left"&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;i&gt;Lucas do Carmo Lima &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: left"&gt;Minha poesia dorme&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: left"&gt;Na sacada de um apartamento perdido,&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: left"&gt;Aonde o mundo virou cambalhotas&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: left"&gt;E as memórias são de açúcar.&lt;/p&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: left"&gt;Minha poesia repousa, tranqüila,&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: left"&gt;Recostada na porta de um carro,&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: left"&gt;No frio, no sereno, na alegria&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: left"&gt;De um instante mais que desejado.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: left"&gt;Essa sonolenta poesia ronrona&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: left"&gt;Em cima da minha escrivaninha,&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: left"&gt;Entre um papel e uma música,&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: left"&gt;Mensageiros de um sonho.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: left"&gt;&lt;o:p&gt;Quase vencida, minha poesia&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: left"&gt;Pôs-se a olhar numa janela&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: left"&gt;Que não tem, por trás, paisagem&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: left"&gt;E, ali mesmo, se aconchegou.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: left"&gt;Minha tão sagrada poesia está cansada&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: left"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;&lt;/span&gt;– poesia também se gasta!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: left"&gt;A poesia precisa, mais que sossego,&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: left"&gt;De paz pra se exercitar.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: left"&gt;&lt;o:p&gt;Durma, poesia minha,&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: left"&gt;Que ainda há de encontrar guarida...&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: left"&gt;Mas, por enquanto, convalesce, sozinha,&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: left"&gt;Pra sua recobrar sua força e brilho.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: left"&gt;Descansa em mim, poesia sofrida,&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: left"&gt;Pra voltar, revivida!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: left"&gt;E nada, então, terás de vã, vil ou vacilante!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: left"&gt;Voltarás valente e sã, poesia minha...&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924000-2641571275947268982?l=lucasdocarmolima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucasdocarmolima.blogspot.com/feeds/2641571275947268982/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924000&amp;postID=2641571275947268982' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924000/posts/default/2641571275947268982'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924000/posts/default/2641571275947268982'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucasdocarmolima.blogspot.com/2009/07/eu-nao-disse.html' title='Cá estou!'/><author><name>Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17441433017858511141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924000.post-1078506000618954855</id><published>2009-05-21T21:53:00.002-03:00</published><updated>2009-05-21T21:58:43.886-03:00</updated><title type='text'>I'll be back</title><content type='html'>Voltando.&lt;br /&gt;Já, já, vai aparecer um texto por aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por enquanto, alguns versos alhieos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até mais! &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Já diziam os antigos...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;De modo que o meu espírito&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ganhe um brilho definido&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Tempo, tempo, tempo, tempo&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;E eu espalhe benefícios&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Tempo, tempo, tempo, tempo&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trecho da canção &lt;em&gt;Oração ao Tempo&lt;/em&gt;, de &lt;strong&gt;Caetano Veloso&lt;/strong&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924000-1078506000618954855?l=lucasdocarmolima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucasdocarmolima.blogspot.com/feeds/1078506000618954855/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924000&amp;postID=1078506000618954855' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924000/posts/default/1078506000618954855'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924000/posts/default/1078506000618954855'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucasdocarmolima.blogspot.com/2009/05/ill-be-back.html' title='I&apos;ll be back'/><author><name>Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17441433017858511141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924000.post-6350810917240557680</id><published>2008-08-31T14:19:00.006-03:00</published><updated>2008-08-31T16:26:49.297-03:00</updated><title type='text'>Pensei, refleti e dispersei...</title><content type='html'>Como sempre, voltando e demorando a voltar de novo...&lt;br /&gt;Um texto e duas tentativas devidamente frustradas.&lt;br /&gt;Juro que estou tentando lutar contra minha dependência de advérbios de modo. Um tanto em vão, é verdade...&lt;br /&gt;Sugestão: leia primeiro as tentativas, depois volte e leia o texto. Não que haja algum mistério da libélula ou cálice sagrado nas entrelinhas desta idéia. Só porque o texto é melhorzinho, hehe...&lt;br /&gt;Até mais!&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;31/08/2008&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Lucas do Carmo Lima&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começo falando do céu, que está azul e limpo, do sol, quente e ofuscante, e da brisa, controversamente fria e delicada. O dia está delicado.&lt;br /&gt;Diálogos delicados cortam o ar, como se não tivessem mais nada a fazer além de, simplesmente, transportar mensagens cifradas na distância das bocas e das vozes.&lt;br /&gt;Cheias de sentido e um pouco discretas. Codificam sentimentos em línguas que não existem e não evidenciam a mensagem. Talvez esse próprio código seja expressão de um sentimento: o sentimento de ser entendido sem as palavras. A forma mais delicada de dizer algo para o qual não há palavras, mas jeitos... Jeitos não toleram a distância.&lt;br /&gt;O tempo, hoje, não diz nada demais: apenas que está frio se você não sair no sol e quente se você se esconder da brisa.&lt;br /&gt;O dia ficou silenciosamente delicado. Dá pra ouvir os barulhos do silêncio: o canto de um pássaro, um ônibus que pára, pessoas que conversam, a mão que percorre a pele e o ar que entra e sai pelas narinas. O silêncio parece interessante: os barulhos que não se ouve na correria aqui estão, gritantes, na quietude das coisas.&lt;br /&gt;Uma lágrima corre no rosto da moça que ri. Um arrepio corre pela espinha. Passa a borboleta pela janela.&lt;br /&gt;Quantos há nas janelas que eu vejo? Quantos se olham por detrás dos vidros e buracos planejados nas paredes? Só posso saber se me olho, e sei que sim.&lt;br /&gt;Mas quantos desses perdidos se encontram olhando para a mesma tarde silenciosa? Quantos ouviram a bicicleta que passou lá embaixo, na rua?&lt;br /&gt;Quantos dizem ouvir as estrelas assim como podemos ouvir os corações... O vento parece um suspiro e a noite, um fechar de olhos... Só reparei assim, na calmaria, que as cordas do violão estão se gastando. E que quase mordi a língua. Quiçá, em algum lugar do meu quarto, eu ache a poesia que eu prometi. Com essa calma, queria eu achar tudo o que perdi e ainda é meu.&lt;br /&gt;Mas os corações estão limpos, o chão, quente, e a pele, um pouco fria. O dia ainda está silenciosamente delicado. Ainda é dia.&lt;br /&gt;_ _ _&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pretendo um lirismo que nem parece erudito. Ocorreu-me que pode ser apenas uma tentativa frustrada de parecer um bom texto. No mesmo momento, esqueço isso; agora, vou apenas ser isto aqui e agora: texto.&lt;br /&gt;Qual a mensagem que lhe passo, daqui até aí, a partir destes caracteres? Pois é! O que está escrito, diria eu, impaciente pela pergunta idiota. Mas, indo um pouco mais além, o que está por trás destes caracteres? Hm, sim, o papel - mas, e falando de modo abstrato, o que jaz por detrás do texto? O pensamento do escritor? A vontade divina? A madeira da escrivaninha?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, é verdade, já falei sobre isso antes. Então, vamos viajar pra outros lados.&lt;br /&gt;_ _ _&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que mensagem é essa que vem do sol, do céu, da brisa? Que mensagem passam os astros, a lua, os cometas, as folhas que caem? E o pé esquerdo com o qual se levanta, qual é a dele?&lt;br /&gt;O número 23 em toda parte, o bater na madeira com o nó dos dedos, a criança que caiu de bicicleta?&lt;br /&gt;Acho que já deu pra entender a... a... a...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desculpem, me distraí com a criança. Perdi o fio da meada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, etecétera. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Já diziam os antigos...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A serenidade é apenas a casca da árvore da sabedoria, mas, não obstante, serve para essa perseverar." &lt;strong&gt;Confúcio&lt;/strong&gt;, sábio chinês&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924000-6350810917240557680?l=lucasdocarmolima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucasdocarmolima.blogspot.com/feeds/6350810917240557680/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924000&amp;postID=6350810917240557680' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924000/posts/default/6350810917240557680'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924000/posts/default/6350810917240557680'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucasdocarmolima.blogspot.com/2008/08/pensei-refleti-e-me-perdi.html' title='Pensei, refleti e dispersei...'/><author><name>Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17441433017858511141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924000.post-6048842594017282933</id><published>2008-07-01T01:40:00.003-03:00</published><updated>2008-07-01T01:47:44.785-03:00</updated><title type='text'>Um ponto para parar e pensar um pouco</title><content type='html'>Pensar um ponto parece pouco.&lt;br /&gt;Mas a que ponto somos tanto e tão pouco perto de um ponto...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/EjpSa7umAd8&amp;hl=en&amp;color1=0x3a3a3a&amp;color2=0x999999"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/EjpSa7umAd8&amp;hl=en&amp;color1=0x3a3a3a&amp;color2=0x999999" type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924000-6048842594017282933?l=lucasdocarmolima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucasdocarmolima.blogspot.com/feeds/6048842594017282933/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924000&amp;postID=6048842594017282933' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924000/posts/default/6048842594017282933'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924000/posts/default/6048842594017282933'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucasdocarmolima.blogspot.com/2008/07/um-ponto-para-parar-e-pensar-um-pouco.html' title='Um ponto para parar e pensar um pouco'/><author><name>Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17441433017858511141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924000.post-6727114060231597025</id><published>2008-06-16T09:26:00.003-03:00</published><updated>2008-07-01T17:01:07.609-03:00</updated><title type='text'>Carne e osso</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Não importa o quanto decididas, bem resolvidas e fortes as pessoas aparentem nas ruas e colos... Não há pessoas-fortaleza.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando você olha de perto, se revelam as pequenas rachaduras, fissuras e falhas. E isso inclui você mesmo. E, quando você vê isso, acaba de descobrir mais uma pessoa ali, do lado de dentro. Essa pessoa chora e sorri, como a casca. Essa pessoa conversa, como a casca. Mas ela não é a casca, não pode suportar muita pressão.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Essa casca, penso eu, é o que nos protege e nos condena. Como uma reação de nossa pele ao oxigênio, que desencadeia um processo de endurecimento da superfície, uma carapaça. Protege porque agüenta as pancadas, mas condena porque não cresce nem se adapta. Ou nos adaptamos a ela ou a rompemos, nos submetendo à próxima casca que se formará.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nesse processo de adaptação, de acomodação, surgem as primeiras falhas na estrutura. Primeiro, pequenas rachaduras imperceptíveis, que mais facilitam a ventilação e flexibilizam minimamente o traje rígido que representam grande mal e alarme. São pequenos problemas, nas articulações - "quem é que não tem isso?!" dizem as pessoas. Está tudo previsto no projeto.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Depois, algumas rachaduras aparecem em lugares um tanto quanto estranhos, não costumazes, mas que não fogem ao "adequado" - afinal, "ninguém deve ser igual a ninguém". São marcas particulares, provavelmente de alguma briga ou queda, que todos, em certa medida, apresentam de forma regular, mesmo que não nos mesmos lugares e não na mesma quantidade. São decorrentes do uso em condições particulares, incontroláveis pelas pessoas. Condições não previstas, mas consideradas na contrução do traje, que provém algumas áreas reforçadas e outras fragilizadas - é um equilíbrio tênue, a distribuição dessa força.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Enfim, aparecem alguns buracos. Fendas maiores e rachaduras muito maleáveis, que revelam as pessoas lá de dentro. Poucos - e sortudos - conhecem suas próprias fraturas e podem trabalhar nelas, de dentro pra fora, mesmo que não tenha muito efeito. Esse conhecimento permite que se adapte não mais a disposição do corpo dentro da casca, mas a forma de andar, as técnicas de esquivar e qualquer modo de fazer coisas que possa se beneficiar das falhas nas estruturas e, ao mesmo tempo, ocultá-las. Outros muitos, infelizmente, não sabem de suas fraquezas e aceleram o próximo passo. Forçam toda a estrutura e acabam, de uma forma ou de outra, acelerando um processo - não que essa aceleração não seja natural; digamos, é menos confortável. Conhecer a si mesmo, em qualquer batalha, significa grandes chances de ganhar, mesmo com baixas - é o que me lembro de ter lido de Sun Tzu, em seu célebre "A arte da guerra".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A essa altura, já não há conhecimento suficiente dos processos e dos resultados. Essa última fase, já citada anteriormente, não pode ser descrita em manuais ou pequenos devaneios teórico-metafóricos, como este. O que acontece nesse nível é de competência ainda mais privada e terrível da pessoa que enverga a carapaça rachada ao meio. Essa carapaça perde, nesse estágio de sua destruição, sua função primordial - proteção - e ganha pontas voltadas para dentro, grandes rachaduras e perda da rigidez mínima em várias partes. Agora, começa a verdadeira fase de renovação, quando cai - ou temos que tirar, o que é ainda mais doloroso - a última placa. Voltamos a ter cem por cento de contato com o ar, a luz, nossa pele e a dos outros, nossas feridas... Conduzir-se só nesse processo é algo muito edificante, embora possa ser um pouco arriscado. Mas não é qualquer ajuda o que se precisa quando se entra nessa fase. Faz-se necessário dizer que esta sumária descrição, vaga e nebulosa, é apenas um esboço de um entendimento parcial; não se pode inferir nada sobre o assunto com base apenas nessa fala. Essa parcialidade se dá, talvez, porque o processo em questão esteja sendo observado por este falante no corrente momento, ou em si mesmo ou em alguéns próximos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não há mais inferências a se fazer sobre o que acontece nesse grande processo de eventos. Além dessa última parte, que carece de miaiores análises, todo o panorama fornecido por este pequeno texto deve ser revisado periodicamente, conforme os processos de reflexão e observação tornam-se mais eficazes. Encerra-se aqui o documento.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924000-6727114060231597025?l=lucasdocarmolima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucasdocarmolima.blogspot.com/feeds/6727114060231597025/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924000&amp;postID=6727114060231597025' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924000/posts/default/6727114060231597025'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924000/posts/default/6727114060231597025'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucasdocarmolima.blogspot.com/2008/06/carne-e-osso.html' title='Carne e osso'/><author><name>Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17441433017858511141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924000.post-7254192211137879837</id><published>2008-05-23T16:40:00.009-03:00</published><updated>2008-05-23T17:43:08.806-03:00</updated><title type='text'>Cinemática</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;Nossa... Desde a última vez que estive aqui, debruçando-me sobre o teclado, várias coisas mudaram... O mundo deu mais umas voltas e, como sempre, não voltou no mesmo lugar. &lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Percebo que certas vidas que tenho a honra de acompanhar parecem estar paradas. Eu já tinha ouvido essa expressão várias vezes, mas só agora faz algum sentido. Acho que só posso perceber isso porque estou em movimento, de uma forma que é difícil pra mim mesmo ver algum propósito ou sentido pras coisas que, aos meus olhos, parecem estar passando, como numa paisagem na janela de um trem. &lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Tudo bem, as coisas não, necessariamente, têm propósito ou sentido, e estou aprendendo isso aos pouquinhos. É apenas um modo de dizer o que percebo, da forma como percebo. &lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;De qualquer forma, vejo que este movimento muito vertiginoso não me agrada muito; não é à agitação constante que pertenço. Só de dizer isso fica muito claro que, há mais ou menos um ano, eu estava acostumado com uma certa monotonia em alguns sentidos da vida. De lá pra cá - e muito espetacularmente -, as coisas têm me dado guinadas, ziguezagueando-me muito rapidamente e recuperando experiências que há muito começaram a se depositar, de fora pra dentro, num cantinho chamado desejo e num cantão chamado razão. Pensar e querer são coisas que funcionam muito bem quando devidamente encaminhadas na vida concreta, mas que não vão muito longe - não além da imaginação - quando enfurmadas na cabeça, como um museu de maravilhas fechado ao público. Daí, de vez em quando - e eu tenho tido muita sorte nesses casos -, vem uma mãozinha e nos puxa para fora de nós mesmos, nos tira de nossos próprios escombros e nos dá ar. Ar e água. E terra firme. E asas. E tombos. E chances. &lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Esperar coisas desses movimentos da vida é algo ora ousado, ora tolo e imprudente. A vida não é consciente, e seus próprios propósitos não nos cabem nem nos contemplam. A vida é um grande carrossel que gira muito rápido, e viver, pelo que eu posso sentir agora, é soltar de vez em quando e seguir a tangente. Mas ninguém nos vem soltar as mãos e indicar o momento. Isso é parte do viver. Isso é a nossa parte do viver. &lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Eu espero muito da minha vida, e muito do que lhe acontece. Mas estou aprendendo, aos poucos, que esperar é uma armadilha. Esperando, como eu já fiz, passam os anos, as datas, as pessoas, as oportunidades. Tive a sorte de encontrar correntes fortes ao meu redor, que me ajudaram a largar a revista velha que eu lia na espera e saltar na rua. Estar parado é ver a vida em movimento e não tomar parte nela. &lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Tenho aprendido, a duras penas, que nem tudo é se mover. Também há os momentos de se deixar levar pelo movimento vital, rodar um pouco mais à vontade no grande carrossel. E por isso digo que esperar também é apostar no colorido da vida. É dar o braço a torcer aos pequenos riachos que podem nos levar a grandes cachoeiras. É acompanhar as reticências. Há a hora de remar e a hora de deixar ao vento e à força das águas o rumo de nossos navios. Às vezes, nem de navios é preciso. Mas, somente, um barquinho de papel. Ser ousado e arriscar perder o controle por um minuto pode custar muitas coisas, tanto quanto pode trazer inúmeras outras; e, se a vida também é uma eterna troca, uma busca sem fim - ainda bem! - pela homeostase, não se pode omitir o direito de perder, assim como o direito de ganhar. É necessário um pouco de risco para se alcançar as coisas, seja o outro lado de um desfiladeiro, seja o pote de doces em cima do armário mais alto. &lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Porém, para todo raciocínio há uma ressalva - essa sempre perseguirá as idéias, sejam grandes ou pequenas... -, e com esse texto não será diferente. Arriscar é importante, agir com prudência também é, mas também é um ponto sensível da vida a responsabilidade. Zelar demais pode nos tornar maracujás enrugados escondidos na gaveta; ousar demais, por outro lado, torna vulnerável aos piores danos mesmo a muralha mais sólida. A vida é um bem durável apenas se cuidarmos dela. Se não for assim - e isso é muito comum -, esse direito e dever que nos é reservado torna-se um comprimido de ecstasy, que traz uma doideira incrível e deixa apenas o resto em algum tempo. Pode-se fazer qualquer coisa com a vida, mas apenas se ela estiver realmente sendo cuidada, o que implica em não fazer tudo o que a vida proporciona ou permite. Não é se acabando que vivemos. &lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;É mais ou menos isso. Assim, experimento a vida e ela me experimenta também. Descobrimos a cada dobra um novo pedaço de vida e um novo pedaço de mim. Caí e levantei, e ainda repetirei muito esse processo. Tristezas vêm e vão, felicidades vêm e vão, e é nesse movimento que a energia flui. Como nos impulsos nervosos, como na corrente elétrica, como nas pedras do caminho, como as ondas do mar. Como nós.&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Já diziam os antigos... &lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;"Não corra atrás das borboletas; cuide do seu jardim e elas virão até você." Autor desconhecido por mim, infelizmente... &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;"A graça é a beleza em movimento." &lt;strong&gt;Gotthold Lessing&lt;/strong&gt;, escritos e filósofo&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924000-7254192211137879837?l=lucasdocarmolima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucasdocarmolima.blogspot.com/feeds/7254192211137879837/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924000&amp;postID=7254192211137879837' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924000/posts/default/7254192211137879837'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924000/posts/default/7254192211137879837'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucasdocarmolima.blogspot.com/2008/05/cinemtica.html' title='Cinemática'/><author><name>Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17441433017858511141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924000.post-3541624308263424279</id><published>2008-04-17T00:47:00.002-03:00</published><updated>2008-04-17T01:35:24.394-03:00</updated><title type='text'>Engraçado</title><content type='html'>É, realmente, uma coisa bastante gozada esse mundo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De vem em quando, a gente pensa que entende o que está acontecendo, talvez um natural desdobrar das coisas... Um caminho feliz pras velhas pendengas do dia-a-dia, pros imbróglios que aparecem... E, de repente: ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece, conforme diz dona Raquel, que o mundo está ao contrário e ninguém reparou. Diria mais: o mundo está direito e ninguém reparou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não gosto de adotar tons pessimistas nos meus breves comentários, mas sou forçado, devido aos mais variados fenômenos da minha vida, a concordar em partes com essa visão preto-e-branco da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pessoas estão infelizes e não percebem. Derrubam-se rios de lágrimas, os olhos hidratam e desidratam, os rostos escorrem e secam, e tudo continua como se nada houvesse passado. Vapores demasiado densos... Apenas mais um choro vão, que irá desaguar nos mesmos açudes esturricados pelo sol. Logo sai um sorriso tímido e desinteligente, que ignora qualquer signo importante em prol de uma verdade tão espontânea e natural quanto uma bomba atômica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, diriam os velhos e desbastados românticos, o amor existe e cotuca doído. Eu diria isso. Mas me desanimo. Que raio de sentimento é esse que torna as pessoas cegas às próprias chagas abertas? Um desgaste tão terrível e que tanto maltrata! De onde saíram as aberrações felizes que, de vez em quando, surgem? Quem lhes deu o direito de burlar essa cláusula perversa do amor-Síndrome de Estocolmo, bate-e-alisa sem fim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passei por um tempo em minha vida que, retrospectivamente pensando, pode ter tido leves semelhanças com tudo o que tanto critico aqui. Por azar e sorte, breve. Muito bom, muito interessante, mas abençoadamente breve. Não saí, como talvez fosse o ideal, mas fui "saído" e, uma vez fora, fora de vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei se é a sede de se dar que acaba tapando um pouco as coisas, ou se é a sede de criticar que tampa um pouco as outras. Talvez, aqui, eu esteja sendo apenas e pateticamente tendencioso, puxando a sardinha pro meu lado, e isso não é difícil de acontecer. Talvez essa ênfase no lado penoso não passe de um ressentimento terrível e sanguinolento, que passa como um rolo compressor sobre o velho discurso "as coisas são assim e é assim que as coisas são", que pode estar, lamentavelmente, certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, mesmo considerando minha auto-crítica, eu poderia estar levemente correto. Digo isso por revolta e frustração. Por ter que ver e discordar, e não saber o que fazer e pensar. Digo por presenciar alguns atos de algumas estórias muito mal contadas e não poder fazer nada a respeito. Digo por não poder tomar meu próprio partido numa dessas. Digo pois parece pairar no ar um conformismo horroroso, um medo terrível da solidão mesmo quando o que se vive é apenas um resto do que não se gostou. Um dia, podem até me provar que é isso mesmo que acontece, mas hoje eu estou pendendo para o lado mais ácido: a justificativa pelo medo. Analistas do comportamento vão explicar, e, mesmo assim, não vou entender o porquê de tanta contradição, tantas feridas e tão pouco do que realmente importa: um pouco de respeito. Ou carinho consigo mesmo. Ou os dois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posso estar errado - e é altamente provável que sim - mas a única coisa que amolece com porrada é bife duro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez, um dia, em nome de um amor arrebatador (às vezes, até mesmo um amorzinho meio besta mesmo), eu abra mão de tudo isso que digo e me torne uma vítima de meu próprio veneno. Mas talvez - e isso também é possível, embora menos - eu possa viver algo que não perfeito (porque isso não dá mesmo...) mas, ao menos, digno, e possa provar a mim mesmo que todas as balelas que eu acabei de aqui deixar não são apenas desabafos de alguém que não só apanhar e nem ver as pessoas queridas apanhando por aí. E à tôa. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Já diziam os antigos...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Amigo, perceberás que no mundo existem muito mais tolos do que homens, e lembra-te disso." &lt;strong&gt;François Rebelais&lt;/strong&gt;, escritor&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924000-3541624308263424279?l=lucasdocarmolima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucasdocarmolima.blogspot.com/feeds/3541624308263424279/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924000&amp;postID=3541624308263424279' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924000/posts/default/3541624308263424279'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924000/posts/default/3541624308263424279'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucasdocarmolima.blogspot.com/2008/04/engraado.html' title='Engraçado'/><author><name>Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17441433017858511141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924000.post-2719063776852243685</id><published>2008-04-09T21:50:00.004-03:00</published><updated>2008-04-09T23:54:38.677-03:00</updated><title type='text'>Por onde andei...</title><content type='html'>Olá!&lt;br /&gt;Acabei vagando pela blogaiada dos meus amigos, conhecidos, colegas e afins, e vi que a maioria está parada. Só um está, bem pouquinho, com sinais de vida. Pra escapar um pouco desse marasmo que assola os blogs próximos, resolvi postar. Só não sei o quê...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_XYL7I8Mn4Wg/R_19_GDzJPI/AAAAAAAAAAc/AW8uS9z80zY/s1600-h/Clarineta+1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5187440868712457458" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_XYL7I8Mn4Wg/R_19_GDzJPI/AAAAAAAAAAc/AW8uS9z80zY/s320/Clarineta+1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;Taí! A culpada pela minha incursão - sem volta - no mundo da boa música! Um pedaço de pau velho e cheio de furos, diria um observador um pouco mais objetivista, hehehe... Viva a clarineta!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Até!&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924000-2719063776852243685?l=lucasdocarmolima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucasdocarmolima.blogspot.com/feeds/2719063776852243685/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924000&amp;postID=2719063776852243685' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924000/posts/default/2719063776852243685'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924000/posts/default/2719063776852243685'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucasdocarmolima.blogspot.com/2008/04/por-onde-andei.html' title='Por onde andei...'/><author><name>Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17441433017858511141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_XYL7I8Mn4Wg/R_19_GDzJPI/AAAAAAAAAAc/AW8uS9z80zY/s72-c/Clarineta+1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924000.post-2624477129678508221</id><published>2008-03-08T01:28:00.005-03:00</published><updated>2008-03-08T03:00:20.628-03:00</updated><title type='text'>Worst-seller</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Faz tempo que eu não escrevo uma bobagem neste blog, então resolvi escrever hoje. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;De relance, me ocorreu uma idéia idiota: por quê auto-ajuda não funciona? Oras, um manual posivito e objetivo sobre o que, quando e como se fazer para se viver melhor deveria, ao menos, diante de tantas quebras de recorde de vendas, ter melhorado um pouco a vida das pessoas. As pessoas têm cada vez mais problemas com seus filhos, seus pais, seus colegas de trabalho, seus cônjuges, terapeutas e instrutores de yoga (ou yôga, para os que acham que flor é diferente de flôr). Acho que isso não quer dizer que discutir a relação com um incenso aceso, uma estátua de Buda virada pra Meca e um pé atrás da cabeça entoando um "om" mentalmente tem surtido algum efeito interessante. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Dessa forma, achei que seria uma coisa bem legal escrever livro de auto-enrosco. Se os bons exemplos não estão sendo seguidos, talvez alguns maus exemplos sejam completamente evitados. Isso, quem sabe, pode ajudar a vida de alguns sujeitos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Tenho alguns tópicos a serem vistos. São idéias sobre assuntos a serem abordados, talvez por séries inteiras de livros ou apenas por uma crônica malfeita por alguém e creditada ao pobre Luis Fernando Veríssimo, que cada vez mais tem de desmentir sobre sua vastíssima obra escrita por estranhos, sem qualidade ou consentimento - um verdadeiro anti-ghostwriter. Bem, aqui vão:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;Discuta com seu(ua) parceiro(a) sob o efeito do álcool. &lt;/em&gt;Além de mais liberdade para expressar tudo o que lhe vier à cabeça (tudo mesmo), você pode, numa discussão sóbria posterior, usar o álcool como bode expiatório ("Pô, me dá uma chance de explicar, eu tava bêbado!").&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;Fique com quem lhe judia.&lt;/em&gt; Nada melhor do que uma reconciliação - uma a cada dez minutos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;Não ouça seus pais.&lt;/em&gt; Comece bem e pare de conversar com eles "aos 13" (como no filme), porque você já beijou, transou, bebeu, fumou, vomitou e comprou celular sozinho(a), e isto o(a) torna perfeitamente habilitado(a) a tomar conta de sua vida apenas com os conselhos dos carísimos amigos que o(a) introduziram nessa roubad... - ou melhor, estilo de vida livre e cheio de prazeres!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4.&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;Bebo porque é líquido; se sólido fosse, fumá-lo-ia, engoli-lo-ia ou cheirá-lo-ia.&lt;/em&gt; Recentes pesquisas realizadas nos Estados Unidos com as mais avançadas técnicas da neurociência dizem que os neurônios, ao contrário do que seus pais lhe dizem (a-ha!, não se esqueça da premissa número 3), continuam se multiplicando durante a vida. Aproveite e gaste-as antes que uma outra pesquisa - mais recente, realizada nos Estados Unidos com técnicas mais avançadas - diga que é possível que seus neurônios não se multipliquem tanto assim e, abalados por essa terrível notícia sobre eles mesmos, seus neurônios (ou os remanescentes deles) resolvam parar de se multiplicar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;5.&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;Não ouça seus filhos.&lt;/em&gt; Com oito anos, eles já devem aprender a se virar sozinhos. Além do mais, com treze eles já serão adultos responsáveis e auto-suficientes, têm que começar a praticar bem cedo! Se tudo isso ainda não te convence, lembre-se da conta do terapeuta (que eles mesmos acharam no caderninho do convênio médico) e reflita sobre o seguinte: pra quê eu, um pai inexperiente e ocupadíssimo com meu happy-hour, vou ouvir meu filho, se pago alguém com 20 anos de experiência para fazer exatamente a mesma coisa?! E, ainda por cima, longe de casa!! Sem gritaria!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;6.&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;Ética é para fracos.&lt;/em&gt; Os grandes gurus empresariais cresceram - ao menos na sua cabeça - com muita bajulação, puxada de tapete, suborno e essas coisas que só são feias quando alguém descobre... Hierarquia é uma escada que se sobe pisando nas cabeças dos que ficam pra trás! Ética não gela minha cerveja lá em casa, nem põe amendoim no prato! E você é bem família, tem dois filhos no terapeuta pra sustentar e isso não é brincadeira!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;7.&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;Viva (muito) intensamente.&lt;/em&gt; Faça da vida uma chama sobre um rastilho de pólvora! Aproveite de tudo que há pra fazer - não há tempo de pensar em qualidade e essas coisas para fracos (vide premissa número 6).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Consigo chegar até aqui, e acho que já e um bom ponto para parar. Deu pra me repetir algumas vezes, mas até que não é lá grande crime. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Espero que dê pra pensar um pouco a respeito desta coletânea. Quem sabe, um dia, copiem essa idéia e, muito originalmente, lancem um livro sobre o que não se fazer se você quer poder melhorar um pouco na vida. Sei que progredir não é bem o forte da humanidade, mas dá pra pegar uma coisinha aqui e outra ali e tentar pensar um pouquinho só. &lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Já diziam os antigos...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A vida é uma criança que é preciso embalar até que adormeça." François-Marie Arouet, o &lt;strong&gt;Voltaire&lt;/strong&gt;, iluminista&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924000-2624477129678508221?l=lucasdocarmolima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucasdocarmolima.blogspot.com/feeds/2624477129678508221/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924000&amp;postID=2624477129678508221' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924000/posts/default/2624477129678508221'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924000/posts/default/2624477129678508221'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucasdocarmolima.blogspot.com/2008/03/worst-seller.html' title='Worst-seller'/><author><name>Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17441433017858511141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924000.post-6077449292947697924</id><published>2008-01-29T01:19:00.000-02:00</published><updated>2008-01-29T01:53:27.566-02:00</updated><title type='text'>Amyr Klink a remo num pote de Hellmann's</title><content type='html'>Veja bem: dez minutos pensando pra não escrever "viajando na maionese" no título! E o que eu ganho com isso? Eeeeita...&lt;br /&gt;Hoje, testando a nova skin do blog, e não é a cerveja. (Não, esta piada não foi feita pra rir, é apenas um suspiro de humor sem graça; finja que você viu esta frase num pesadelo e continue sua doce vida colorida...)&lt;br /&gt;Fique com a viagem melhorzinha aí embaixo.&lt;br /&gt;Até a próxima! &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;strong&gt;Tentando um texto&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim da frase vem o ponto, sutil e sem cerimônia.&lt;br /&gt;Com o ponto, vem a certeza do fim da frase.&lt;br /&gt;Com o fim, a esperança de um espaço e de uma nova maiúscula.&lt;br /&gt;Com a maiúscula, uma nova frase.&lt;br /&gt;E nessa nova frase - quem sabe? - vem juntinha&lt;br /&gt;A esperança de um parágrafo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reticência, suspense, silêncio.&lt;br /&gt;Esperar por uma definição,&lt;br /&gt;Esperar por um fim,&lt;br /&gt;Esperar uma continuação.&lt;br /&gt;E nessa toada, na agonia de esperar, corrói&lt;br /&gt;A esperança do seu fim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924000-6077449292947697924?l=lucasdocarmolima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucasdocarmolima.blogspot.com/feeds/6077449292947697924/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924000&amp;postID=6077449292947697924' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924000/posts/default/6077449292947697924'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924000/posts/default/6077449292947697924'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucasdocarmolima.blogspot.com/2008/01/amyr-klink-remo-num-pote-de-hellmanns.html' title='Amyr Klink a remo num pote de Hellmann&apos;s'/><author><name>Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17441433017858511141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924000.post-1727724223500790225</id><published>2007-12-19T23:34:00.000-02:00</published><updated>2007-12-19T23:48:44.534-02:00</updated><title type='text'>Pensamentos de um principiante</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Como é possível crer na efemeridade das coisas todas sem que os sonhos se desmanchem como nuvens em chuva?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Tentamos fazer planos, mas é tão difícil conviver com a incerteza sem preocupar-se com ela a cada piscadela de olhos...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Resta viver assim mesmo, como nos é dado, da forma mais crua, e esquecer que podemos sonhar, perder e sumir. Talvez, assim, consigamos sonhar sem saber, e, quem sabe, viver um sonho por um instante real.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A poesia do viver, qual mais será? Das mil coisas que há para se viver, como saber qual será o instante eterno e qual será o estalar de dedos? Como viver assim, esperando que as coisas aconteçam mas correndo atrás das próprias coisas que se espera?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Qual a importância das coisas pequenas? Como saber o que é pequeno e o que é insignificante?&lt;br /&gt;Engatinho largamente, cheio de idéias na cabeça, sonhos nos arrepios e pó nos olhos. Onde será que vou parar? Parar pra quê, como?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O fim de tudo que levanta vôo é o chão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Para onde foram as velhas seguranças de sempre? Onde está a espontaneidade que se perde com a distância?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Tudo pode ser e tudo pode não ser? A virtude de hoje é o defeito de amanhã e vice-versa? Num jogo de probabilidades impraticável, nem corda-bamba há. Há bamba.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A instantateidade da vida e sua eterna imprevisibilidade são o mel de todo dia, dizem os bem entendidos. Mas é apenas quando se contraria as regras que você não concorda.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Porque tenho que pensar no fim a cada dia distante?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Tem tudo pra dar e pra não dar, também. Vai saber... Quando tudo diz que sim, algo diz que não. "Não" é forte e truculento&lt;/span&gt;. Quanto blablablá mental...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A vida se revela tão clichê para uns, com suas fases e contas e números e passos e fins determinados como um roteiro. Noutro lado, o romantismo impossível e inacreditável aparece na sua vista e materializa-se nas histórias improváveis que conhecemos. Crer em quê?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Assim vou, tentando achar fé onde só há caminhos a serem traçados. A sensação de errar fatalmente é companhia certa, mas a cada sorriso se dá um passo mais firme e decidido.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Conhecer é percorrer, e é tudo que se pode.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Futuro? O que é isso?&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924000-1727724223500790225?l=lucasdocarmolima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucasdocarmolima.blogspot.com/feeds/1727724223500790225/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924000&amp;postID=1727724223500790225' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924000/posts/default/1727724223500790225'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924000/posts/default/1727724223500790225'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucasdocarmolima.blogspot.com/2007/12/pensamentos-de-um-principiante.html' title='Pensamentos de um principiante'/><author><name>Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17441433017858511141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924000.post-2395522056838735817</id><published>2007-12-09T03:50:00.000-02:00</published><updated>2007-12-09T04:18:37.471-02:00</updated><title type='text'>Só pra ti, linda</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Olá!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Hoje, este blog está exclusivo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Sabe, muitas mudanças acontecem na minha vida desde o dia em que te conheci. Não sei como estarei daqui a um mês, daqui a um ano, daqui a uma vida, mas tenho a certeza de que estarei melhor ao seu lado, caminhando junto a ti (embora você goste de sair e meditar a sós, de vez em quando). Eu sou muito grato a você por isso, pela sua coragem e doçura. O que posso te fazer em troca é o que eu tento há dois meses: dar o melhor de mim. É o mínimo que mereces de mim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Amanhã, estarei aí contigo, mas, hoje, nesta dia em que estamos tão longe e continuamos juntinhos, o que posso fazer é isso: escrever e esperar. Espero que goste!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Beijos, Jaque! Parabéns pelos nossos dois meses!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Dois lindos meses&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Hoje são dois meses. Dois meses da história mais linda que eu conheço. Aquele dia... Eu nunca vou esquecer aquelas mãos dadas, suando de não sei o quê, subindo a rua de casa. Nunca vou esquecer aqueles beijos tão difíceis de começar, mas mais difíceis de interromper...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquele dia foi – sempre será – o dia mais louco da minha vida! Do zero ao infinito em dois minutos ou menos! Do nada ao tudo em um descer e subir de elevador. Em uma campainha inesperada, em algumas breves palavras na porta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas esses dias passaram... E viraram um mês! Um mês à distância, mas um mês mágico! Até discutir a gente discutiu, e as pazes a gente fez no mesmo instante! Um mês cheio de viagens, cinemas, sono, palestras, amassos, carinhos, beijos! Um mês cheio de surpresas! Um mês cheio de preocupações na estrada e de música nos violões...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí esse mês passou, e ficou grávido de outro! O segundo mês! Esse, agora, foi mais carregado de saudade, de fins de semana na lembrança... Nas conversas que o sono faz a gente dizer uma coisa e parecer outra... Mas é tão gostoso conversar! Descobrimos que perdemos facilmente a hora só enrolando pra dizer “tchau” um pro outro... Descobrimos até quem dirige melhor, e podemos contrariar a sabedoria masculina, hehe! Descobrimos um montão de coisas, até mesmo que não sabemos direito até onde vai a manha do outro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é o começo de muitos meses. Hoje, começa o caminho pro terceiro mês e, com ele, novas descobertas, novas discussões, novos beijos, novos carinhos, novas conversas!&lt;br /&gt;Novos adjetivos pra falar dessa história tão linda, desse namoro tão engraçado, tão romântico, tão gostoso, tão, tão... Tão feliz!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Belezinha, parabéns! Fazemos, hoje, dois meses de namoro! Dois lindos meses...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Já diziam os antigos...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;A lagartixa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A lagartixa ao sol ardente vive&lt;br /&gt;E fazendo verão o corpo espicha:&lt;br /&gt;O clarão de teus olhos me dá vida,&lt;br /&gt;Tu és o sol e eu sou a lagartixa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amo-te como o vinho e como o sono,&lt;br /&gt;Tu és meu copo e amoroso leito...&lt;br /&gt;Mas teu néctar de amor jamais se esgota,&lt;br /&gt;Travesseiro não há como teu peito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posso agora viver: para coroas&lt;br /&gt;Não preciso no prado colher flores;&lt;br /&gt;Engrinaldo melhor a minha fronte&lt;br /&gt;Nas rosas mais gentis de teus amores&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vale todo um harém a minha bela,&lt;br /&gt;Em fazer-me ditoso ela capricha...&lt;br /&gt;Vivo ao sol de seus olhos namorados,&lt;br /&gt;Como ao sol de verão a lagartixa.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Álvares de Azevedo&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924000-2395522056838735817?l=lucasdocarmolima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucasdocarmolima.blogspot.com/feeds/2395522056838735817/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924000&amp;postID=2395522056838735817' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924000/posts/default/2395522056838735817'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924000/posts/default/2395522056838735817'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucasdocarmolima.blogspot.com/2007/12/dois-lindos-meses.html' title='Só pra ti, linda'/><author><name>Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17441433017858511141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924000.post-6551351807871569947</id><published>2007-11-13T09:27:00.000-02:00</published><updated>2007-11-13T09:59:36.554-02:00</updated><title type='text'>Das conversas de hoje de madrugada</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Preciso amadurecer agora. Não que tenha de ser um amadurecimento instantâneo, mas tem que ser contínuo, autêntico e permanente. Sem pensar possibilidades terríveis, sem antecipar as coisas em viagens imaginárias. Sem falar demais, o que é difícil. Antes, e fundamentalmente, é preciso viver e fazer. Viver as coisas, porque elas passam se você as deixar assim, e fazer as coisas, porque o pensar é eterno mas etéreo e as palavras nada podem além de dizer sobre as coisas. É preciso crescer agora... É duro, mas o moleque tem que crescer.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;É preciso amadurecer, então. Mas amadurecer pra mim, pra que eu esteja maduro pra ela. Pra que eu alcance tudo o que ela pode dar, tudo o que ela tem. Sem deslizes evitáveis, sem palavras desastradas. É preciso também pensar um pouco, mas apenas o bastante. As coisas certas ainda são poucas, mas são boas. Pra que eu não estrague tudo de uma maneira que só eu consigo, pensar também é preciso. Principalmente, antes de dizer.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;É engraçado pensar como as palavras machucam. Como elas dever ser medidas pra dizer o que se quer e não o que elas podem querer dizer. O fundamental zíper que só se abre na presença da certeza ou, ao menos, do exame criterioso.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Como é bom ter que amadurecer. Isso significa que há alguma mudança, alguma coisa nova que nos aparece. Alguma coisa linda. Alguém? É! E é pra isso que eu preciso amadurecer mais. Preciso amadurecer tudo o que eu não amadureci em oito ou dez anos, e ainda o que eu tenho que amadurecer daqui pra frente. Pensando assim, que bom que eu tenho que amadurecer. Ter alguém pra te apontar isso... Que bom!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Amadurecer, eu estava pensando. Quando uma fruta qualquer amadurece, ela cai. Mas daí você pode pensar: "Caiu no chão, caiu do pé, mas que frutinha mais azarada!". Pois é, mas quando ela cai é que ela tem a chance de virar árvore. E, virando árvore, também dar frutos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924000-6551351807871569947?l=lucasdocarmolima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucasdocarmolima.blogspot.com/feeds/6551351807871569947/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924000&amp;postID=6551351807871569947' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924000/posts/default/6551351807871569947'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924000/posts/default/6551351807871569947'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucasdocarmolima.blogspot.com/2007/11/das-conversas-de-hoje-de-madrugada.html' title='Das conversas de hoje de madrugada'/><author><name>Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17441433017858511141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924000.post-1674936223132410861</id><published>2007-11-01T22:32:00.000-02:00</published><updated>2007-11-01T22:49:50.334-02:00</updated><title type='text'>Quase um mês!</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Quase um mês, povo...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Que falta pra começarem as férias...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Que faz que minha vida tomou rumo...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Chega de divagar, né verdade?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Hoje eu vou colocar um poema meu, quase meia boca, que eu fiz um dia aí.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Vejam se gostam. Na verdade, se alguém ler, já estarei feliz, porque nunca vi tão pouca gente visitar essa espelunca. E isso contando eu!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Bom, até mais!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;Encontro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Lucas do Carmo Lima&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olho, da janela,&lt;br /&gt;Uma cena sinistra:&lt;br /&gt;A noite está clara&lt;br /&gt;Mas sombria...&lt;br /&gt;Seguem, as nuvens,&lt;br /&gt;Uma marcha lenta...&lt;br /&gt;Vão rumo ao longe...&lt;br /&gt;O horizonte está limpo,&lt;br /&gt;Continua a noite normal,&lt;br /&gt;As nuvens, fúnebres, andam&lt;br /&gt;Acima do céu.&lt;br /&gt;A lua está firme&lt;br /&gt;E empresta sua força&lt;br /&gt;A essas nuvens errantes...&lt;br /&gt;É o candeeiro pelo caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A noite não parece noite,&lt;br /&gt;Não parece tão tarde...&lt;br /&gt;As ruas continuam vivas,&lt;br /&gt;Os apartamentos continuam acesos.&lt;br /&gt;Mas é noite, e soberana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As preocupações que brotam do chão&lt;br /&gt;As perseguições perturbadas&lt;br /&gt;Não levantam nem poeira...&lt;br /&gt;É a hora da noite brilhar!&lt;br /&gt;As nuvens não ligam pra nada,&lt;br /&gt;Elas andam e só...&lt;br /&gt;Andam acima das cabeças&lt;br /&gt;E dos edifícios e das idéias...&lt;br /&gt;E também não se ocupam de andar&lt;br /&gt;Nem se preocupam em andar...&lt;br /&gt;Só andam e é tudo que acontece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre as nuvens e as estrelas&lt;br /&gt;Não há nada,&lt;br /&gt;Mas elas nunca vão se encontrar.&lt;br /&gt;As nuvens não sobem...&lt;br /&gt;Elas vão em frente!&lt;br /&gt;Às nuvens não importam&lt;br /&gt;Aquelas estrelas.&lt;br /&gt;Aquelas estrelas vão continuar lá&lt;br /&gt;As nuvens, aqui.&lt;br /&gt;Às nuvens vem o vento&lt;br /&gt;E o vento é tudo de que precisam...&lt;br /&gt;As estrelas são belas&lt;br /&gt;As estrelas são místicas&lt;br /&gt;As estrelas são formidáveis!&lt;br /&gt;Mas quem acompanha as nuvens&lt;br /&gt;É o vento.&lt;br /&gt;É o vento que tirou as nuvens&lt;br /&gt;Do marasmo&lt;br /&gt;E as colocou em movimento!&lt;br /&gt;É a companhia que vale mais&lt;br /&gt;Que mil admirações!&lt;br /&gt;Companheiro admirável...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As estrelas são até poéticas&lt;br /&gt;Mas que fiquem por lá, paradas,&lt;br /&gt;Com seu movimento que não se vê&lt;br /&gt;E aquela luz que não ilumina...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vento é diferente.&lt;br /&gt;O vento está aí&lt;br /&gt;- é só soprar que ele aparece!&lt;br /&gt;Ele não precisa da noite,&lt;br /&gt;Dispensa a luz...&lt;br /&gt;O vento que mexe as nuvens&lt;br /&gt;Vale mais que mil desejos vãos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vento faz o andar das nuvens&lt;br /&gt;Nesta noite sinistra, mas linda,&lt;br /&gt;Onde a lua espia o encontro mais lindo&lt;br /&gt;E o encontro mais livre!&lt;br /&gt;Entre o vento as nuvens, não há nada.&lt;br /&gt;Não há nada que os separe.&lt;br /&gt;Não há nada que pare&lt;br /&gt;O vento e as nuvens.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924000-1674936223132410861?l=lucasdocarmolima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucasdocarmolima.blogspot.com/feeds/1674936223132410861/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924000&amp;postID=1674936223132410861' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924000/posts/default/1674936223132410861'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924000/posts/default/1674936223132410861'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucasdocarmolima.blogspot.com/2007/11/quase-um-ms.html' title='Quase um mês!'/><author><name>Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17441433017858511141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924000.post-8281391353953163757</id><published>2007-10-06T00:23:00.000-03:00</published><updated>2007-10-06T03:31:57.629-03:00</updated><title type='text'>Hoje eu só vou escrever um pouco</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Sabe quando a gente tenta controlar tudo e, não mais que de repente, isso passa a nos controlar?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Tentamos nos segurar e, quando se vê, já estamos andando pra trás sem querer.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;É mais ou menos por aí.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Sabe quando a gente fica cego pelos nossos próprios demônios e só consegue abrir os olhos de cara pro sol?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Aí você me pergunta: mas isso não deve doer?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Eu lhe digo: pois é...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Sabe quando você não distingue mais o que você criou sobre você do que você sente de você?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Às vezes, você tenta descobrir a diferença, mas aí você acabou de criar outra coisa sobre você.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Já era.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Sabe quando você pensa que esqueceu e que acabou e você vê as fotos que salvou e lembra das estranhices que aconteceram?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Que nostalgia que dá, que esperança que cresce....&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;E pra saber se é em vão?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Sabe quando você precisa falar e sabe pra quem, mas não sabe o que é?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Pode ser recíproco.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Pode até ser.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Sabe quando você tem vontade de não desperdiças suas metáforas num texto, a princípio, despretensioso?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Pra quê pretensões?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Pra quê metáforas?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Pra quê texto?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Sabe quando você não sabe, mas o faz?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Eu fiz e não sabia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Soube agora.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Gostei e não.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Sabe quando a certeza sobre si se destrói a cada dez minutos andando?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;É fogo que arde se se ver.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;É nada mais que tudo que você tentou resolver. E o fez ao contrário.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Sabe aquela sensação de que aquilo se acabou tem em si um quê de "mas, e se"?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Tem horas que eu não sei se é feito, se é surgido ou se é fingido.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Sabe a idiotice que lhe toma nos momentos de encontro?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;E a estranha naturalidade enlatada que a acompanha depois?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;EU POSSO DIZER ASSIM, EM GARRAFAIS, QUE EU NÃO SEI.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Até onde estou apenas criando uma cortina de fumaça que me esconda de uma possível verdade, não sei...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Até quando eu ainda precisarei pensar em parar de pensar, não sei...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Até quando isso vai atrasar meus movimentos e meu instinto...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Até quando isso vai durar, até quando vou me ocupar dessa joça toda...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;E a verdade? Está no momento, na razão, nos filmes que queremos indicar e que mostram o contrário e o correto de toda nossa vontade?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;Está num dia inteiro de raciocínios e lembranças ou numa frase que você ouviu de alguém que te viu três vezes?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;E o amor, onde buscar? Quem vai estar lá pra te entregar, ou pra se entregar?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;E a felicidade, foi-se embora?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;E a tristeza, tem fim?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;E o romantismo, que a vida esmaga a cada dia?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;E o lirismo, que dá lugar a resmungos existencias?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;E as perguntas, um dia eu vou conseguir respondê-las?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;Did she get her ticket to ride? Does she care?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;E as escolhas? Quando elas se tornarão mais naturais?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;E as músicas, serão, um dia, sem dedicatória? Sem sentido?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Ainda bem que eu sei escrever. Pelo menos isso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Se não sobesse, iria pra onde? Pro sanatório, com uma camisa de força, ou pro meio da rua, com um megafone?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Mas, eu sei. Menos uma a pensar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Mas, eu sou rápido. Já pensei. E já escrevi.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Acho que escolheria o sanatório... Lá, eu arranjava um megafone.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;Quando eu vou poder parar e olhar ao redor sem me preocupar?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;Hoje, eu só ia escrever um pouco. Mal sabia eu.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924000-8281391353953163757?l=lucasdocarmolima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucasdocarmolima.blogspot.com/feeds/8281391353953163757/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924000&amp;postID=8281391353953163757' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924000/posts/default/8281391353953163757'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924000/posts/default/8281391353953163757'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucasdocarmolima.blogspot.com/2007/10/hoje-eu-s-vou-escrever-um-pouco.html' title='Hoje eu só vou escrever um pouco'/><author><name>Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17441433017858511141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924000.post-5267417022558010786</id><published>2007-09-25T23:09:00.000-03:00</published><updated>2007-09-25T23:48:56.749-03:00</updated><title type='text'>Olá! Tudo bem? Como vai?</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Leia o título mais uma vez.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Leia de novo, agora mais rápido.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Leia três vezes, nessa velocidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Pronto, você acabou de imitar Joseph Klimber!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Tolices à parte, aqui estou eu de novo. E vamos que vamos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Como não me lembro de ter escrito nada bom e publicável nesse meio-tempo - além do textinho do Sarau, que segue nesta postagem - vai um texto muito meiguinho (^^, carinhas de japonês, quem diria...) de uma amiga em segundo grau (hehe, amiga de amiga, oras...) que, aliás, foi muito bem recomendada. O seu blog, "A Toca do Texugo", é muito bom e o endereço é &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;a href="http://www.atocatxg.blogger.com.br/"&gt;http://www.atocatxg.blogger.com.br/&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;. Até me inspirou a botar um nome mais poético, mas me deu preguiça. Lembrei de Macunaíma...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Infelizmente, não tenho nenhum tipo de autorização pra fazer essa divulgação. Acabei de comunicar. Se este texto for censurado um dia, é sabido publicamente o motivo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Aliás, o texto d'A Toca é muito bom! Dona Lia, a mãe do dito cujo, caprichou na figura. Só não caprichou na hora de comentar, hehe, porque machuca quando eu leio "auto-ajuda" sobre esse texto. Bom, se isso é auto-ajuda, imagino o que seriam "os grandes clássicos" do blog. Etc.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;A citação nesse recomeço no blog é um poeminha, que só é citação porque é pequenininho. Mas é digno de postagens. Autora interessante, até surpreendente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Aí vai! Até!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;E aos novatos visitadores (se houver): sejam bem-vindos! E comentem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Abertura&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Para o 3º Sarau da Psico, sem palavras, do dia 14 de setembro de 2007.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Lucas do Carmo Lima&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;"Raramente conhecemos alguém de bom senso, além daqueles que concordam conosco."&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;François La Rochefoucauld, escritor&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Eu não busco a unanimidade, porque viver sem discutir não tem graça. Nem busco terminar tudo o que comecei, pois, depois do primeiro arranhão, estaria condenado a rasgar-me ao meio. Esta miúda parcela de minha tentativa – e erro, várias vezes – parece buscar algo que está fora deste papel antiecológico que está na sua frente. Parece buscar você, que está lendo, e que poderia viver tranqüilamente sem ter vindo, parado e lido isto aqui. Parece buscar porque, no momento em que foi escrito, isso aqui já não mais pertence a mim; agora, essas linhas todas ganharam a liberdade de ser o que é compreendido, de atingir sem objetivo. A palavra virou vírus... Já não respeita mais nada além de sua própria propagação. Não há como segurar essas palavras. Agora, elas estão passando por dentro de você e deixando alguma coisa, nem que seja a vontade legítima de parar de ler. Dessa forma, ao ler tudo isto, eu mesmo me provoco, me desafio a fazer coisas, sentir coisas e pensar coisas. Mas eu não provoco ninguém ao escrever. Eu escrevi o texto, mas não o possuo. É um filho que se cria para o mundo; se ele lhe arrepia até a espinha, não é meu problema. É um filho que nasceu grande.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estas palavras também não têm fim; são como avalanches, que não pedem desculpas, não têm pretensões e nada sentem pelas árvores que arrancaram. E, como eu e você, têm seu fim fora delas. As avalanches só param quando a montanha acaba.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Destreza&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Lia, "A Toca do Texugo"&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Às vezes eu penso que a vida é como uma antiga caixa de música que já não funciona mais. Uma linda e empoeirada caixinha de música que já perdeu sua melodia, mas conserva sua beleza e seus detalhes. Olhando de longe, apenas uma caixa qualquer, mas se você chega ali perto, dá uma olhada no fecho enferrujado e toca as reentrâncias trabalhadas há tempos, por um instante começar a amar aquela peça.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Você pode deixá-la ali, ou abri-la. Quando optar pela segunda, achará nada mais que centenas de linhas e fios. Todas as cores e tamanhos, espessuras e comprimentos ali entrelaçados, embaraçados. Milhares de nós naquele emaranhado sem fim dentro de uma simples caixinha. Um mundo de problemas, soluções e sorrisos simplesmente confinados pela velha fechadura que você acabou de abrir.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Então você começa a desembaraçar os nós, e quando pensa que já viu todas as cores, ali no meio acha um azul-esverdeado lindo que você ainda não tinha enxergado, aqui e ali fios de textura cada vez mais diferentes vão se revelando.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Assim, você é dona de si, faz o que bem entender com aqueles fios, sabendo que se puxar muito mais forte vai arrebentá-los, mas que se deixá-los ali, eles perecerão. Daqui a pouco você encontra um nó que não pode desatar, por mais que tente, morda, esperneie ele não cede, e você passa a desatar outros, porque apesar dele, ainda muitas coisas precisam ser resolvidas. Apesar de você não ter o poder de desatá-lo, você pode atar outros fios da maneira que bem entender, e formar novos emaranhados, ou tornar as coisas simples e desembaraçadas, na medida do possível. São suas escolhas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Depois de você mexer ali por muito tempo, encontra lá no fundo a bailarina que costumava dançar na caixinha. Que se colocava de pé e rodopiava divinamente, mas foi sufocada pelas fitas e linhas. Esse é seu coração. Coloque-o acima de todas as fitas, para que estas sejam o seu ninho, e ele seja livre e respire.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;A caixa pode não ter mais música, pode estar empoeirada e ter infinitos nós dentro, mas é linda, de uma beleza inestimável. É a sua vida. Ame-a com todas as suas forças, e se empenhe em desvendá-la a cada dia, a cada nó, a cada cor, a cada textura.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;A caixa está à sua frente, o que você vai fazer? Deixá-la trancafiada ou abri-la? A escolha é sua, e somente sua.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Já diziam os antigos...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Moldura&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Particularmente,&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;não há dificuldade&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;(ou desespero)&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;em não ter asas.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Mas em tê-las&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;e não poder voar.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Ana Lucia Cortegoso, psicóloga e poetisa.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924000-5267417022558010786?l=lucasdocarmolima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucasdocarmolima.blogspot.com/feeds/5267417022558010786/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924000&amp;postID=5267417022558010786' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924000/posts/default/5267417022558010786'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924000/posts/default/5267417022558010786'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucasdocarmolima.blogspot.com/2007/09/ol-tudo-bem-como-vai.html' title='Olá! Tudo bem? Como vai?'/><author><name>Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17441433017858511141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924000.post-5593868035749018796</id><published>2007-04-25T00:52:00.000-03:00</published><updated>2007-09-18T00:38:16.912-03:00</updated><title type='text'>Ma' como?</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Deu vontade. Sem mais.&lt;/span&gt; &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Até acabar o fôlego (25/04/2007)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Lucas do Carmo Lima&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Mistério é a chave&lt;br /&gt;Chave para o encantamento&lt;br /&gt;Encanto justo ao coração dos tolos&lt;br /&gt;Tolos todos crentes no juramento&lt;br /&gt;Jurados de toda perdição&lt;br /&gt;E perdido está quem acredita no tempo&lt;br /&gt;Tempo que torna os velhos tolos&lt;br /&gt;Todos gênios, guardiões de um sacramento&lt;br /&gt;Sacramento insano, porque vivo&lt;br /&gt;Vivido na emoção, sem nenhum lamento&lt;br /&gt;Lamento de quem não acreditou&lt;br /&gt;Numa crença, num sentimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É, então, o mistério que dá valor&lt;br /&gt;Valor que não se compra; é momento&lt;br /&gt;Momento perpétuo naquele que pulsa&lt;br /&gt;Sangue em aquecimento&lt;br /&gt;Quente desejo por atrair&lt;br /&gt;Atração com fundamento&lt;br /&gt;Fundada na pura abstração&lt;br /&gt;Divinos castelos de vento&lt;br /&gt;Sopro da livre admiração&lt;br /&gt;Mira sem discernimento&lt;br /&gt;Sem entender, embora claro&lt;br /&gt;Impassível em seu acobertamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coberto de razão&lt;br /&gt;E desrazão, sem consentimento&lt;br /&gt;Sentiu o mistério nas mãos&lt;br /&gt;Maneja o conhecimento&lt;br /&gt;Conheço, então! Eis que é&lt;br /&gt;...&lt;/span&gt; &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;La Buena Del DJ Lucón&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;(só pra variar um pouco, espalhar a poeira)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Luiza&lt;/em&gt;, Tom Jobim&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924000-5593868035749018796?l=lucasdocarmolima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucasdocarmolima.blogspot.com/feeds/5593868035749018796/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924000&amp;postID=5593868035749018796' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924000/posts/default/5593868035749018796'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924000/posts/default/5593868035749018796'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucasdocarmolima.blogspot.com/2007/04/ma-como.html' title='Ma&apos; como?'/><author><name>Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17441433017858511141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924000.post-629248276632797192</id><published>2007-04-06T03:08:00.000-03:00</published><updated>2007-04-06T04:25:38.981-03:00</updated><title type='text'>Memorandum</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Olá!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Bom, esse não é necessariamente uma postagem. É mais um aviso no mural de avisos da nossa querida &lt;em&gt;Lucas.net Virtual Corporation&lt;/em&gt;, para todos os nossos colaboradores e leitores.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Eu tenho alguns "blogs" relacionados na coluna à sua direita, os quais foram selecionados desde a fundação gloriosa desta instituição. Alguns deles ainda funcionam, alguns pararam de funcionar, outros estão prestes a falecer. E, desde que este ente que lhe aparece à fuça existe, há tentativas de manter um certa norma cultural dos ditos "blogs": comenta-se para ser comentado. Esse comentário, além de expressar opiniões acerca do tema comentado, funciona como uma espécie de "alerta" de que o referido "blog" ainda existe e que gostaria de ser comentado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Bem, há postagens e postagens. Nos primórdios, quando isto aqui era apenas "Lucas.net Ltda.", eu comentava absolutamente tudo o que me aparecia nos "blogs" selecionados. Além de serem meus amigos e colegas, tratavam de assuntos deveras interessantes e cuja opinião era fluente e relativamente simples. Eu era jovem, inexperiente e um tanto quanto não-habituado com alguns assuntos de cunho mais pessoal, o que me conferia a imparcialidade que me permitia driblar as dificuldades do tema, com uma certa ignorância simplista.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;O tempo passou (ou eu passei pelo tempo). Continuo jovem (um pouco menos, é verdade) e inexperiente (idem). Mas a passagem pelo tempo me descascou para os dilemas e sentimentalidades humanas, e minhas opiniões acerca de temas afins começaram a passar por crivos cada vez mais rigorosos, tornando-se cada vez mais escassas e complexas. Emitir opiniões nesses termos tornou-se, com o passar de dois "reveillóns", muito arriscado, já que qualquer coerência ou escrúpulo que me ocorra já invalida qualquer tentativa de comentar decentemente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Comunico, assim, que cessam, por tempo indeterminado, comentários a postagens dos gêneros supracitados, o que não significa, de forma alguma, que eu parei de lê-las (muito pelo contrário).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Assim, encerro por aqui esse pequeno recado, que corrobora, mais uma vez, para manter a transparência e a coerência deste diário digital corporativo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Grato pela atenção dispensada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Até logo e tenha um bom dia!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Lucas do Carmo Lima&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Presidente e CEO - Lucas.net Virtual Corporation&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924000-629248276632797192?l=lucasdocarmolima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucasdocarmolima.blogspot.com/feeds/629248276632797192/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924000&amp;postID=629248276632797192' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924000/posts/default/629248276632797192'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924000/posts/default/629248276632797192'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucasdocarmolima.blogspot.com/2007/04/memorandum.html' title='Memorandum'/><author><name>Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17441433017858511141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924000.post-7462835051782597240</id><published>2007-03-08T18:37:00.000-03:00</published><updated>2007-03-08T18:58:54.195-03:00</updated><title type='text'>A volta do bloguêmio</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Olás!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Primeiro, peço perdão pelo trocadilho escroto do título.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;Postar isso no Dia Internacional da Mulher só pode ser sacanagem comigo, não? Hahaha...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Volto à ativa no blog, assim como estarei voltando à ativa no curso de Psicologia também. Como voltar à ativa requer tempo, economizarei no falatório hoje. Posto aqui um texto bem atual (tipo de hoje) que eu acabei de escrever, que é meio tosquinho mas tá valendo. E indico três belas músicas (que acompanham bem o texto; praticamente o amendoim que acompanha o truco).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Atés!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Um cachorro que caiu da mudança (08/03/2007)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Lucas do Carmo Lima&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Estou perdido.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Desde a última vez que me senti assim... Bom, não me lembro se já me senti assim, nesta forma tão instável e estranha. Não posso nem dizer que me sinto vazio, um oco da alma... Não, isso não. O que há dentro de mim é mais do que eu posso descrever. Posso sentir, posso tocar. Mas não está tão dentro mais; está mais é fora. A verdade e tudo mais estão lá fora, me olhando de raspão, sem interesse nem muita atenção.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;É uma sensação de ser prisioneiro de uma guerra fria. Nem te mataram, nem te venceram... Mas te largaram, te esqueceram. Nem ao inimigo serves mais. Não és ameaça ou troféu, mas apenas os restos do desprezo que a desimportância proporciona.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Talvez não seja nem desprezo o que sinto. É a indiferença mortal que acontece quando parece que só pra ti as coisas aconteceram, e o resto do mundo não viu nem um segundo de tudo o que passaste. As pessoas tocam suas vidas como um barco a ser remado a favor da correnteza, enquanto tu estiveste o tempo todo a remar para o lado contrário, tentando ver pela última vez alguém pelo qual você passou e que nem está mais lá. O que restou é a idéia intransponível e renitente de que, a qualquer momento, verás o tal alguém, e, naquele momento, poderás pensar que tudo pôde valer a pena.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Eu já não posso agüentar esta situação desgraçada. Eu estou vivendo meus dias todos, há seis meses, a lembrar e lamentar. E uma esperança que não cessa insiste, mesmo que ínfima, a negar sua insignificância. Por mais que eu aceite minha debilidade em lidar com os fatos naqueles dias tão dourados quanto cinzentos, parece que não tenho como escapar da lembrança sórdida que me surge.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;É difícil ter que admitir que não saiba lidar com a derrota, principalmente quando é algo que mereceu tanta teimosia. É difícil perder para a derrota. Eu perdi e, por mais que os cenários mais otimistas que eu imagine me inspirem, jamais estarei sequer próximo a tudo o que eu quis naqueles dias. Nada que eu fiz de caso pensado deu certo. O que eu fiz por acaso, tampouco. É difícil admitir que não superei nada disto ainda e que meu coração pulsa pesado e dolorido ao escrever estas palavras.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Admitir é difícil. E quando se recebe tudo facilmente, como uma conseqüência natural das coisas, ou, pelo menos, se vê as coisas desta maneira, admitir é complexo, é algo que não se entende. Quando persistir nunca foi tão preciso e falhei. Porque não adianta nada persistir por dentro; tens que persistir para fora, tens que canalizar para poder direcionar, e não concentrar para explodir e esvaziar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Olho ao meu redor e vejo só felicidade. Sorrisos por todos os lados. A alegria que emana das pessoas é um raio de luz nos olhos, que ofusca a visão. E eu aqui, na sombra que eu mesmo faço com as mãos, que tremem de nervosas. Nunca estive tão triste por não ter o que nunca tive. Jamais isso me afetou tanto quanto hoje. Por ser que seja porque hoje isto está mais próximo de mim, mais claro e evidente. Ou porque já esteve pra mim, clara e evidentemente, que a minha vez havia chegado, que a hora estava sendo contada em modo regressivo e que os instantes passavam serelepes sabendo de tudo que os sucederia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Ninguém mais me é ideal. Ninguém mais me é assim tão especial; ninguém mais se destaca tanto no meio do povo. Não tem mais quem eu olhe, então eu olho para tudo. Perdi o objeto final, o destino horizontal de minha admiração. E estou completamente jogado entre minhas tralhas sentimentais. Estou entre a elaboração literária e o fato literal. No fio da navalha. Melhor, estou na sarjeta. Eu estava na sacada e agora tento achar as fotos antigas no sótão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Não quero crer que meus dias irão correr desta forma, e talvez mais áridos e intensos, com o início de uma terrível rotina de “flashbacks” do castelo de areia que eu estava construindo e caí em cima. Não quero, mas tenho que esperar isso, para que eu não me quebre mais ainda. É mais ou menos como naquela velha frase sobre a crença nas bruxas...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Sinto que quero dizer que não sei de mais nada, virar pra janela e olhar o pôr-do-sol sem temer o que virá no próximo amanhecer. Mas agora é noite alta, e o amanhã é algo que ainda me assusta. Tenho muitas incertezas sobre o que vai acontecer daqui pra frente em certas coisas da minha vida, outras não me preocupam... De vez em quando eu queria ter sido como as outras pessoas que eu conheço, sabe... Com uma vida um pouco mais corriqueira, menos anormal. Uma vida tão previsível quanto minhas falas de efeito. Uma vida tão previsível quanto minhas brincadeiras sem graça. Mas as minhas coisas andam num ritmo pouco marcial, talvez tão sinuoso quanto as opiniões que as pessoas têm de mim. Ou que eu acho que têm, porque as pessoas não dizem pra qualquer um e nem a todo momento a opinião que têm sobre outras pessoas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Algumas pessoas que conheço já me disseram, quando conversando sobre beber demais e fazer coisas desprezíveis das quais as pessoas se gabam tolamente, que “quem não bebe não tem histórias”. Talvez, pensando por este lado, a minha vida, pouco usual do jeito que vem sendo nos últimos 19 anos, seja a grande história que contarei pros meus filhos e netos. Um história que pode não ser gloriosa, etílica ou digna de orgulho até lá, mas será, no mínimo, curiosa. E uma história que não deverá ser repetida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A(s) Boa(s) do DJ Lucão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;(o nome não poderia ser mais idiota, mas o que vale é a ideia, não é verdade?)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Moon River&lt;/em&gt;, Henry Mancini&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Pedacinho do Céu&lt;/em&gt;, Waldir Azevedo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Stuck In A Moment&lt;/em&gt;, U2&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924000-7462835051782597240?l=lucasdocarmolima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucasdocarmolima.blogspot.com/feeds/7462835051782597240/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924000&amp;postID=7462835051782597240' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924000/posts/default/7462835051782597240'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924000/posts/default/7462835051782597240'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucasdocarmolima.blogspot.com/2007/03/volta-do-blogumio.html' title='A volta do bloguêmio'/><author><name>Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17441433017858511141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924000.post-8702588749723844358</id><published>2007-01-27T01:27:00.000-02:00</published><updated>2007-01-27T02:04:49.443-02:00</updated><title type='text'>Caminhando e postando...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Olá!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Eu não tô afim de ficar enchendo o piquá de vocês, portanto coloco aqui um texto do José Nêumani Pinto (aquele mesmo, dos comentários perspicazes do Jornal da Manhã, a única coisa que presta na Jovem Pan FM). Na verdade, é um comentário dele no Jornal da Manhã mesmo. Peguei este texto de um daqueles PowerPoint que a gente recebe por e-mail; se houver alguma imprecisão em relação ao original ou se não existe um original, paciência... Eu ia colocar no meu "quem sou eu" do Orkut, porque lá a audiência é um pouquinho maior. Primeiro, não pus porque não deu o espaço. Segundo... Pensando bem, o nível médio e individual dos meus fiéis seguidores daqui é um pouco maior, hehehe... Mas não que eu esteja prejulgando os ignorantes, nada disso. São todos bem-vindos!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Vamos atualizando aos poucos, mas vamos!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;Vamos que vamos!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;29 milhões de ligações do povo brasileiro votando em algum candidato para ser eliminado do Big Brother.&lt;br /&gt;Vamos colocar o preço da ligação do 0300 a R$ 0,30. Então, teremos... R$ 8.700.000,00. Isso mesmo! Oito milhões e setecentos mil reais, que o povo brasileiro gastou ( e gasta ), em cada paredão! Suponhamos que a Rede Globo tenha feito um contrato "fifty to fifty" com a operadora do 0300, ou seja, ela embolsou R$ 4.350.000,00. Repito: somente em um único paredão!&lt;br /&gt;Alguém poderia ficar indignado com a Rede Globo e a operadora de telefonia ao saber que as classes menos letradas e abastadas da sociedade, que ganham mal e trabalham o ano inteiro, ajudam a pagar o prêmio do vencedor e, claro, as contas dessas empresas. Mas o "x" da questão, caro(a) leitor(a), não é esse. É saber que paga-se para obter um entretenimento vazio, que em nada colabora para a formação e o conhecimento de quem dela desfruta; mostra só a ignorância da população, além da falta de cultura e até vocabulário básico dos participantes e, consequentemente, daqueles que só bebem nessa fonte.&lt;br /&gt;Certa está a Rede Globo. O programa BBB dura cerca de três meses. Ou seja, o sábio público tem ainda várias chances de gastar quanto dinheiro quiser com as votações. Aliás, algo muito natural, para quem gasta mais de oito milhões numa só noite! Coisa de país rico como o nosso, claro!&lt;br /&gt;Nem a Unicef, quando faz o programa Criança Esperança, com um forte cunho social, arrecada tanto dinheiro. Vai ver, deveriam bolar um "BBB Unicef". Mas, tenho dúvidas se daria audiência. Prova disso, é que na Inglaterra, pensou-se em fazer um Big Brother só com gente inteligente. O projeto morreu na fase inicial, de testes de audiência. A razão? O nível das conversas diárias foi considerado muito alto, ou seja, o público não se interessaria.&lt;br /&gt;Programas como BBB existem no mundo inteiro, mas explodiram em terras tupiniquins. Um país onde o cidadão vota para eliminar um bobão (ou uma bobona) qualquer, mas não lembra em quem votou na última eleição. Que vota numa legenda política sem jamais ter lido o programa do partido, mas que gasta seu escasso salário num programa que acredita de extrema utilidade para o seu desenvolvimento pessoal e, que não perde um capítulo sequer do BBB para estar bem informado na hora de pagar pelo seu voto. Que eleitor é esse? Depois, não adianta dizer que político é ladrão, corrupto, safado, etc. Quem os colocou lá? Claro, o mesmo eleitor do BBB!&lt;br /&gt;Aí, agüente a vitória de um Severino não-sei-das-quantas para Presidente da Câmara dos Deputados e a cara de pau, digo, a grande idéia dele, de colocar em votação um aumento salarial absurdo a ser pago pelo contribuinte. Mas o contribuinte não deve ligar mesmo, ele tem condições financeiras de juntar R$ 8 milhões em uma única noite para se divertir, ao invés de comprar um livro de literatura, filosofia ou de qualquer assunto relevante para melhorar a articulação e a autocrítica...&lt;br /&gt;Chega de buscar explicações sociais, coloniais, educacionais. Chega de culpar a elite, os políticos, o Congresso. Olhemos para o nosso próprio umbigo, ou o do Brasil. Chega de procurar desculpas, quando a resposta está em nós mesmos. A Rede Globo sabe muito bem disso, os autores das músicas Egüinha Pocotó, O Bonde do Tigrão e assemelhadas, sabem muito bem disso; o Gugu e o Faustão também; os gurus e xamãs da auto-ajuda idem.&lt;br /&gt;Não é maldade nem desabafo. É constatação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;José Nêumani Pinto&lt;/strong&gt;, para o Jornal da Manhã&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Já diziam os antigos...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;"Raramente conhecemos alguém de bom senso, além daqueles que concordam conosco." &lt;strong&gt;François La Rochefoucauld&lt;/strong&gt; (1613-1680), escritor&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924000-8702588749723844358?l=lucasdocarmolima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucasdocarmolima.blogspot.com/feeds/8702588749723844358/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924000&amp;postID=8702588749723844358' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924000/posts/default/8702588749723844358'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924000/posts/default/8702588749723844358'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucasdocarmolima.blogspot.com/2007/01/caminhando-e-postando.html' title='Caminhando e postando...'/><author><name>Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17441433017858511141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924000.post-442941231090583730</id><published>2007-01-18T02:42:00.000-02:00</published><updated>2007-01-18T03:13:19.874-02:00</updated><title type='text'>Em Stand-by...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Feliz 2007!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Outro dia eu me feri... Sangrei... Mas agora estou estancando tudo isso, mas ainda estou a me recuperar... Uma garrafa caindo no chão; foi isso. E estatelou-se em pedaços, e me atingiu... no começo não doeu... O que doeu foi dar a anestesia... Seria ilógico, se não fosse dolorosamente real. Em breve, mais uma cicatraiz, mais um troféu, mais uma lembrança.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;E aí, incauto leitor? Está pensando que o sr. Lucas aqui está mais uma vez utilizando sua escrita metafórica para exorcizar suas assombrações? Ha-ha-ha, peguei um bobo na casca do ovo! Na verdade, no dia 13 deste janeiro eu fui guardar compras e... Exatamente! Uma garrafa de vidro me fura a sacola, cai e abre um cortinho sanguinolento no pé direito, bem no calcanhar. Estou com dois pontos no calcanhar e quase de molho por um tempo. E mais uma cicatriz para o rapaz mais azarado deste blog! Quem vê, pensa que eu sou o menino mais arteiro do bairro desde criancinha! Quem vê, pensa!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Bom, já venho por meio desta atualizar um pouco este blog. Na verdade, a parte não-exorcista acabou por aqui. Deixo três casais (ironia-navalha na carne) de versos sobre minhas metáforas (enganei você, haha) e uma indicação de música, porque ela é muito boa pra ser apenas lida. Aliás, a nova seção do blog! Espero que gostem da invenção (não tem o que fazer, inventa)!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Fiquem à vontade! Só não repare na bagunça.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Metáforas (18/01/2007)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Lucas do Carmo Lima&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;O que faz as metáforas tão belas?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Ter alguém pra olhar pra elas,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Pra tirar as palavras das celas,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Acender, na sobras, algumas velas&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;E fazer do olhar, janelas,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Pra que eu entre através delas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A Boa do DJ Lucão &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;(por enquanto, só a música mesmo, porque de resto...)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Um Pequeno Imprevisto,&lt;/em&gt; Paralamas do Sucesso&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924000-442941231090583730?l=lucasdocarmolima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucasdocarmolima.blogspot.com/feeds/442941231090583730/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924000&amp;postID=442941231090583730' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924000/posts/default/442941231090583730'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924000/posts/default/442941231090583730'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucasdocarmolima.blogspot.com/2007/01/em-stand-by.html' title='Em Stand-by...'/><author><name>Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17441433017858511141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924000.post-8032199500711720776</id><published>2006-12-15T00:00:00.000-02:00</published><updated>2006-12-15T00:59:01.035-02:00</updated><title type='text'>Resignado</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Olá!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Primeira postagem de dezembro, macacada!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Bom, eu fiz este texto agorinha, de uma vez. Acho que ficou legal. Faz tempo que eu não escrevia desse jeito. A boa e companheira prosa. Pelo menos ela me dá bola regularmente, hahahaha...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;É rir pra não chorar... Falo nada...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;E como eu estou com preguiça de buscar uma frase pra por no final, eu não vou por nada não. O texto já tá bão!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Até!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Parênteses&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Lucas do Carmo Lima&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Cai em véu delicado o pranto das nuvens. Mas que bela chuva pra inaugurar belas férias! As pessoas voltando, eu voltando, a saudade voltando (lenta, porém constante), as coisas voltando (aos lugares de antes, mais ou menos)... Tenho a nítida sensação de que este semestre poderia ter sido muito mais se tivesse sido mais organizado. Ou mais ousado. Mas levo comigo (pelo menos até hoje, que amanhã será uma chuva diferente que cairá) um certo orgulho, uma certa melancolia, com um discreto sorriso no rosto, quase que involuntário, porque algumas coisas realmente valeram a pena (por menor que a pena e as coisas foram).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;No começo, os fatos foram pipocando em acontecimentos dos mais variados, dos mais gostosos, dos mais assustadores, dos mais tristes e surpreendentes. Foi uma empolgação e uma apreensão, uma suadeira das mãos que não sabiam onde parar (ou estacionar)... Um ar de novo que infla nossos pulmões a cada fôlego mais forte. Respirar fundo era sempre uma aventura! Um sangue fresco que corre na gente, com o frescor do retorno pleno de férias de julho.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;As coisas vieram... E eu, em plena condição de único proprietário de mim mesmo, fiz... O que pude, o que quis, o que me impus. Também não fiz muitas coisas, das quais não poderia me arrepender exatamente porque nunca aconteceram. Mesmo assim, foi um bom momento para parar, observar, e engolir seco a cada omissão ou cada besteira. Era minha responsabilidade, eu que não fiz e paguei (caro). Ora, a vida é minha, o problema é meu!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;E assim as coisas começaram a se arrastar conforme os dias foram avançando. Grandes passos deram certo. Pequenos passos deram errado. Nessa lenga-lenga infernal de paradoxos, eu virei, da noite pro dia (numa tarde que deveria ser muito boa) o centro das tomatadas. Não que as pessoas tivessem coragem e lisura de chegar e falar, mas foi por vigésima terceira (à época, vigésima segunda) pessoa, a qual realmente guarda uma consideração enorme por mim e que faço questão de retribuir quando permitido. Nos poucos dias posteriores, perdi a calma e ganhei um charuto. Ganhei respeito (ou antipatia, ou nenhuma das alternativas). Mas as coisas foram se ajeitando, e hoje não preciso de mais que um colete à prova de balas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Como não poderia deixar de ser, num dia em que o desespero me tomou por pousada, abri os olhos e dezembro me fez uma careta. Começou a maior várzea da história deste transeunte da São Carlos. O trabalho foi um lema e o tempo, uma ficção. Minha pobre cabeça esteve para estourar e os acontecimentos pipocaram de novo, sem a vitalidade de outrora, e sim com acidez... Mais ou menos como uma chuva de gotas de óleo quente. Tudo esteve, por cinco curtos e abrasivos dias, tão evidente quanto um iceberg e tão estável quanto um suicida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Esses dias passaram; a temporada está a findar. Vai abaixo o último grão de tempo que eu consegui economizar pra ir em paz pras minhas férias. O último arzinho de julho, exuberantemente saturado, prestes a dar o fora. Já não há outras formas de aproveitá-lo, a não ser botar pra fora, pra dar espaço a uma nova inspiração. Verei por esses dias. Não sei se transpiro de nervoso ou cansado. Além do mais, vi que não posso me responsabilizar pelo que não é da minha parte. Mesmo não sabendo exatamente o que é ou não da minha parte, já estou pegando mais leve comigo. Pra ficar mais leve.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Desta forma, considero encerrados meus trabalhos. Entrarei de cabeça numas férias novamente revigorantes e voltarei mais uma vez à velha terra que me viu surgir para a vida. Uns suspiros para desabafar o coração ou adoçar os sentimentos, é isso que me espera de começo. Depois, quem sabe? O futuro é uma coisa que efetivamente não existe, mas tem uma não-existência bem influente. Como um buraco negro, que suga as coisas pra sua total desintegração, seu fim. Coisa boba, sem propósito.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Se não foi assim, foi por aí. Vou por aí.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924000-8032199500711720776?l=lucasdocarmolima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucasdocarmolima.blogspot.com/feeds/8032199500711720776/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924000&amp;postID=8032199500711720776' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924000/posts/default/8032199500711720776'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924000/posts/default/8032199500711720776'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucasdocarmolima.blogspot.com/2006/12/ol-primeira-postagem-de-dezembro.html' title='Resignado'/><author><name>Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17441433017858511141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924000.post-6490805978170945430</id><published>2006-11-20T20:05:00.000-02:00</published><updated>2006-11-20T23:25:21.227-02:00</updated><title type='text'>De repente, não mais que de repente...</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;...resolvi sentar e escrever. Mas escrever algo com alguma estrutura.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Não verdade não fui eu, foi meu eu-lírico que não é parnasiano, mas pensa que é...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Bom, eu escrevi e ficou uma, com o perdão da palavra, bosta. Daí já viu, esmerilhei a bagaça, mais ou menos, fui moldando enquanto a argila ainda estava fresca, e saiu o que saiu.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Ao invés de "coração" era "espírito", mas a troca foi irresistível.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Veja a situação: comendo miojo e ouvindo Los Hermanos... Tô mal, viu... Hehehe...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;É, eu tô fudido. Puto. E estou ficando louco. E é responsabilidade minha.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Já me insultei bastante. Fico por aqui. Como sempre. E só - nos dois sentidos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Uma leve garoa para um coração em chamas (20/11/2006)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Lucas do Carmo Lima&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;---&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Nebuloso, como o horizonte&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;nesses dias de chuva forte,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;erra por um caminho de sorte&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;que só a pacata passividade&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;há de garantir...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;---&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Eis que então, ao bater de fronte,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;um olhar frio como a morte,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;sem convite, abre o corte,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;que explode em perplexidade,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;no céu a ruir...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;---&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Inerte, ruma para a ponte,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;que talvez aponte para a sina ou entorte&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;o caminho em direção a outro norte,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;a deixar, assim, aquela bizarra imagem na saudade&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;e começar a partir...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Já diziam os antigos...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;"A história do nosso desejo é uma história longa e difícil, quase sempre à revelia da nossa prória história, que por isso mesmo nos fala, e diz, do mistério de nós." &lt;strong&gt;Isabel Leal&lt;/strong&gt;, psicóloga&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924000-6490805978170945430?l=lucasdocarmolima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucasdocarmolima.blogspot.com/feeds/6490805978170945430/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924000&amp;postID=6490805978170945430' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924000/posts/default/6490805978170945430'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924000/posts/default/6490805978170945430'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucasdocarmolima.blogspot.com/2006/11/resolvi-sentar-e-escrever.html' title='De repente, não mais que de repente...'/><author><name>Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17441433017858511141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924000.post-8631837547482319135</id><published>2006-11-12T23:58:00.001-02:00</published><updated>2006-11-13T00:48:19.058-02:00</updated><title type='text'>Pensamentos soltos traduzidos em palavras...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;O título é de autoria de Quest, J.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Na verdade, nem sei porque eu estou escrevendo isso...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Em Gestalt-Terapia, trabalha-se os sonhos considerando-os mensagens existenciais, uma certa forma de comunicação de necessidades da pessoa. Se eu me lembrasse do que sonho (ou sonhasse mais regularmente, não sei dizer), creio que ouviria algo do tipo:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;SEU BUNDÃO, ACORDE E VÁ FAZER ALGUMA COISA!&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Outra coisa: o mundo digital, virtual, cibernético &lt;em&gt;et coetera&lt;/em&gt; transformou nossos olhos em ouvidos e nossos dedos em voz... Como a Internet é poética, não é?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Já diziam os antigos... (e bota antigo nisso)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;"Thinking bad, dancing good!" Donknoh Whu (nome anglicanizado de Seilah Kem, sábio formidável), citado por &lt;strong&gt;Tatiana Perecin&lt;/strong&gt;, jamais-arquiteta, futura psicóloga e baixinha&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924000-8631837547482319135?l=lucasdocarmolima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucasdocarmolima.blogspot.com/feeds/8631837547482319135/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924000&amp;postID=8631837547482319135' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924000/posts/default/8631837547482319135'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924000/posts/default/8631837547482319135'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucasdocarmolima.blogspot.com/2006/11/pensamentos-soltos-traduzidos-em_12.html' title='Pensamentos soltos traduzidos em palavras...'/><author><name>Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17441433017858511141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924000.post-8365227047607173505</id><published>2006-11-10T03:42:00.000-02:00</published><updated>2006-11-10T04:29:53.296-02:00</updated><title type='text'>Só mais uma...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Eu queria só postar alguma coisa. Mesmo que tosca. E é o que farei.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Mudando de assunto...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Seria perfeito, não fosse o pequeno defeito de não existir. Há descrição melhor?&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Ela me faz tão bem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Lulu Santos&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Ela me encontrou&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Eu tava por aí&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Num estado emocional tão ruim&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Me sentindo muito mal&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Perdido, sozinho&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Errando de bar em bar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Procurando não achar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Ela demonstrou tanto prazer em estar em minha companhia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Eu experimentei uma sensação que até então não conhecia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;De se querer bem, de se querer quem se tem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Ela me faz tão bem, ela me faz tão bem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Que eu também quero fazer isso por ela&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Já diziam os antigos...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;"O êxito parece doce a quem não o alcança." &lt;strong&gt;Emily Dickinson&lt;/strong&gt;, poetisa&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924000-8365227047607173505?l=lucasdocarmolima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucasdocarmolima.blogspot.com/feeds/8365227047607173505/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924000&amp;postID=8365227047607173505' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924000/posts/default/8365227047607173505'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924000/posts/default/8365227047607173505'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucasdocarmolima.blogspot.com/2006/11/eu-queria-s-postar-alguma-coisa.html' title='Só mais uma...'/><author><name>Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17441433017858511141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924000.post-3426812670165033711</id><published>2006-10-24T23:13:00.000-03:00</published><updated>2006-10-25T00:25:10.725-03:00</updated><title type='text'>Outras coisas que me ocorrem</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Assim como no blog da Gabi, isso aqui tá a cara de um diário. Mas publicável, de certa forma. Preservando o anonimato. Quem não gostou do anonimato foi a Raquel e a Kátila (blogueiras) e a Tania (cafeinólatra). Fazer o quê? Uma hora vaza; e daí vai fazer que nem uma represa: vai rachando e jorrando tudo o que ficou estancado, por segurança...&lt;br /&gt;Acabei de escrever um texto no estilo do anterior, embora com uma poesia no meio. É, como diria o Kaiser, a "pegada" do momento.&lt;br /&gt;Basta de nomes!&lt;br /&gt;Aí vai!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Mensagem na garrafa (24/10/2006)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;Lucas do Carmo Lima&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A esperança se parece com uma semente que jogamos ao chão. Se floresce, eu nem preciso comentar (ou não posso). Se não, esperamos até que um passarinho mais esperto que a gente venha e recolha a semente. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Estou a ponto de explodir. Minhas teorias já não fazem mais sentido, não sei se raiva apaga o resto. Não consigo mais entender a situação baseado apenas no que eu, enquanto ilha quadrada, posso inferir. Não mais. Não dessa forma. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Se estou assim, à deriva... Deriva... Deriva... Viajando ao sabor da irresponsabilidade, do lirismo e da paixão. Deve ser isso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Uma mensagem numa garrafa... É esse o nível de previsibilidade que eu tenho! Destino incerto, recepção incerta, receptor incerto, reação incerta... Até a mensagem é incerta. Certa, só a garrafa. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;É uma das primeiras vezes que a palavra “paixão” aparece nos meus textos. Pelo menos no contexto em que ocorre da forma mais cruel. Não gosto de escrevê-la... É muito chavônica, soa como música de corno. Sinto-me quase um corno. Só falta o cornoamento em si. De resto, a solidão está aí, a música está aí...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Um poema sem seu nome (24/10/2006)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Lucas do Carmo Lima&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Pena não conhecê-la a ponto de abordá-la. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Pena não inebriá-la a ponto de possuí-la. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Pena não abraçá-la a ponto de beijá-la. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Pena não surpreendê-la a ponto de seduzí-la. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Pena não acariciá-la a ponto de tocá-la. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Pena não encantá-la a ponto de cativá-la. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Pena eu não ser o que queria. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Pena eu não fazer o que pretendia. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Pena eu não apreender o que precisaria. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Pena. A última coisa que preciso. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;A única que possuo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;A única que desprezo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Que pena.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Já diziam os antigos...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;"Não se vive dentro da felicidade. A felicidade é um jardim que quase sempre atravessamos distraídos. Mais tarde ele vem-nos à memória e isso traz-nos um sorriso aos lábios. A lembrança de um jardim não é um jardim, mas cheira bem." &lt;strong&gt;Faíza Hayat&lt;/strong&gt;, escritora&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;"Beyond your flowers of flaming truth" &lt;strong&gt;Cake&lt;/strong&gt;, &lt;em&gt;Frank Sinatra&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924000-3426812670165033711?l=lucasdocarmolima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucasdocarmolima.blogspot.com/feeds/3426812670165033711/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924000&amp;postID=3426812670165033711' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924000/posts/default/3426812670165033711'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924000/posts/default/3426812670165033711'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucasdocarmolima.blogspot.com/2006/10/outras-coisas-que-me-ocorrem.html' title='Outras coisas que me ocorrem'/><author><name>Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17441433017858511141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924000.post-8110897317492604618</id><published>2006-10-16T21:27:00.000-03:00</published><updated>2006-10-18T00:53:10.724-03:00</updated><title type='text'>Coisas que me ocorrem</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Eu estive aqui, com meus botões, a pensar sobre a chuva. Bela chuva caiu hoje. Bonita mesmo! Juro que pensei em escrever algo sobre a chuva, a beleza, a beleza da chuva, alguma coisa legal. Alguma coisa a se comentar. Não me veio nada à cabeça.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Resolvi que vou postar isso aqui. Na verdade, já postei. Não: posto agora!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Textinho pós-Semana, nada bobo. Ou bastante. E junto ao texto, ou depois dele, uma frase de uma música (em inglês, já que eu não me atreveria a traduzir dizeres tão poéticos e expressivos em sua língua original).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;É. (inspirado em: Morel, 2006. &lt;em&gt;A Frase de Impacto&lt;/em&gt;. ©&lt;strong&gt;O Mundo das Idéias&lt;/strong&gt;, todos os direitos reservados)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Pensando Alto (23/09/2006)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Lucas do Carmo Lima&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;Esqueci a bela frase que queria escrever. Eu lembrei dela ontem. Eu a fiz ontem. Hoje, nem sombra. Era uma frase que diria do sofrer sem sentido, da vida sem sentido, do falar sem sentido. Era mesmo uma boa frase. Mas se foi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E que sentido teria lembrá-la? Nenhum?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E com a frase, foi um dos momentos mais interessantes até agora. Foi embora. Dos momentos que nos apunhalam, que dói até agora. De frente. Fatal. Não sou eu primeiro, nem foi a primeira vez, não foi nada. Nada inofensivo. D’onde saiu? Pr’onde vai? Como, quando... Quando...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho um pouco de medo. De estar fazendo algo terrível, que machuca. Não merece, definitivamente. Mas eu não sei o que fazer. De novo, mais uma vez. Tudo gira em torno disso. Não sei se sou comum, o que acham de mim. Mas não sei nem se isso é importante... Não, isso eu sei. Sei que sim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conhecer pessoas é fascinante. Os contrastes, como as pessoas são diferentes... Idiossincráticas, únicas, impasteurizáveis, individuais, enigmáticas. Como as pessoas surpreendem. Frustram. Pessoas são macrocósmicas, assombrosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é, a gente ouve as coisas pela metade e quanto mais pela metade mais insiste em ficar. Ouvi muitas coisas pela metade nesses tempos. Mas só uma até agora está rendendo. Pode ser tudo o que eu queria ouvir, que pode ser bom ou ruim. Mas pode ser tudo o que eu não queria ouvir, o que é ruim. Aliás, há algum tempo eu precisava ouvir uma coisa dessas; tem coisas que eu já estou carregando comigo faz um tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coisas que eu não entendo. Mesmo assim eu não consigo. Eu queria chorar mas não posso. Não sei como. Não sei nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto ser tudo o que eu não quero e reprovo: falso. Na maioria do tempo. Não que eu pense e assim faça. Apenas sai, sem censura. É como o caminho mais curto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não consigo conversar com quem eu quero. Não tem papo. Não consigo desenrolar. Não dá. Por que quando a gente mais quer a gente não conversa? O que será isso? Quando a gente... Esqueci.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cão que late não morde. É uma frase que eu venho pensando. Eu nunca acreditei muito nessa frase. Experimenta dar a mão prum cão latindo! Ou ele fica sem saber o que fazer – eu – ou morde. Preciso aprender a morder. E a avançar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continua doendo. E eu já senti essa dor antes. Igual, mas não a mesma. E eu também já ouvi o que não queria. Aliás, muita coisa que eu não queria. Mas é melhor saber o que não se quer saber que não saber o que se quer saber. Mas será que é melhor saber o que não se quer ou não saber o que se quer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fracasso. A última palavra que me veio à cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei quem está lendo. Mas, se estiver sendo lido, deixo um aviso. É: este texto não foi feito pra fazer sentido. Na verdade, nem era pra existir, se eu fosse realmente uma pessoa sensata. É duro jogar um jogo sem saber as regras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Penso alto. Nos diversos sentidos possíveis. Mas só há um sentido para a realidade: para baixo. Não gosto de ser pessimista, mas nada há que consiga nesse instante trazer de volta, de algum lugar, meu otimismo, minha felicidade. Enquanto isso, queimo minha esperança. Palavras bonitas que não têm o peso que carregam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fico sem reação. Toda vez. Não acerto uma dentro. Eu penso rápido demais pra conseguir pensar alguma coisa inteligente. Alguma coisa bonita. Alguma coisa. A faca e o queijo na mão, assim, bonitinho, e nada. Sou um incompetente. Lembrei-me novamente de fracasso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que não faz um belo reforço. Reforçadores profissionais... Isso deve existir. Por brincadeira, esporte ou algum experimento anti-ético, desumano, frio e estatístico, de sujeito único – digo um por vez – ou talvez não. Senti-me sujeito por um instante. Mas eu quero muito estar errado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Frustração e fracasso devem rimar se eu disser as duas ao contrário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei. Tenho não sabido de muitas coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está doendo menos, o que também não sei se é bom ou ruim. Sinto-me um molequinho do jardim de infância, visitando a vida adulta sem compromisso. Odeio tomar decisões, mas é o que eu preciso fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto “rançoso” e ruim. Não sei como se escreve “rançoso”. O Word me corrigiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que vou passear hoje à noite. Tenho a dádiva divina do automóvel à minha disposição. Estou melhor. Vou ver se faço algo. Gosto de dirigir à noite, pôr um som e relaxar. É isso que eu preciso: relaxar. Vou ver se faço algo hoje à noite.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Já diziam os antigos...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;"All I want is someone I can´t resist." &lt;strong&gt;Aerosmith&lt;/strong&gt;, &lt;em&gt;Cryin'&lt;/em&gt; (Perry/Tyler/Rhodes).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924000-8110897317492604618?l=lucasdocarmolima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucasdocarmolima.blogspot.com/feeds/8110897317492604618/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924000&amp;postID=8110897317492604618' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924000/posts/default/8110897317492604618'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924000/posts/default/8110897317492604618'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucasdocarmolima.blogspot.com/2006/10/eu-estive-aqui-com-meus-botes-pensar.html' title='Coisas que me ocorrem'/><author><name>Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17441433017858511141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924000.post-3393506143741043752</id><published>2006-10-08T22:56:00.000-03:00</published><updated>2006-10-08T23:16:33.917-03:00</updated><title type='text'>Singelo, minha cara...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Mesmo o Blogspot.com não querendo que eu faça a postagem, eu o farei.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Este texto é pra você, uma boa amiga, e é isso que importa. Foda-se se ele é meio bobinho.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Merece. E é isso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A águia&lt;/span&gt; é a única ave que chega a viver 70 anos. Mas para isso acontecer, por volta dos 40, ela precisa tomar uma séria e difícil decisão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Nessa idade, suas unhas estão compridas e flexíveis. Não conseguem mais agarrar as presas das quais se alimenta. Seu bico, alongado e pontiagudo, curva-se. As asas, envelhecidas e pesadas em função da espessura das penas, apontam contra o peito. Voar já é difícil.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Nesse momento crucial de sua vida a águia tem duas alternativas: não fazer nada e morrer, ou enfrentar um dolorido processo de renovação que se estenderá por 150 dias.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;A nossa águia decidiu enfrentar o desafio. Ela voa para o alto de uma montanha e recolhe-se em um ninho próximo a um paredão, onde não precisará voar. Aí, ela começa a bater com o bico na rocha até conseguir arrancá-lo. Depois, a águia espera nascer um novo bico, com o qual vai arrancar as velhas unhas. Quando as novas unhas começarem a nascer, ela passa a arrancar as velhas penas. Só após cinco meses ela pode sair para o vôo de renovação e viver mais 30 anos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Já diziam os antigos...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;"Aqueles que nunca sofreram não sabem nada; não conhecem nem os bens nem os males; ignoram os homens; ignoram-se a si próprios." &lt;strong&gt;François Fénelon&lt;/strong&gt;, escritor&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924000-3393506143741043752?l=lucasdocarmolima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucasdocarmolima.blogspot.com/feeds/3393506143741043752/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924000&amp;postID=3393506143741043752' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924000/posts/default/3393506143741043752'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924000/posts/default/3393506143741043752'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucasdocarmolima.blogspot.com/2006/10/singelo-minha-cara.html' title='Singelo, minha cara...'/><author><name>Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17441433017858511141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924000.post-115354829955210201</id><published>2006-07-22T01:43:00.000-03:00</published><updated>2006-07-28T00:32:38.253-03:00</updated><title type='text'>Verborrágico dobrar do Cabo da Boa Esperança</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Olá!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Não, não diga que eu demorei pra atualizar!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Aliás, diga sim!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Bom, pouco importa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;É, como eu ia dizendo:... O que eu ia dizendo?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Ah, deixa pra lá!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Ah... Oh... Ah, sim! Lembrei!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Olá!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Faz é muito tempo que eu não mexo e remexo - não sei se era pulga ou se era percevejo - neste&lt;em&gt; bolog&lt;/em&gt;. Vejo que as coisas andam um tanto quanto paradas, inertes, emboloradas! Sinto estar num sarcófago de idéias, talvez um sombrio necrotério de conhecimentos, ou não tão sombrio, ou nem tão necrotério... Mas este é um sopro novo na antiga chama de vela que teima, como pira olímpica, a inspirar seu (n ou p)obre mantenedor a alimentá-la a toque de caixa com palha verde, de modo que nada há de se entender desta sentença.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;O importante aqui é alertar que este ínfimo &lt;em&gt;Parthenon&lt;/em&gt; de sóbrios delírios está sendo atualizado nesse intante (durante o qual escrevo isto que está vindo à minha cabeça), o que deve invocar os espíritos (poucos) que habitam ("comentam") este receptáculo de &lt;em&gt;Pombagiras&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Pretosvéios&lt;/em&gt; a confabularem publicamente a mim o que lhes ocorre ao deleitarem do seu conteúdo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Hoje serão p(r)ost(r)ados aqui três textos que foram censurados por mim mesmo há algum tempo atrás, tempo esse o bastante para que o censor os tenha redescoberto e reexposto. Tinha nenhuma lembrança deles; hoje despertaram meu orgulho, queridinhos do papai! Meus poeminhas toscos são toscos mas eu que fiz! E o textículo até que merece uma atenção maior (sem mais confusões, por favor, observe com cuidado a grafia...).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Oh yeah, babies! Sem dó! &lt;em&gt;Cowmentem&lt;/em&gt; à vontade! &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Pedido aos quatro cantos (10/09/2005)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Que faço eu? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Eu já sonhei, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;eu já senti... &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Mas eu não tenho &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;a prática, experiência! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Falta a ocasião &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;ou não aproveitei as sutis oportunidades? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Como faço então? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Se falho em pensar demais, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;observar bastante, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;agir pouco.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Raciocinar atrapalha, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;pelo menos de vez em quando... &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Tudo o que digo - com todas as sílabas, decerto - &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;tem algum significado, senão alguns, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;oculta e objetivamente encaixados, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;nada que uma leitura paranóica não resolva. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Porém, e incontestavelmente, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;o que faço parece fazer pouco sentido. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Feliz e desesperado&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;por tê-la e não ao meu lado de dentro,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;paro por aqui com um beijo e um afago&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;no fundo de sua alma nítida, pulsante e, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;a mim, intocável, ainda, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;dizendo baixinho "me cuida,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;que a ti cuido com os olhos".&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Feliz insônia (12/09/2005)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Transbordando.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Por quê?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Talvez uma doce ilusão&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;- sonho de uma noite de verão, chavão romântico -&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;ou fase nova.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Estranha música para meus ouvidos,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;ainda assim, música...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Resta apenas deixar-me fluir.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Afinal, independe, de mim, a maré... &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Acham&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;ento (12/09/2005)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Deixei-me levar pelo que disse uma amiga; soltei as rédeas da vida, relaxei, respirei e esperei. Sendo miragem ou não, parece-me que chego onde queria há algum tempo. Avisto belíssima paisagem, pouco enevoada, porém igualmente cifrada e misteriosa - ao menos a meus olhos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Densa mata ainda barra a vista do âmago da nova terra; as praias dão as boas-vindas ao viajante das marés. Cá de longe inspiro esperanças e receios: águas desconhecidas ainda causam-me estranheza, assim como novo estabelecimento em tão exuberante lugar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Logo flagro-me a traçar planos, vislumbrar um futuro harmonioso em tão impressionante morada... Tolice! Tudo pode não passar de enganos dos sentidos. A vontade de chegar é tanta que posso estar vendo o que quero, não tudo o que realmente está ou não. O horizonte pode apenas iludir-me ou me presentear. Muito tempo a deriva pode ter afetado a razão, quando forças menos lógicas embaraçam a apreciação fria do fato.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Se real a ilha, novos horizontes verei, novas experiências terei, velhos desejos explorarei. Afinal, a espera longa engrandece a conquista. E, se tudo não passar de falso brilhante, terei aproveitado a sensação de que havia, então, encontrado uma oportunidade perfeita para caminhar por trilhas novas e fascinantes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;A distância ainda me engana; na verdade, não tenho uma noção certa de distância: dias, meses, semanas, instantes. Basta a vontade da maré. Meus movimentos em muito já me atrapalharam; é momento de abrir os braços e não resistir ao destino incerto do tempo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Posso sentir: o momento está para chegar. Nada mais posso adiantar: todo o resto ainda aguarda, inacessível. Mas poderei me conter ao obter a mais tênue definição possível. A lacuna está com seu túmulo devidamente preparado. Só haverá lugar para nova felicidade ou antiga decepção. Mas estou farto da decepção. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Já diziam os antigos...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;"O que faz andar o barco não é a vela enfunada, mas o vento que não se vê." &lt;strong&gt;Platão&lt;/strong&gt;, filósofo grego&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924000-115354829955210201?l=lucasdocarmolima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucasdocarmolima.blogspot.com/feeds/115354829955210201/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924000&amp;postID=115354829955210201' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924000/posts/default/115354829955210201'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924000/posts/default/115354829955210201'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucasdocarmolima.blogspot.com/2006/07/verborrgico-dobrar-do-cabo-da-boa.html' title='Verborrágico dobrar do Cabo da Boa Esperança'/><author><name>Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17441433017858511141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924000.post-114876182797160111</id><published>2006-05-27T17:03:00.000-03:00</published><updated>2006-05-27T18:31:45.056-03:00</updated><title type='text'>Feedback negativo</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3374/1116/1600/Charges%20-%20Hipocondria...%20(Nani).1.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3374/1116/320/Charges%20-%20Hipocondria...%20%28Nani%29.0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924000-114876182797160111?l=lucasdocarmolima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucasdocarmolima.blogspot.com/feeds/114876182797160111/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924000&amp;postID=114876182797160111' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924000/posts/default/114876182797160111'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924000/posts/default/114876182797160111'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucasdocarmolima.blogspot.com/2006/05/feedback-negativo.html' title='Feedback negativo'/><author><name>Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17441433017858511141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924000.post-114662174950637407</id><published>2006-05-02T22:59:00.000-03:00</published><updated>2006-05-02T23:07:09.246-03:00</updated><title type='text'>Algumas palavras</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Hoje só vou colocar duas frases interessantes acerca de poder. Só isso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Já diziam os antigos...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;"Não há poder. Há um abuso do poder, nada mais." &lt;strong&gt;Henri Montherlant&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;"Quando, alguma vez, a liberdade irrompe numa alma humana , os deuses deixam de poder seja o que for contra esse homem." &lt;strong&gt;Jean-Paul Sartre&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924000-114662174950637407?l=lucasdocarmolima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucasdocarmolima.blogspot.com/feeds/114662174950637407/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924000&amp;postID=114662174950637407' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924000/posts/default/114662174950637407'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924000/posts/default/114662174950637407'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucasdocarmolima.blogspot.com/2006/05/algumas-palavras.html' title='Algumas palavras'/><author><name>Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17441433017858511141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924000.post-114454937930239782</id><published>2006-04-08T23:04:00.000-03:00</published><updated>2006-04-09T01:05:49.616-03:00</updated><title type='text'>Com o pé direito!</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Olá!&lt;br /&gt;Depois de milhões de anos de extinção, cá estou eu para dar uma balançadinha no coreto!&lt;br /&gt;Bem, pra começar bem, comecemos com uma piada. Afinal, a vida é uma piada (vide Cunha, R. E.T.C.)!&lt;br /&gt;E como eu comprei um livrinho de piadas do Nani, eu tenho munição pra caramba!&lt;br /&gt;Começando, então, finalmente...&lt;br /&gt;Deleitem!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3374/1116/320/Charges%20-%20Sil%3F%3Fncio...%20%28Nani%29.0.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Já diziam os antigos...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;"Uma charge fala mais que mil piadas." &lt;strong&gt;Seilah Kem&lt;/strong&gt;, famoso por 5 minutos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924000-114454937930239782?l=lucasdocarmolima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucasdocarmolima.blogspot.com/feeds/114454937930239782/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924000&amp;postID=114454937930239782' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924000/posts/default/114454937930239782'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924000/posts/default/114454937930239782'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucasdocarmolima.blogspot.com/2006/04/com-o-p-direito.html' title='Com o pé direito!'/><author><name>Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17441433017858511141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924000.post-113838595417597910</id><published>2006-01-27T16:01:00.000-02:00</published><updated>2006-01-27T18:30:37.856-02:00</updated><title type='text'>Voltando...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Depois de um breve recesso, estou de volta!&lt;br /&gt;Sem relativamente nada a fazer, estava este que vos fala na Internet, viajando entre sites e mais sites... Até que este texto se fez presente, ao menos na tela do computador.&lt;br /&gt;Eis o texto. Achei muito interessante. O autor é um prestigiado e carismático palestrante, que diz-se "pesquisador do Comportamento Humano" (entre aspas pois não conheço seu trabalho para poder afirmar) e que lançou um livro intitulado &lt;em&gt;Atitudes vencedoras&lt;/em&gt; (cujo título invoca ícones best-sellers do "gênero" Auto-ajuda, mas cujos comentários acerca do conteúdo sugerem exatamente o contrário).&lt;br /&gt;Leiam, pensem, comentem, critiquem, etecéterem!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;(Pareci ou não um palestrante com esse discurso, hein?!)&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O perigo da banalização&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;em&gt;Carlos Hilsdorf&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;Toda época traz sempre, inevitavelmente, suas oportunidades e ameaças. Se observarmos com atenção a História da Humanidade, verificaremos que o declínio de quase todas as civilizações se deu frente a pouca atenção dedicada às ameaças mais evidentes!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estranho observar que estas ameaças estão evidentes por um longo período de tempo antes que suas conseqüências cruciais ocorram e, no entanto, ninguém faz nada a respeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A atualidade também nos apresenta a sua lista de oportunidades e ameaças. Chama-me a atenção uma das que considero mais perigosa: a banalização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Banalizar é tornar algo “estupidamente” comum e sem importância, vulgarizar. Fazer com que algo perca a importância é uma das estratégias mais eficazes para destruir, em definitivo, o poder de um fato, uma idéia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Observe que com a revolução sexual não obtivemos apenas as vantagens de olharmos para o sexo de maneira mais humana e menos pecaminosa, mas também, como resíduo, obtivemos uma banalização do sexo. O sexo, nestas condições, perde suas dimensões mais humanas, onde o encontro dos corpos consuma o encontro das almas, para manifestar apenas sua conotação mais primitiva e nitidamente animal: a manifestação do instinto sem a participação da razão e do sentimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta banalização, para uma imensa maioria das pessoas, resultou num distanciamento entre sexo e prazer, uma vez que tudo aquilo que se torna banal perde intensidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E as banalizações seguem:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;» A banalização da música trouxe à imensa maioria das rádios qualquer tipo de ruído ritmado como se fosse música e qualquer amontoado de palavras sem sentido como se fosse letra.&lt;br /&gt;» A banalização da literatura faz com que os livros de auto-ajuda configurem a maioria absoluta da produção e consumo de livros na nossa cultura.&lt;br /&gt;» A banalização da corrupção faz com que o slogan “rouba, mas faz” torne-se quase uma declaração de voto de uma imensa maioria de eleitores, como se tivéssemos que escolher entre um corrupto que apresenta resultados e outro, igualmente corrupto, mas apenas retórico.&lt;br /&gt;» A banalização da amizade torna as pessoas cada vez mais “colegas” e menos amigas.&lt;br /&gt;» A banalização do envolvimento afetivo faz com que os jovens prefiram “ficar”, fazendo múltiplos “&lt;em&gt;test-drive&lt;/em&gt;” a cada final de semana para finalmente concluírem que não conhecem seus sentimentos.&lt;br /&gt;» A banalização da utilização de ansiolíticos e anti-depressivos faz com que as pessoas acreditem que a pílula da felicidade existe...&lt;br /&gt;» A banalização dos relacionamentos eterniza o resultado de um excesso de uísque que Vinícius de Moraes postulou “...que não seja imortal posto que é chama, mas que seja infinito enquanto dure...” compreendido pelas pessoas como “seja lá o que Deus quiser...”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;No mundo corporativo as coisas não são diferentes:&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;» A banalização da responsabilidade social faz hábeis marketeiros sociais desprovidos de responsabilidade.&lt;br /&gt;» A banalização do &lt;em&gt;empowerment&lt;/em&gt; faz com que se delegue poder independentemente se as pessoas estão ou não preparadas para lidar com ele.&lt;br /&gt;» A banalização das vivências faz com que se acredite que se as pessoas riram muito, ou choraram muito, então valeu a pena...&lt;br /&gt;» A banalização das palestras dá espaço aos que não tem absolutamente nada a dizer em detrimento de grandes seres humanos e profissionais que, muitas vezes, trabalhando dentro da própria organização, não são ouvidos com a atenção e consideração que lhes é devida.&lt;br /&gt;» A banalização das pós-graduações e MBAs transformam uma importante etapa de reciclagem profissional em uma máquina caça-níquel e uma compra escancarada de “linhas a serem incluídas no currículo”, isso sem falar na esmagadora maioria das aulas que chegam, às vezes, a beirar o ridículo.&lt;br /&gt;» A banalização das campanhas de incentivo, premia sempre as mesmas pessoas pelo mesmo padrão de desempenho, medindo volume ao invés de medir a contribuição efetiva que cada negócio proporcionou à organização, e a evolução efetiva das competências de cada profissional.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;E assim, estamos diante de uma época onde a banalização da religião propõe benefícios materiais de curto prazo ao invés de evolução espiritual no longo prazo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde os alunos nos cursos de graduação fingem que estudam enquanto alguns professores fingem que ensinam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde individualmente não podemos fazer nada e quando nos reunimos nas associações, reuniões, cooperativas, congressos, etc, acabamos por declarar que nada pode ser feito...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como citei no início do artigo, todas as civilizações são destruídas por suas ameaças mais evidentes, porque de tão evidentes tornam-se banais, misturam-se à paisagem, incorporam-se ao cotidiano e, a sociedade adia constantemente as ações conjuntas necessárias para mudar o estado das coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As Tsunamis, furacões, maremotos, degelos de calota polares, poluição dos mares, efeito estufa, desmatamentos, atos terroristas, surgimento de novas ditaduras, e centenas de outros gravíssimos crimes contra a Humanidade estão tão banalizados que é comum ouvirmos as pessoas falarem sobre eles como se fossem as coisas mais normais e, é claro, terminando sempre com a frase: “Ainda bem que isso ainda não chegou por aqui...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah ignorância e ingenuidade, até quando pagaremos o teu preço?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até quando todos nós nos responsabilizarmos por não permitir que banalizem nossa existência com nosso total “descomprometimento”, concordância e apoio!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que tal começar não permitindo que menosprezem nossa inteligência, sentimentos e valores?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não precisamos mais de heróis, mas de pessoas comuns com a coragem necessária para dizer não e a atitude necessária para dar o exemplo!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;(fonte: &lt;a href="http://carreiras.empregos.com.br/comunidades/rh/colunistas/240106-hilsdorf_perigo_banalizacao.shtm"&gt;Comunidade RH&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Carlos Hilsdorf&lt;/strong&gt; é colunista do &lt;a href="http://www.empregos.com.br/index.asp"&gt;Empregos.com.br&lt;/a&gt;, economista, Conferencista, consultor, Pós-Graduado em Marketing, pesquisador do Comportamento Humano e autor do livro &lt;em&gt;Atitudes Vencedoras&lt;/em&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Já diziam os antigos...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;"Fazei amigos sempre dispostos a censurar-vos!" &lt;strong&gt;Nicolas Boileau&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924000-113838595417597910?l=lucasdocarmolima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucasdocarmolima.blogspot.com/feeds/113838595417597910/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924000&amp;postID=113838595417597910' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924000/posts/default/113838595417597910'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924000/posts/default/113838595417597910'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucasdocarmolima.blogspot.com/2006/01/voltando.html' title='Voltando...'/><author><name>Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17441433017858511141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924000.post-113605010955680834</id><published>2005-12-31T14:54:00.000-02:00</published><updated>2005-12-31T18:22:03.736-02:00</updated><title type='text'>Introspectiva</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Enfim, mais um ano se vai e um novo ano está engatilhado. Mais trabalho, mais diversão, mais ratos, mais um monte de coisas... Mais alegrias, mais tristezas, mais brigas, mais beijos; nada mais natural que um monte de imperfeições, que nada mais são que o reflexo de nossa humanidade (Ooooooooh... Filosofia de buteco é o que há!)&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nunca gostei de horóscopos, mapas astrais, essas coisas meio esotéricas. Sempre achei uma "viagem" meio tosca, uma dessas superstições bobas de jornaleco. Mas, como futuro psicólogo e como uma pessoa que se propõe ao esclarecimento, não tenho o direito de exercitar meus preconceitos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Um belo dia - hoje, por acaso - estava eu navegando na Internet, na jandaga do Ministro Gil, quando me deparei com um anúncio de horóscopo, aquelas previsões de início de ano. Resolvi dar uma espiadinha. Creio que todos deveriam dar uma olhadinha nessas coisas; por via das dúvidas, não é verdade!? Li que o planeta regente do ano será Saturno, dito um destruidor de ilusões, arauto da realidade. Como bem ilustrou no site do iG Mônica Horta, ele "é mestre em fazer lindas carruagens voltarem a ser abóboras".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Particularmente, achei muito interessante. Tomara que dê certo.&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;Esoterices à parte...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Esse ano que se vai foi muito bom pra mim. Eu estou fazendo um curso legal numa universidade muito boa, conheci (como diz Carlão, o enorme professor de física do Anglo Itapira, entre outros) carinhas e gatinhas que são pessoas maravilhosas, diferentes e interessantes, amigos novos num lugar novo, estou 100% de alta agora!! Tive meus baixos: gripão no primeiro dia de aula, apendicite no meio do segundo semestre e alguns pormenores que incomodaram mas não atrapalharam de verdade este ano incrível!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E o ano que está batendo à porta, que nem o frio das Pernambucanas, e que será muito bem-vindo, também traz a Bixarada, veteranaiadas, estágio, &lt;em&gt;layout&lt;/em&gt; novo...&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;E eu gostaria de satistazer uma pequena frescura de minha parte, mas que eu acho que fecha bem esse ano e essa postagem festiva de volta à normalidade - de apendicite eu não morro mais!!! - e ida rumo a 2006.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Aquela velha coisa dos pontos de vista... Sabe, não é que exista um ângulo certo ou perfeito para certas coisas, mas há sempre uma maneira mais interessante e construtiva, e talvez até mais realista, de se olhar os mesmos acontecimentos, os mesmos fatos. Vejam bem: não estou teorizando ou generalizando, é apenas o meu humilde ponto de vista, que talvez não seja o mais apropriado. Talvez esse encerramento esteja, na verdade, desviando o caminho de todo o texto acima.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Bem, tentarei ilustrar no universo musical esse fechamento (talvez desastroso). Esses dias eu ouvi uma música chamada "Fico assim sem você", composta por Cacá Moraes a Abdullah, que conta com versões Claudinho e Buchecha e Adriana "Partimpim" Calcanhoto. Gostaria que cada um que lesse essa postagem (a última do ano) ouvisse as respectivas versões (emprestadas da Rádio Uol), clicando nos respectivos &lt;em&gt;links&lt;/em&gt; (abra em uma nova janela &lt;a href="http://musica.busca.uol.com.br/radio/index.php?busca=fico+assim+sem+voce&amp;param1=homebusca&amp;amp;check=musica#"&gt;este &lt;em&gt;link&lt;/em&gt;&lt;/a&gt; e escolha a versão), e comentasse sobre qual a versão, a seu ver, mais adequada à canção, qual a melhor roupagem. Veja bem que a música em si não muda, apenas o jeito de olhar muda (conteúdo e forma, velhas balelas de psicólogos...).&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;É isso aí, pessoal! Termina mais um translado terestre e, debaixo deste sol radiante e cancerígeno, desejo a todos um feliz clichê de ano novo, muito branco e champagne e até 2006!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924000-113605010955680834?l=lucasdocarmolima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucasdocarmolima.blogspot.com/feeds/113605010955680834/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924000&amp;postID=113605010955680834' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924000/posts/default/113605010955680834'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924000/posts/default/113605010955680834'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucasdocarmolima.blogspot.com/2005/12/introspectiva.html' title='Introspectiva'/><author><name>Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17441433017858511141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924000.post-113313773298934038</id><published>2005-11-27T21:11:00.000-02:00</published><updated>2005-11-27T23:42:25.976-02:00</updated><title type='text'>Diários de Ambulância IV</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Snif, snif... Nenhum comentário na última postagem...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Oh, céus... Oh, vida...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Bom, o mundo ainda não acabou! E eu ainda tenho que terminar o meu rato!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Mas eu volto agora a postar PSICOLOGIA nesse blogaço; uma pesquisa sobre sonhos lúcidos (nunca tive), pesadelos (alguns, mas o melhor foi aquele que eu tava caindo do penhasco) e Gestalt (aê!).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Comentem (é sério!)...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;______________________________&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Áustria apresenta método que acaba com pesadelos&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Cristina Casals, da&lt;/em&gt; Efe&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Viena - As pessoas que sofrem de pesadelos rotineiros têm agora a possibilidade de submeter-se a um tratamento psicoterapêutico para chegar a uma solução feliz para esse mal, que muitas vezes acaba deteriorando a qualidade de vida. A afirmação foi feita pelos autores de um estudo realizado no Instituto de Pesquisa da Consciência e do Sonho do Hospital Geral de Viena.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Através da nova técnica, o sonhador, devidamente treinado e com o apoio de um psicólogo, recobra consciência de sua liberdade de intervir no sonho e chega até mesmo a controlar seu pesadelo, alterando-o à sua vontade.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Através do treinamento mental, a pessoa pode mudar, por exemplo, uma situação em que ele cai num abismo sem fim durante um pesadelo para começar a voar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;O estudo foi apresentado na programação que antecede o Ano Freudiano, em 2006, para comemorar o 150.º aniversário de nascimento do "pai da psicanálise", Sigmund Freud.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;As pesquisas são baseadas em conhecimentos que remetem inclusive à época de Freud e a especialistas que estiveram em contato com ele, como o holandês Frederik Willems Van Eeden, que inventou o conceito de sonho lúcido.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Mas os estudiosos também recorrem à análise do sonho, como afirmou William Dement, um dos descobridores das fases do sono definida como REM (de movimentos rápidos dos olhos). Esta é a fase de sono mais profunda, especialmente importante para a memória e para os sonhos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;: :Sonho lúcido&lt;br /&gt;O sonho lúcido foi definido por Paul Tholey, especialista alemão em Ppsicologia da Gestalt, como um sonho em estado de consciência clara. O indivíduo sabe que está sonhando e tem a convicção de que é possível mudar o curso do que se vive neste estado.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Trata-se de uma técnica que pode ser aprendida, como se comprovou através da observação de 32 pessoas que se submeteram a um tratamento de Gestalt durante seis meses. Parte do grupo participou ainda do treinamento para ter sonhos lúcidos - o que acabou tornando-se a maneira mais eficiente de combater pesadelos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Mais da metade destas pessoas conseguiram aprender o método, que envolve a anotação de tudo o que se lembra dos sonhos em um diário. A aprendizagem começa quando o paciente conhece o fenômeno do sonho lúcido e prepara o terreno para o sonhador, sabendo que os sonhos dependem também de nossas expectativas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;A maioria dos pacientes apresentou uma melhora considerável na qualidade subjetiva de seus sonhos. Três pessoas inclusive disseram que, ao final do tratamento, nunca mais sofreram de pesadelos crônicos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;As melhoras puderam ser comprovadas através da medição da atividade física durante a noite, feita por um dispositivo do tamanho de um relógio que os candidatos usaram 24 horas por dia, e registrava a atividade cerebral no eletroencefalograma, segundo afirmou o especialista em medicina do sono Bernd Saletu.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;: :Euforia e liberdade&lt;br /&gt;A diretora do estudo, Brigitte Holzinger, discípula dos pioneiros Paul Tholey e Stephen LaBerge da Universidade de Stanford, observou que o método do sonho lúcido não apenas acaba com os pesadelos recorrentes mas, em alguns casos, chega a provocar uma sensação de euforia e liberdade jamais experimentadas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Segundo ela, alguns artistas procuram o tratamento, pois a experiência onírica controlada vem se mostrando muito favorável para sua criatividade.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Para ajudar, os candidatos usam também um método de representação de situações angustiantes vividas durante o sonho em grupos terapêuticos, ou até mesmo em sessões particulares com o terapeuta.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;A chefe do estudo mencionou diversos casos concretos nos quais as pessoas em questão conseguiram se livrar de pesadelos que as perseguiam rotineiramente.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Uma mulher, por exemplo, ficou traumatizada desde que, ainda durante sua juventude, acordou à noite vendo um ladrão ao lado de sua cama. A lembrança lhe causava pesadelos angustiantes, até que conseguiu tomar consciência de que havia ajudado sua família, pois conseguiu escapar para outro quarto e chamar a polícia.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Desta maneira, ela pôde solucionar positivamente os sonhos que a incomodavam.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;(fonte: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.estadao.com.br/rss/ciencia/2005/nov/24/51.htm"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;http://www.estadao.com.br/rss/ciencia/2005/nov/24/51.htm&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;------------------------------&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Já diziam os antigos...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"A loucura é o sonho de uma única pessoa. A razão, é sem dúvida, a loucura de todos." &lt;strong&gt;André Suarés&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924000-113313773298934038?l=lucasdocarmolima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucasdocarmolima.blogspot.com/feeds/113313773298934038/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924000&amp;postID=113313773298934038' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924000/posts/default/113313773298934038'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924000/posts/default/113313773298934038'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucasdocarmolima.blogspot.com/2005/11/dirios-de-ambulncia-iv.html' title='Diários de Ambulância IV'/><author><name>Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17441433017858511141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924000.post-113193769241027617</id><published>2005-11-14T00:44:00.000-02:00</published><updated>2005-11-14T01:19:12.526-02:00</updated><title type='text'>Ambulance Diaries III</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Esse artigo não tem nada a ver com psicologia (talvez seja um estudo de caso sobre fanatismo, ceticismo, psicopatologia teológica...), lamentavelmente está em inglês, mas é um exemplar exuberante da atual força que tem o movimento criacionista e suas ramificações "científicas" (essa é minha humilde opinião; posso estar falando um monte de porcaria). Eu achei interessante postar ele, e acho igualmente interessante o periódico no qual saiu: TheOnion.com (não preciso escrever o endereço, né?).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Enjoy!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;______________________________&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Evangelical Scientists Refute Gravity With New 'Intelligent Falling' Theory&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;KANSAS CITY, KS—As the debate over the teaching of evolution in public schools continues, a new controversy over the science curriculum arose Monday in this embattled Midwestern state. Scientists from the Evangelical Center For Faith-Based Reasoning are now asserting that the long-held "theory of gravity" is flawed, and they have responded to it with a new theory of Intelligent Falling.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Things fall not because they are acted upon by some gravitational force, but because a higher intelligence, 'God' if you will, is pushing them down," said Gabriel Burdett, who holds degrees in education, applied Scripture, and physics from Oral Roberts University.&lt;br /&gt;Burdett added: "Gravity—which is taught to our children as a law—is founded on great gaps in understanding. The laws predict the mutual force between all bodies of mass, but they cannot explain that force. Isaac Newton himself said, 'I suspect that my theories may all depend upon a force for which philosophers have searched all of nature in vain.' Of course, he is alluding to a higher power."&lt;br /&gt;Founded in 1987, the ECFR is the world's leading institution of evangelical physics, a branch of physics based on literal interpretation of the Bible.&lt;br /&gt;According to the ECFR paper published simultaneously this week in the International Journal Of Science and the adolescent magazine God's Word For Teens!, there are many phenomena that cannot be explained by secular gravity alone, including such mysteries as how angels fly, how Jesus ascended into Heaven, and how Satan fell when cast out of Paradise.&lt;br /&gt;The ECFR, in conjunction with the Christian Coalition and other Christian conservative action groups, is calling for public-school curriculums to give equal time to the Intelligent Falling theory. They insist they are not asking that the theory of gravity be banned from schools, but only that students be offered both sides of the issue "so they can make an informed decision."&lt;br /&gt;"We just want the best possible education for Kansas' kids," Burdett said.&lt;br /&gt;Proponents of Intelligent Falling assert that the different theories used by secular physicists to explain gravity are not internally consistent. Even critics of Intelligent Falling admit that Einstein's ideas about gravity are mathematically irreconcilable with quantum mechanics. This fact, Intelligent Falling proponents say, proves that gravity is a theory in crisis.&lt;br /&gt;"Let's take a look at the evidence," said ECFR senior fellow Gregory Lunsden."In Matthew 15:14, Jesus says, 'And if the blind lead the blind, both shall fall into the ditch.' He says nothing about some gravity making them fall—just that they will fall. Then, in Job 5:7, we read, 'But mankind is born to trouble, as surely as sparks fly upwards.' If gravity is pulling everything down, why do the sparks fly upwards with great surety? This clearly indicates that a conscious intelligence governs all falling."&lt;br /&gt;Critics of Intelligent Falling point out that gravity is a provable law based on empirical observations of natural phenomena. Evangelical physicists, however, insist that there is no conflict between Newton's mathematics and Holy Scripture.&lt;br /&gt;"Closed-minded gravitists cannot find a way to make Einstein's general relativity match up with the subatomic quantum world," said Dr. Ellen Carson, a leading Intelligent Falling expert known for her work with the Kansan Youth Ministry. "They've been trying to do it for the better part of a century now, and despite all their empirical observation and carefully compiled data, they still don't know how."&lt;br /&gt;"Traditional scientists admit that they cannot explain how gravitation is supposed to work," Carson said. "What the gravity-agenda scientists need to realize is that 'gravity waves' and 'gravitons' are just secular words for 'God can do whatever He wants.'"&lt;br /&gt;Some evangelical physicists propose that Intelligent Falling provides an elegant solution to the central problem of modern physics.&lt;br /&gt;"Anti-falling physicists have been theorizing for decades about the 'electromagnetic force,' the 'weak nuclear force,' the 'strong nuclear force,' and so-called 'force of gravity,'" Burdett said. "And they tilt their findings toward trying to unite them into one force. But readers of the Bible have already known for millennia what this one, unified force is: His name is Jesus."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;(fonte: &lt;a href="http://www.theonion.com/content/node/39512/print/"&gt;http://www.theonion.com/content/node/39512/print/&lt;/a&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924000-113193769241027617?l=lucasdocarmolima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucasdocarmolima.blogspot.com/feeds/113193769241027617/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924000&amp;postID=113193769241027617' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924000/posts/default/113193769241027617'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924000/posts/default/113193769241027617'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucasdocarmolima.blogspot.com/2005/11/ambulance-diaries-iii.html' title='Ambulance Diaries III'/><author><name>Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17441433017858511141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924000.post-113009055090967412</id><published>2005-10-23T15:45:00.000-02:00</published><updated>2005-10-23T20:56:42.656-02:00</updated><title type='text'>Diários de Ambulância II</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Cá&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt; estou eu novamente, convalescente e preguiçoso porém empenhado, postando no meu querido Blog (isso mesmo, com "B" maiúsculo). Hoje postarei um texto idiota, porém intrigante...&lt;br /&gt;Façam o que bem entenderem: comentem, xinguem, etc. etc. etc.&lt;br /&gt;____________________________ &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Prova de física&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;por Seilah Kem&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Pergunta feita pelo Prof . Fernando da FATEC em sua prova final do curso em maio de 1997. Este doutor é reconhecido por fazer perguntas do tipo "Por que os aviões voam?" em suas provas finais. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Sua única questão na prova final de maio de 1997 para sua turma foi: "O inferno é exotérmico ou endotérmico? Justifique sua resposta." &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Vários alunos justificaram suas opiniões baseados na Lei de Boyle ou em alguma variante da mesma. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Um aluno, entretanto, escreveu o seguinte: &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;"Primeiramente, postulamos que se almas existem, então elas devem ter alguma massa. Se elas tem, então um conjunto de almas também tem massa. Então, a que taxa as almas estão se movendo para fora e a que taxa elas estão se movendo para dentro do inferno? Podemos assumir seguramente que uma vez que uma alma entra no inferno ela nunca mais sai. Por isso não há almas saindo. Para as almas que entram no inferno, vamos dar uma olhada nas diferentes religiões que existem no mundo hoje em dia: algumas dessas religiões pregam que se você não pertencer a ela, você vai para o inferno... Como há mais de uma religião desse tipo e as pessoas não possuem duas religiões, podemos projetar que todas as almas vão para o inferno. Com as taxas de natalidade e mortalidade do jeito que estão, podemos esperar um crescimento exponencial das almas no inferno. Agora vamos olhar a taxa de mudança de volume no inferno. A Lei de Boyle diz que para a temperatura e a pressão no inferno serem as mesmas, a relação entre a massa das almas e o volume do inferno deve ser constante. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Existem então duas opções: &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;1) Se o inferno se expandir numa taxa menor do que a taxa com que as almas entram, então a temperatura e a pressão no inferno vão aumentar até ele explodir, portanto EXOTÉRMICO. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;2) Se o inferno estiver se expandindo numa taxa maior do que a entrada de almas, então a temperatura e a pressão irão baixar até que o inferno se congele, portanto ENDOTÉRMICO. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Se nós aceitarmos o que a menina mais gostosa da FATEC me disse, no primeiro ano: "só irei pra cama com você no dia que o inferno congelar", e levando-se em conta que ainda não obtive sucesso na tentativa de ter relações sexuais com ela, então a opção 2 não é verdadeira. Por isso, o inferno é exotérmico." &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;O aluno Sérgio Fonseca tirou o único 10 na turma. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;MORAL DA HISTÓRIA: "A mente que se abre a uma nova idéia jamais volta ao seu tamanho original." (Albert Einstein).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;______________________________&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Seilah Kem&lt;/strong&gt; é um árabe muito misterioso...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924000-113009055090967412?l=lucasdocarmolima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucasdocarmolima.blogspot.com/feeds/113009055090967412/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924000&amp;postID=113009055090967412' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924000/posts/default/113009055090967412'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924000/posts/default/113009055090967412'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucasdocarmolima.blogspot.com/2005/10/dirios-de-ambulncia-ii.html' title='Diários de Ambulância II'/><author><name>Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17441433017858511141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924000.post-112932641066316081</id><published>2005-10-14T18:35:00.000-03:00</published><updated>2005-10-14T18:52:24.436-03:00</updated><title type='text'>Diários de Ambulância</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#ff9900;"&gt;NO APÊNDICE :: NO MAMATA :: YES LIÇÃO DE CASA&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Trocadilhos à parte, estarei usando esse título para as postagens enquanto não se completarem os 70 dias da minha plena recuperação, em 2 de dezembro. Também não há previsão de regularização do fluxo de postagens, devido minha condição geral. E também não havérá postagem hoje. Motivo? Sem peciência pra ficar achando as coisinhas pra por aqui. Estou aberto a sugestões; se alguém quiser ver um texto de sua autoria afixado neste sacrossanto já beatificado (redundante não, enfático!) espaço, pode ficar à vontade: diminui meu trabalho e aumenta seu prestígio (hehehe...).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;Depois de ter visto minha viola em cacos, quero ver as suas enluaradas (parafraseando Däh Cunha, R. E.T.C.: "Pegou? Pegou?")!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924000-112932641066316081?l=lucasdocarmolima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucasdocarmolima.blogspot.com/feeds/112932641066316081/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924000&amp;postID=112932641066316081' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924000/posts/default/112932641066316081'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924000/posts/default/112932641066316081'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucasdocarmolima.blogspot.com/2005/10/dirios-de-ambulncia.html' title='Diários de Ambulância'/><author><name>Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17441433017858511141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924000.post-112664324308158783</id><published>2005-09-13T17:18:00.000-03:00</published><updated>2005-09-13T17:27:23.093-03:00</updated><title type='text'>Opinião</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Vocês podem até estranhar tão diminuta postagem, mas é de interesse vital para esse blog. Sem brincadeiras, gostaria de saber de quem quer que seja (os amigos, o padeiro, o Barba) o que está achando de toda essa mistura de temas, e disso em relação à proposta inicial do blog (vejam as primeiras postagens). Eu quero toda a sinceridade possível: está gostando ou não, é um lixo ou é bom, o modelo é legal, aborda temas interessantes, etc., ou seja, tudo que englobe o blog num panorama geral.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Mesmo que nada mude, ninguém mais visite e eu fique um Dom Quixote doidão postando pros moinhos de vento, é importante pra mim, Lucas, que eu saiba como vocês vêem esse blog.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Obrigado, e cooperem, por favor.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924000-112664324308158783?l=lucasdocarmolima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucasdocarmolima.blogspot.com/feeds/112664324308158783/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924000&amp;postID=112664324308158783' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924000/posts/default/112664324308158783'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924000/posts/default/112664324308158783'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucasdocarmolima.blogspot.com/2005/09/opinio.html' title='Opinião'/><author><name>Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17441433017858511141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924000.post-112587624246785708</id><published>2005-09-04T19:18:00.000-03:00</published><updated>2005-09-04T21:35:15.333-03:00</updated><title type='text'>Esquenta o mármore!!!</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Depois de entupirem a caixa de e-mails com milhares de milhares de milhares de pedidos, e nos mandarem centenas de dezenas de unidades de cartas, o blog será atualizado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Fiquem tranqüilos, fãs! Não entraremos em greve!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;______________________________ &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;:: Psicologia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Sociedade em Miniatura&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filas longas cansam mas têm sua utilidade: podem até ser palco para estudos de comportamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Juliana Tiraboschi (&lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:jtiraboschi@edglobo.com.br"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;jtiraboschi@edglobo.com.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem nunca se irritou ao esperar sua vez em uma fila demorada que atire a primeira pedra. Aparentemente um acontecimento tão banal do dia-a-dia de qualquer pessoa, as filas podem ser usadas como objeto de estudo para ajudar a entender diversos aspectos do funcionamento da sociedade, como valores e questões como agressividade e noções de justiça. É o que vem fazendo há mais de dois anos o psicólogo Fábio Iglesias, pesquisador da Universidade de Brasília.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diversos estudos foram realizados em Brasília pelo psicólogo para identificar a percepção dos entrevistados em relação à sua posição nas filas, ao tempo de espera, e o que as pessoas pensam de quem fura a fila. Os resultados são curiosos. A maioria das pessoas que estão nas primeiras posições da fila exagera na quantidade de pessoas à sua frente. Uma pessoa que está em 20º lugar, por exemplo, pode achar que tem 50 na sua frente. “Isso pode ser um mecanismo psicológico para justificar uma demora no atendimento”, explica Iglesias. Já os que estão mais atrás costumam pensar que há menos gente na sua frente do que na realidade. Mais uma vez seria um mecanismo de compensação, uma forma de reduzir a ansiedade. “Outra descoberta foi que, independente da posição em que está na fila, todo mundo exagera na hora de responder qual foi o tempo de espera”, revela Iglesias. Alguns chegam a relatar uma espera de 5 minutos como se fosse de 20. Isso porque como a espera é sempre desagradável, as pessoas tendem a ser pessimistas. As pessoas acreditam que a fila é perda de tempo, monótona, e o exagero é uma forma de expressar o desconforto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;::Sem protestos&lt;br /&gt;A terceira principal constatação é que pouquíssimas pessoas intervêm quando alguém fura a fila. Em um de seus estudos, Iglesias reuniu alguns alunos para bancarem o papel de “fura-filas”, e filmou a reação das pessoas. O resultado: 63% simplesmente não reagiram, 25% tiveram uma reação indireta, ou seja, olharam feio para o transgressor ou fizeram algum comentário com o vizinho de fila, e apenas 12% reagiram diretamente, falando com o furão e apontando onde era o início da fila. Iglesias acredita que esse tipo de comportamento seja um reflexo de uma cultura coletivista: “a pessoa pensa que, se ninguém mais está reclamando, ela também não deve dizer nada, ficam constrangidas em protestar”, conta. (Ver, a propósito, “Magnetismo da imitação” da edição 168) Além disso, muita gente alega fazer vista grossa para um furão porque de vez em quando também age da mesma forma. O pesquisador acredita que as filas podem ser laboratórios naturais, partindo da premissa de que são organizações sociais dotadas de normas, papéis e valores diferenciados. Ele também defende a padronização de situações de estudo para que os resultados possam ser comparados com outras cidades e até com outros países. Pense nisso quando tiver que enfrentar uma fila quilométrica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;::Unidos até nas filas&lt;br /&gt;O psicólogo Fábio Iglesias propõe que o estudo das filas possa ser usado como instrumento prático para analisar valores culturais em um eixo que vai do individualismo ao coletivismo. Se alguém perguntar a um americano quem ele é, provavelmente irá contar seu nome, profissão e gostos pessoais. “Se fizer a mesma pergunta a um brasileiro, há mais chances de que ele diga a qual família pertence, de qual religião é adepto ou para qual time de futebol torce”, diz Iglesias. Ou seja, o brasileiro costuma identificar-se mais com grupos. Em uma cultura mais individualista, como a americana, as pessoas tendem a ser mais autônomas, e espera-se que reclamem mais quando alguém fura fila porque o outro está invadindo seu espaço. Já no Brasil os indivíduos precisam mais do grupo para guiar suas atitudes. Quando vêem um “furão”, provavelmente vão reparar nas atitudes dos companheiros antes de dizer qualquer coisa. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;FONTE: Revista Galileu (antiga Globo Ciência), de agosto de 2005. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;----------------------------- &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Já diziam os antigos... &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;"A ingenuidade é uma força que os astutos fazem mal em desprezar." &lt;strong&gt;Arturo Graf&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924000-112587624246785708?l=lucasdocarmolima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucasdocarmolima.blogspot.com/feeds/112587624246785708/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924000&amp;postID=112587624246785708' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924000/posts/default/112587624246785708'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924000/posts/default/112587624246785708'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucasdocarmolima.blogspot.com/2005/09/esquenta-o-mrmore.html' title='Esquenta o mármore!!!'/><author><name>Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17441433017858511141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924000.post-112407688203804657</id><published>2005-08-14T23:19:00.000-03:00</published><updated>2005-08-15T00:34:42.066-03:00</updated><title type='text'>Sem sobressalto.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Só pra variar, estou botando algo novo de novo nessa espelunca. Por seu tamanho e profundidade, só postarei um conto ou crônica (ou o que quer que seja) do Mário de Andrade, que não trata do Dia dos Pais. Aliás, logo se perceberá que não poderia, do modo algum, tratar do Dia dos Pais. E o tom lírico-amoroso desse festivo dia dará lugar a uma sinceridade e hombridade incomuns..&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;O ibope aqui tá bom, continuem comentando!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;______________________________&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O Peru de Natal&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;por Mário de Andrade&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;O nosso primeiro Natal de família, depois da morte de meu pai acontecida cinco meses antes, foi de conseqüências decisivas para a felicidade familiar. Nós sempre fôramos familiarmente felizes, nesse sentido muito abstrato da felicidade: gente honesta, sem crimes, lar sem brigas internas nem graves dificuldades econômicas. Mas, devido principalmente à natureza cinzenta de meu pai, ser desprovido de qualquer lirismo, de uma exemplaridade incapaz, acolchoado no medíocre, sempre nos faltara aquele aproveitamento da vida, aquele gosto pelas felicidades materiais, um vinho bom, uma estação de águas, aquisição de geladeira, coisas assim. Meu pai fora de um bom errado, quase dramático, o puro-sangue dos desmancha-prazeres.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Morreu meu pai, sentimos muito, etc. Quando chegamos nas proximidades do Natal, eu já estava que não podia mais pra afastar aquela memória obstruente do morto, que parecia ter sistematizado pra sempre a obrigação de uma lembrança dolorosa em cada almoço, em cada gesto mínimo da família. Uma vez que eu sugerira à mamãe a idéia dela ir ver uma fita no cinema, o que resultou foram lágrimas. Onde se viu ir ao cinema, de luto pesado! A dor já estava sendo cultivada pelas aparências, e eu, que sempre gostara apenas regularmente de meu pai, mais por instinto de filho que por espontaneidade de amor, me via a ponto de aborrecer o bom do morto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Foi decerto por isto que me nasceu, esta sim, espontaneamente, a idéia de fazer uma das minhas chamadas "loucuras". Essa fora aliás, e desde muito cedo, a minha esplêndida conquista contra o ambiente familiar. Desde cedinho, desde os tempos de ginásio, em que arranjava regularmente uma reprovação todos os anos; desde o beijo às escondidas, numa prima, aos dez anos, descoberto por Tia Velha, uma detestável de tia; e principalmente desde as lições que dei ou recebi, não sei, de uma criada de parentes: eu consegui no reformatório do lar e na vasta parentagem, a fama conciliatória de "louco". "É doido, coitado!" falavam. Meus pais falavam com certa tristeza condescendente, o resto da parentagem buscando exemplo para os filhos e provavelmente com aquele prazer dos que se convencem de alguma superioridade. Não tinham doidos entre os filhos. Pois foi o que me salvou, essa fama. Fiz tudo o que a vida me apresentou e o meu ser exigia para se realizar com integridade. E me deixaram fazer tudo, porque eu era doido, coitado. Resultou disso uma existência sem complexos, de que não posso me queixar um nada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Era costume sempre, na família, a ceia de Natal. Ceia reles, já se imagina: ceia tipo meu pai, castanhas, figos, passas, depois da Missa do Galo. Empanturrados de amêndoas e nozes (quanto discutimos os três manos por causa dos quebra-nozes...), empanturrados de castanhas e monotonias, a gente se abraçava e ia pra cama. Foi lembrando isso que arrebentei com uma das minhas "loucuras":&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;— Bom, no Natal, quero comer peru.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Houve um desses espantos que ninguém não imagina. Logo minha tia solteirona e santa, que morava conosco, advertiu que não podíamos convidar ninguém por causa do luto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;— Mas quem falou de convidar ninguém! essa mania... Quando é que a gente já comeu peru em nossa vida! Peru aqui em casa é prato de festa, vem toda essa parentada do diabo...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;— Meu filho, não fale assim...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;— Pois falo, pronto!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;E descarreguei minha gelada indiferença pela nossa parentagem infinita, diz-que vinda de bandeirantes, que bem me importa! Era mesmo o momento pra desenvolver minha teoria de doido, coitado, não perdi a ocasião. Me deu de sopetão uma ternura imensa por mamãe e titia, minhas duas mães, três com minha irmã, as três mães que sempre me divinizaram a vida. Era sempre aquilo: vinha aniversário de alguém e só então faziam peru naquela casa. Peru era prato de festa: uma imundície de parentes já preparados pela tradição, invadiam a casa por causa do peru, das empadinhas e dos doces. Minhas três mães, três dias antes já não sabiam da vida senão trabalhar, trabalhar no preparo de doces e frios finíssimos de bem feitos, a parentagem devorava tudo e ainda levava embrulhinhos pros que não tinham podido vir. As minhas três mães mal podiam de exaustas. Do peru, só no enterro dos ossos, no dia seguinte, é que mamãe com titia ainda provavam num naco de perna, vago, escuro, perdido no arroz alvo. E isso mesmo era mamãe quem servia, catava tudo pro velho e pros filhos. Na verdade ninguém sabia de fato o que era peru em nossa casa, peru resto de festa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Não, não se convidava ninguém, era um peru pra nós, cinco pessoas. E havia de ser com duas farofas, a gorda com os miúdos, e a seca, douradinha, com bastante manteiga. Queria o papo recheado só com a farofa gorda, em que havíamos de ajuntar ameixa preta, nozes e um cálice de xerez, como aprendera na casa da Rose, muito minha companheira. Está claro que omiti onde aprendera a receita, mas todos desconfiaram. E ficaram logo naquele ar de incenso assoprado, se não seria tentação do Dianho aproveitar receita tão gostosa. E cerveja bem gelada, eu garantia quase gritando. É certo que com meus "gostos", já bastante afinados fora do lar, pensei primeiro num vinho bom, completamente francês. Mas a ternura por mamãe venceu o doido, mamãe adorava cerveja.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Quando acabei meus projetos, notei bem, todos estavam felicíssimos, num desejo danado de fazer aquela loucura em que eu estourara. Bem que sabiam, era loucura sim, mas todos se faziam imaginar que eu sozinho é que estava desejando muito aquilo e havia jeito fácil de empurrarem pra cima de mim a... culpa de seus desejos enormes. Sorriam se entreolhando, tímidos como pombas desgarradas, até que minha irmã resolveu o consentimento geral:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;— É louco mesmo!...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Comprou-se o peru, fez-se o peru, etc. E depois de uma Missa do Galo bem mal rezada, se deu o nosso mais maravilhoso Natal. Fora engraçado:assim que me lembrara de que finalmente ia fazer mamãe comer peru, não fizera outra coisa aqueles dias que pensar nela, sentir ternura por ela, amar minha velhinha adorada. E meus manos também, estavam no mesmo ritmo violento de amor, todos dominados pela felicidade nova que o peru vinha imprimindo na família. De modo que, ainda disfarçando as coisas, deixei muito sossegado que mamãe cortasse todo o peito do peru. Um momento aliás, ela parou, feito fatias um dos lados do peito da ave, não resistindo àquelas leis de economia que sempre a tinham entorpecido numa quase pobreza sem razão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;— Não senhora, corte inteiro! Só eu como tudo isso!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Era mentira. O amor familiar estava por tal forma incandescente em mim, que até era capaz de comer pouco, só-pra que os outros quatro comessem demais. E o diapasão dos outros era o mesmo. Aquele peru comido a sós, redescobria em cada um o que a quotidianidade abafara por completo, amor, paixão de mãe, paixão de filhos. Deus me perdoe mas estou pensando em Jesus... Naquela casa de burgueses bem modestos, estava se realizando um milagre digno do Natal de um Deus. O peito do peru ficou inteiramente reduzido a fatias amplas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;— Eu que sirvo!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;"É louco, mesmo" pois por que havia de servir, se sempre mamãe servira naquela casa! Entre risos, os grandes pratos cheios foram passados pra mim e principiei uma distribuição heróica, enquanto mandava meu mano servir a cerveja. Tomei conta logo de um pedaço admirável da "casca", cheio de gordura e pus no prato. E depois vastas fatias brancas. A voz severizada de mamãe cortou o espaço angustiado com que todos aspiravam pela sua parte no peru:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;— Se lembre de seus manos, Juca!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Quando que ela havia de imaginar, a pobre! que aquele era o prato dela, da Mãe, da minha amiga maltratada, que sabia da Rose, que sabia meus crimes, a que eu só lembrava de comunicar o que fazia sofrer! O prato ficou sublime.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;— Mamãe, este é o da senhora! Não! não passe não!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Foi quando ela não pode mais com tanta comoção e principiou chorando. Minha tia também, logo percebendo que o novo prato sublime seria o dela, entrou no refrão das lágrimas. E minha irmã, que jamais viu lágrima sem abrir a torneirinha também, se esparramou no choro. Então principiei dizendo muitos desaforos pra não chorar também, tinha dezenove anos... Diabo de família besta que via peru e chorava! coisas assim. Todos se esforçavam por sorrir, mas agora é que a alegria se tornara impossível. É que o pranto evocara por associação a imagem indesejável de meu pai morto. Meu pai, com sua figura cinzenta, vinha pra sempre estragar nosso Natal, fiquei danado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Bom, principiou-se a comer em silêncio, lutuosos, e o peru estava perfeito. A carne mansa, de um tecido muito tênue boiava fagueira entre os sabores das farofas e do presunto, de vez em quando ferida, inquietada e redesejada, pela intervenção mais violenta da ameixa preta e o estorvo petulante dos pedacinhos de noz. Mas papai sentado ali, gigantesco, incompleto, uma censura, uma chaga, uma incapacidade. E o peru, estava tão gostoso, mamãe por fim sabendo que peru era manjar mesmo digno do Jesusinho nascido.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Principiou uma luta baixa entre o peru e o vulto de papai. Imaginei que gabar o peru era fortalecê-lo na luta, e, está claro, eu tomara decididamente o partido do peru. Mas os defuntos têm meios visguentos, muito hipócritas de vencer: nem bem gabei o peru que a imagem de papai cresceu vitoriosa, insuportavelmente obstruidora.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;— Só falta seu pai...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Eu nem comia, nem podia mais gostar daquele peru perfeito, tanto que me interessava aquela luta entre os dois mortos. Cheguei a odiar papai. E nem sei que inspiração genial, de repente me tornou hipócrita e político. Naquele instante que hoje me parece decisivo da nossa família, tomei aparentemente o partido de meu pai. Fingi, triste:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;— É mesmo... Mas papai, que queria tanto bem a gente, que morreu de tanto trabalhar pra nós, papai lá no céu há de estar contente... (hesitei, mas resolvi não mencionar mais o peru) contente de ver nós todos reunidos em família.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;E todos principiaram muito calmos, falando de papai. A imagem dele foi diminuindo, diminuindo e virou uma estrelinha brilhante do céu. Agora todos comiam o peru com sensualidade, porque papai fora muito bom, sempre se sacrificara tanto por nós, fora um santo que "vocês, meus filhos, nunca poderão pagar o que devem a seu pai", um santo. Papai virara santo, uma contemplação agradável, uma inestorvável estrelinha do céu. Não prejudicava mais ninguém, puro objeto de contemplação suave. O único morto ali era o peru, dominador, completamente vitorioso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Minha mãe, minha tia, nós, todos alagados de felicidade. Ia escrever «felicidade gustativa», mas não era só isso não. Era uma felicidade maiúscula, um amor de todos, um esquecimento de outros parentescos distraidores do grande amor familiar. E foi, sei que foi aquele primeiro peru comido no recesso da família, o início de um amor novo, reacomodado, mais completo, mais rico e inventivo, mais complacente e cuidadoso de si. Nasceu de então uma felicidade familiar pra nós que, não sou exclusivista, alguns a terão assim grande, porém mais intensa que a nossa me é impossível conceber.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Mamãe comeu tanto peru que um momento imaginei, aquilo podia lhe fazer mal. Mas logo pensei: ah, que faça! mesmo que ela morra, mas pelo menos que uma vez na vida coma peru de verdade!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;A tamanha falta de egoísmo me transportara o nosso infinito amor... Depois vieram umas uvas leves e uns doces, que lá na minha terra levam o nome de "bem-casados". Mas nem mesmo este nome perigoso se associou à lembrança de meu pai, que o peru já convertera em dignidade, em coisa certa, em culto puro de contemplação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Levantamos. Eram quase duas horas, todos alegres, bambeados por duas garrafas de cerveja. Todos iam deitar, dormir ou mexer na cama, pouco importa, porque é bom uma insônia feliz. O diabo é que a Rose, católica antes de ser Rose, prometera me esperar com uma champanha. Pra poder sair, menti, falei que ia a uma festa de amigo, beijei mamãe e pisquei pra ela, modo de contar onde é que ia e fazê-la sofrer seu bocado. As outras duas mulheres beijei sem piscar. E agora, Rose!...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;______________________________&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt; &lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Mário de Andrade&lt;/strong&gt; (1893-1945), nasceu em São Paulo, mostrando desde cedo inclinação pela música e literatura. Seu interesse pelas artes levou-o a realizar em São Paulo, de parceria com Oswald de Andrade, a Semana de Arte Moderna, que rasgou novas perspectivas para a cultura brasileira. Sua obra, essencialmente brasileira, reflete um nacionalismo humanista, que nada tem de místico e abstrato. &lt;em&gt;Macunaíma&lt;/em&gt;, baseada em temas folclóricos é, geralmente, considerada a sua obra-prima.&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;strong&gt;FONTE:&lt;/strong&gt; &lt;a href="http://www.releituras.com/marioandrade_natal.asp"&gt;http://www.releituras.com/marioandrade_natal.asp&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924000-112407688203804657?l=lucasdocarmolima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucasdocarmolima.blogspot.com/feeds/112407688203804657/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924000&amp;postID=112407688203804657' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924000/posts/default/112407688203804657'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924000/posts/default/112407688203804657'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucasdocarmolima.blogspot.com/2005/08/sem-sobressalto.html' title='Sem sobressalto.'/><author><name>Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17441433017858511141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924000.post-112336193159900247</id><published>2005-08-06T17:37:00.000-03:00</published><updated>2005-08-06T18:28:40.666-03:00</updated><title type='text'>Ai, ai, ai, ai... Tá chegando a hora...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Sabadão, meu último dia de férias, de Itapira &lt;em&gt;full-time&lt;/em&gt;... Mas começa uma nova etapa rumo a algo que não sei direito o que será, mas que sei que será!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;E voltando às origens, vou postar um artigo interessantíssimo sobre as inspirações noturnas e uma citação que deve ter algo a ver com o artigo... E não terá nenhum texto meu por um bom tempo, o que não é nada extremamente lastimável...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Chega de reticências! Vamos às exclamações!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Comentem!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;______________________________&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;INTUIÇÕES NOTURNAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos cientistas, artistas e escritores consideram os períodos de sono como as horas de criatividade mais intensa. Nessas ocasiões, os nexos lógicos habituais são suspensos e “sonhamos de olhos abertos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Por Edoardo Altomare (tradução de Alexandre Massella)&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Na última noite de 1997, Roderick MacKinnon, jovem pesquisador da Universidade Rockefeller de Nova York, trabalhava na definição do sistema molecular cujo funcionamento está na base da abertura e do fechamento de alguns canais celulares – os chamados canais iônicos, que servem para a passagem de íons de sódio através das membranas das células. A existência desses canais já era conhecida, mas ninguém conseguira, até então, distinguir sua estrutura e seu funcionamento, em virtude da dificuldade de “ver” a passagem dos íons por meio de imagens de alta resolução. O pesquisador compreendeu que o objetivo só poderia ser alcançado pelo uso da cristalografia de raios X: naquela noite refletia sobre essa questão, quando lhe ocorreu uma idéia inesperada. “Meus momentos mais produtivos são aqueles em que não consigo dormir”, revelou MacKinnon ao receber, graças àquela descoberta, o Prêmio Nobel de Química de 2003, junto com Peter Agre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MacKinnon descreve assim a noite da descoberta: “De repente, uma imagem manifestou-se com clareza diante de meus olhos e vi, com todos os detalhes, a passagem dos íons através dos canais celulares”. Enquanto outros brindavam a chegada do novo ano, o cientista caminhava excitado em seu laboratório. Na manhã seguinte, após um sono breve e agitado, MacKinnon acordou com medo de que tudo não passasse de um sonho: “Corri para o laboratório, liguei o computador e averigüei a intuição: os íons estavam lá, atravessando os canais”. Foi assim que o jovem MacKinnon – hoje com quase 50 anos – assombrou a comunidade científica ao apresentar, em abril de 1998, a estrutura e o funcionamento do canal iônico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A noite é o momento mágico da criatividade também para Alexei Abrikosov, Prêmio Nobel de Física de 2003: “Durante o dia penso nas fórmulas e faço os cálculos – declarou em Estocolmo, ecoando o colega MacKinnon –, mas os melhores momentos de minha atividade científica são à noite”. Há também vários insones produtivos entre poetas, artistas e escritores. Para ficarmos no âmbito científico: atribui-se a Einstein a afirmação de que os cientistas criativos são os únicos que tem acesso aos próprios sonhos. O caso do químico alemão August Kekulé é exemplar a esse respeito: ele “viu”em sonho, na imagem de uma serpente que mordia a própria cauda, a estrutura química em anel do benzeno. Podemos citar também o caso do matemático inglês Alan Turing, que parece ter intuído a máquina universal enquanto estava deitado em um gramado, num estado entre a vigília e o sono: uma espécie de sonolência desperta, lúcida e criativa, durante a qual afloram às vezes, em particular nas mentes bem preparadas, as soluções para problemas difíceis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O significado do comentário de Einstein era talvez mais geral. Para alguns, o grande físico estaria se referindo ao fato de que a mente pode funcionar tanto por intuição como pelos ditames do bom senso e que, para descobrir algo novo, o cientista – como qualquer outra pessoa – deve escapar ao domínio imposto à “imaginação” por nossas faculdades lógicas, subvertendo o saber convencional do qual dependem as habilidades cotidianas. “Segundo a teoria freudiana”, observa Orlando Todarello, professor de psicoterapia da Universidade de Bari, “o sonho é uma atividade pouco organizada de pensamento que foge (embora não totalmente) ao controle da racionalidade e da censura”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;:: Caprichos da imaginação&lt;br /&gt;“Na minha experiência”, comenta o químico americano Royston Roberts, autor de um livro sobre descobertas acidentais, “a imaginação e a memória estão mais ativas durante o sonho ou a sonolência. Raramente tive uma idéia quando estava sentado em minha sala na Universidade do Texas”. Roberts acrescenta que é mais provável que as melhores idéias sejam elaboradas nas primeiras horas da manhã, em um avião, durante um passeio ou num concerto. Charles Townes, Prêmio Nobel de Física de 1964, estava admirando flores no parque de Washington quando, de súbito, compreendeu o procedimento relativo ao laser. E Kary Mullin, Prêmio Nobel de Química de 1993, dirigia despreocupado seu carro quando teve a intuição que o levou à descoberta da Pcr, a reação em cadeia da polimerase que permite a ampliação e a identificação de fragmentos mínimos de DNA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Todarello, “trata-se de uma condição similar à do sonho de ‘olhos abertos’, que lembra a chamada ‘regressão a serviço do Eu’, proposta por Ernst Kris”. Historiador da arte e psicanalista vienense, Kris (1900-1957) estudou as relações entre a criação artística e os fenômenos psicológicos profundos. Todarello explica que “quando se regride a estados menos organizados da atividade psíquica, são suspensos os nexos lógicos habituais e o material psíquico se mistura de forma confusa, permitindo intuições e novas associações”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A intuição – definida pelos filósofos como uma forma privilegiada de conhecimento, que permite a posse imediata e total do objeto – desempenha um papel decisivo na criatividade, em particular na científica. É uma espécie de túnel sob os procedimentos lógicos habituais, que só alguns conseguem escavar e assim alcançar a verdade. “Enquanto a razão”, prossegue Todarello, “segue circuitos corticais complexos e lentos, a intuição, assim como a emoção, é uma modalidade rápida de conhecimento da realidade”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas há uma questão crucial: para resolver um problema, para ativar nossa capacidade de compreender repentinamente a “linguagem das coisas”, é melhor estar desperto e insone ou dormir? Muito ainda precisa ser esclarecido a esse respeito, como sugere uma pesquisa alemã publicada em 2004 na revista Nature. Partindo de relatos sobre intuições fundamentais ocorridas durante o sono, uma equipe de neuroendocrinologistas, psicólogos e neurologistas da Universidade de Lubecca aplicou um teste matemático: uma tarefa que envolvia o aprendizado de seqüências estímulo-resposta e na qual as pessoas pesquisadas podiam melhorar gradualmente o seu desempenho aumentando a velocidade de resposta. Apresentou-se assim a um grupo de voluntários (66 no total) uma série de oito números junto com uma regra simples por meio da qual devia ser gerada uma segunda série de sete números. As pessoas foram solicitadas a deduzir, no tempo mais breve possível, o valor final da seqüência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia uma “fórmula-atalho” oculta que, caso intuída, permitiria calcular o valor rapidamente. Após o treinamento inicial, as pessoas foram dividas em três grupos: o primeiro estudou o problema à tarde e pôde dormir 8 horas; o segundo enfrentou a tarefa sem repouso noturno; o terceiro, finalmente, foi submetido ao teste pela manhã e desfrutou as 8 horas da vigília diurna normal. As pessoas que haviam se beneficiado do repouso revelaram ser duas vezes mais capazes de intuir a “fórmula-atalho” oculta, não só em relação às que permaneceram acordadas durante a noite como em relação às que ficaram despertas durante o dia. O sono parece assim inspirar e facilitar a intuição. Segundo os autores do estudo, o sono “consolida as recordações recentes e estimula a intuição mediante a reestruturação delas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;:: Sono Conselheiro&lt;br /&gt;Enquanto dormimos, nosso cérebro reorganiza as recordações “episódicas”, isto é, as informações relativas a lugares específicos, pessoas, conversas e experiências: essa reorganização dos eventos cotidianos pode explicar o melhor desempenho das pessoas que repousaram. É assim que Jan Born, neuroendocrinologista e coordenador da pesquisa, interpreta os resultados obtidos: “Acreditamos que as recordações recentes são armazenadas em uma área cerebral particular, o hipocampo, enquanto a memória ‘permanente’ parece ser acomodada em uma área diferente, o neocórtex. No sono, as recordações podem ser desviadas de uma região cerebral para a outra e são reordenadas durante esse processo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sidarta Ribeiro, neurobiólogo da Duke University de Durham, na Carolina do Norte, considera que “na fase REM, caracterizada por movimentos oculares rápidos, as informações talvez sejam reorganizadas”. No fundo, segundo Ribeiro, isso é apenas a demonstração de uma lei já observada pelas pessoas de bom senso: “durma” é mesmo o melhor conselho para quem enfrenta dificuldades na solução de um problema complexo. O sono, segundo um estudo de Born e colegas, reforça o “pensamento lateral”. O conceito não corresponde exatamente ao de “criatividade”; esta se refere simplesmente à produção de algo novo, enquanto o pensamento lateral diz respeito à alteração de conceitos e percepções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Compreender o que o cérebro realiza enquanto dormimos ainda é um objetivo a ser perseguido. Os especialistas em transtornos do sono, no entanto, enfatizam todos a importância de um bom repouso noturno. Mas John Shneerson, neurologista inglês do Papworth Hospital, em Cambridge, adverte alarmando: “Não dormimos o suficiente”. E não se trata apenas de uma tendência, ele acrescenta, mas de uma verdadeira epidemia, favorecida pelo ritmo alucinante de nossa vida, sobretudo no trabalho. Os especialistas em sono aconselham assim um curioso remédio: um cochilo regenerador (um power nap de meia hora) no escritório para reativar a criatividade enfraquecida. Uma solução que várias pessoas já intuíram e puseram em prática há muito tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;PARA CONHECER MAIS:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Sleep inspires insight.&lt;/strong&gt; Ulrich Wagner, Steffen Gais, Hilde Haider, Rolf Verleger e Jan Born, em Nature, nº 427, págs. 352-355, 22 de Janeiro de 2004.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Enciclopédia Oxford della mente.&lt;/strong&gt; Richard L. Gregory, Benedetto Saraceno e Elena Stemai (orgs.). Sansoni Editore, 1991.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Serendipity. Accidental discoveries in science.&lt;/strong&gt; Roystom M. Roberts. John Wiley &amp; Sons, 1989.&lt;br /&gt;______________________________ &lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Edoardo Altomare&lt;/strong&gt; é médico oncologista e jornalista. É autor de &lt;em&gt;Influenza&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Medicine &amp;amp; Miracoli. Dal Siero Bonifácio al Caso Di Bella&lt;/em&gt;, entre outros livros científicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FONTE:&lt;/strong&gt; Revista Viver Mente &amp;amp; Cérebro, ano XII nº150, de julho de 2005, págs. 84 a 87. Site: &lt;a href="http://www.vivermentecerebro.com.br/"&gt;http://www.vivermentecerebro.com.br/&lt;/a&gt; . ISSN 1807-1562. Duetto Editorial, São Paulo, SP, Brasil.&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;------------------------------ &lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Já diziam os antigos...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;"O homem toma por inteligência o uso das suas faculdades de imaginação."&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Louis Scutenaire&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924000-112336193159900247?l=lucasdocarmolima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucasdocarmolima.blogspot.com/feeds/112336193159900247/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924000&amp;postID=112336193159900247' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924000/posts/default/112336193159900247'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924000/posts/default/112336193159900247'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucasdocarmolima.blogspot.com/2005/08/ai-ai-ai-ai-t-chegando-hora.html' title='Ai, ai, ai, ai... Tá chegando a hora...'/><author><name>Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17441433017858511141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924000.post-112285516820035862</id><published>2005-07-31T20:54:00.000-03:00</published><updated>2005-07-31T21:12:48.206-03:00</updated><title type='text'>Ainda não...</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Sem enrolar: vou postar (de novo) somente um texto meu e uma frasezinha.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;Comentem!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;___________________________&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;“Minha mãe mandou eu escolher...” ou “Entre a azul e a vermelha”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Lucas do Carmo Lima&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A indecisão do homem é, realmente, uma coisa a se pensar. Em cada conversa, em cada beco, cada troca de roupa, cada escolha de livro, CD ou até mesmo companhia! Grandes catástrofes já foram causadas e evitadas por grandes homens com grandes dilemas... Os planos e as atitudes são bem pensados, bem medidos, bem pesados, e bem divergentes: isso é, basicamente, uma intriga, uma peleja, uma batalha interna pela supremacia do cidadão indeciso... São duas idéias que discutem entre si, e não chegam em acordo antes de qualquer arroubo de impaciência de seu portador, cuja angústia ou irritação estão, a esse ponto, insuportáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu me considero um ás dos debates mentais, um Picasso na arte da indecisão. Seja pra escolher a meia mais confortável, o curso universitário que dará rumos à minha vida (pelo menos por enquanto), pra escrever alguma coisa mais ou menos sentimental ou “desabafatória”, apaixonada ou sisuda... Até pra terminar esse parágrafo bateu uma dúvida!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duvidar é realmente minha segunda melhor habilidade, principalmente quando se trata das coisas que eu faço, penso ou sinto. Não chega a ser uma dúvida existencial, mas quase isso. É tão visceral que tem dias que eu acordo apenas para duvidar; e chega a ser perturbador, porque eu acabo não me suportando de tanto examinar caras, bocas, falas e escritas, procurando insinuações, entrelinhas, objetivos, indiretas, e qualquer coisa que possa se esconder por trás de um “ã-hã” ou “é mesmo?”. Não há cristão que agüente ficar quase automaticamente analisando minuciosamente pessoas por horas. Quando se dá conta, já é tarde, e já foi perdido um tempo precioso analisando puro ouro-de-tolo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você der uma boa olhada, perceberá que a dúvida é o primeiro passo para uma indecisão. É só surgir aquela interrogação que despontam duas respostas, essencialmente antagônicas, cada uma em seu respectivo lado, tecendo e desmanchando argumentações dentro da sua cabeça. Às vezes eu até vejo as listas de justificativas, em confronto (coisa de maluco).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sou bom nessas brigas internas, mas odeio isso. Queria ser mais decidido, ter mais iniciativa! Um simples telefonema chega a ser um tormento interno; o coração se aperta de tanta aflição, e, dependendo da pessoa escolhida, acaba por trazer uma irritação e uma perturbação! A indecisão é, de forma inconteste, algo que me faz sentir um menininho entre o maldito “clube do Bolinha” e a Luluzinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, por muitas vezes quem lê esses textos vai deparar-se com um instigante “não sei”. Não se preocupe, eu também não sou muito simpático a essa resposta, mas é a mais neutra (alguma dúvida disso?) e confortável que pode encontrar um indeciso devotado como eu. Meus amigos vão concordar comigo se eu disser que eles vão ouvir muitos “porque sim!” e “não tenho a menor idéia” se me botarem contra a parede em algum assunto mais delicado; se não concordaram agora, hão de concordar um dia...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguma dúvida?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;______________________________&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Lucas do Carmo Lima&lt;/strong&gt; é... Digo ou não?&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;------------------------------&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Já diziam os antigos...&lt;/span&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;"Não acredite em ninguém que sempre diz a verdade" &lt;strong&gt;Elias Canetti&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924000-112285516820035862?l=lucasdocarmolima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucasdocarmolima.blogspot.com/feeds/112285516820035862/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924000&amp;postID=112285516820035862' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924000/posts/default/112285516820035862'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924000/posts/default/112285516820035862'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucasdocarmolima.blogspot.com/2005/07/ainda-no_31.html' title='Ainda não...'/><author><name>Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17441433017858511141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924000.post-112226491580373341</id><published>2005-07-25T00:09:00.000-03:00</published><updated>2005-07-25T01:31:07.850-03:00</updated><title type='text'>Fico devendo...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Gente, como eu não achei absolutamente nada científico, curto e interessante pra postar, vou postar só um outro texto meu, fruto das minhas madrugadas solitárias, e uma frase de alguém muito esperto!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Façam o sacrifício, comentem!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;______________________________&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt; &lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Inspiração em lua cheia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt; &lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Lucas do Carmo Lima&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, mais uma madrugada fértil de sentimentos e entupida de paciência, estou escrevendo. Mas hoje tive uma luz diferente: a da lua. Mas não estou como seria um poeta de poemas, coberto pelo véu translúcido da inspiradora e noturna confidente do namorados... Não, não! Eu apenas fui lá fora e admirei aquela beleza de lua, branca, brilhante e...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, já deu pra entender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por assim dizer, ouso considerar-me um aspirante a poeta de prosa, do texto corrido. Ainda não tenho, e acho que nunca terei, a capacidade de escrever algum poema em solo. Esse refino estético não faz parte do meu repertório; poema com meu nome só se for de intrometido e palpiteiro. E também prefiro uma escrita em tom de conversa, sabe... Eu não sou daqueles que papeiam por aí usando decassílabos em soneto, logo me compete escrever do jeito que eu falaria pra alguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu até já tentei escrever um poema sozinho, o que foi de uma petulância extrema. Foi o “poema” mais malfeito e artificial que li em toda minha vidinha. A minha prosa me soa mais sincera que meu parco esforço em versos, flui melhor; e também tem a coisa da naturalidade da conversa, a música informal das conversas me atrai de uma forma quase gravitacional. Sou capaz das coisas mais imbecis e irresponsáveis por uma boa conversa (quem conhece, sabe).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, devo deixar marcada aqui minha admiração pelos meus queridos amigos poetas. Não seria eu se não reconhecesse o talento e o feeling desses heróis e heroínas do poema bem escrito, a originalidade, do bom gosto e do conjunto da obra. São mentes assim que dilatam as cabeças dos leitores... Vertentes diferentes que convergem para a mesma meada: a da arte, como ela deve(ria) ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia, creio eu numa aula sobre literatura, o professor expôs uma idéia muito interessante, a qual quero lembrar eternamente. Ele disse que aquela estrutura em versos e estrofes é o poema, enquanto poesia deve ser o sentimento, o âmago da obra. Digo que a poesia é aquela coisa que nos deixa ver, por detrás do estilo, da rima e das palavras, os olhos do poeta. Indo ainda mais longe, e utilizando uma audácia talvez já aos pés da de Giordano Bruno, posso dizer que “poesia” é “aquilo que só se diz com os olhos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A lua de hoje é cheia. Cheia de poemas, de beleza, da luz, e cheia, mesmo. A lua é o olho da noite, e talvez seja por isso que ela sussurre tanta poesia ao espírito do poeta, do homem. A lua pode recitar toda uma vida, assim como levar um apaixonado beijo de “boa noite” à minha Lua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou girando; diz-se mesmo que a vida, assim como o planeta, dá voltas. Espero minha Lua assim como a noite espera sua lua. Espero estar chegando ao fim de um dia na minha, que vem ficando meio sem poesia, pra encontrar logo uma Lua na minha noite.&lt;br /&gt;______________________________ &lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;strong&gt;Lucas do Carmo Lima&lt;/strong&gt; é...&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;------------------------------&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Já diziam os antigos...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;"Os olhos são as janelas da alma." &lt;strong&gt;Alguém muito sábio&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924000-112226491580373341?l=lucasdocarmolima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucasdocarmolima.blogspot.com/feeds/112226491580373341/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924000&amp;postID=112226491580373341' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924000/posts/default/112226491580373341'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924000/posts/default/112226491580373341'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucasdocarmolima.blogspot.com/2005/07/fico-devendo.html' title='Fico devendo...'/><author><name>Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17441433017858511141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924000.post-112167086018356145</id><published>2005-07-18T03:55:00.000-03:00</published><updated>2005-07-18T04:24:01.710-03:00</updated><title type='text'>Abafos e desabafos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Primeiro, o abafo: abafei o último &lt;em&gt;post&lt;/em&gt;, gente! Leiam-no, que ele tá legal e fresquinho!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Depois, o desabafo: depois de redigir o &lt;em&gt;post&lt;/em&gt; ao qual me refiro acima, me deu vontade de escrever, e saiu o que saiu. Ah, e se importa a alguém, meu humor melhorou um pouco (já respiro melhor, hehehe... Tá vendo!). &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;E não se esqueçam: comentem por favor! Obrigado, se comentarem...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;______________________________&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Berro no vácuo?&lt;/span&gt; &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;em&gt;Lucas do Carmo Lima&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Deu-me uma vontade de escrever...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava eu pensando agora: eu sou feliz? Porque, de uns tempos pra cá, venho me questionando sobre esse problema, que somente se resolve quando os pensamentos dele desviam e a gente acaba por enfiá-lo por debaixo do travesseiro, antes de dormir. Mas, enquanto a gente sente aquela maldita coceira dentro do ouvido, não há sossego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo começo: o que é felicidade? Ué, aquilo que nos faz esquecer de tudo e lembrar só dela, tanto a própria quanto a alheia. Quantas vezes um sorriso orelha-a-orelha já me irritou! Aquela felicidade transbordante; até os olhos sorriem; a pessoa transforma-se num arco sorridente... A minha vontade é de socar essas pessoas, de vez em quando. E, depois de uma boa e raivosa sova, bradar ainda babando colericamente: Olha a sua felicidade agora!; Ri agora, vai!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inveja é uma desgraça mesmo, né? É um dos braços fortes da infelicidade... Quando você se ouvir murmurar por entre os dentes rangentes pérolas como “Até parece que tá tão feliz assim...” já terá sucumbido, sem recursos ou contragolpes; aceitar o fato facilitará as coisas, já que condenar a inveja própria é condenar sua face oculta, parte imutável e, lamentavelmente, arredia. Lamentavelmente não! Mas ainda bem que arredia; os mais comedidos explodiriam diante da pressão desses sentimentos amorais represados, se isso fosse possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, a raiva! Um dos piores humores, e dos mais teimosos e obstinados humores! Mas eu falo da raiva brava mesmo, aquela que a felicidade dos outros planta na infelicidade da gente. É daqueles que nos levam ao caminho anárquico da vingança fervente (aquele que disse que a vingança é um prato que se come frio era um belo dum mentiroso; a vingança a gente esquenta em banho-maria, isso sim!), mas corrói os angustiados... A raiva é pra ser um tapa na cara do mundo (ou de todo mundo), não na cara do próprio raivoso (desculpem-me, angustiados, a crítica foi inevitável).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, falava de ser feliz... Acho que não sou feliz por completo, sabe... É, não ainda... Falta-me uma coisinha que me causa inveja e raiva (ou infelicidade)... Não sei nem se consigo escrever isso! Pra mim é difícil dizer esse tipo de coisa, sabe... Aquilo que aflora nos puros corações apaixonados, que aquece os espíritos e amortece as quedas, que, enfim, é... Já entenderam, aposto! Então, é isso que me falta, compartilhar isso! Não me basta o céu, quero as estrelas! Imaginar os momentos, eu já o fiz; falta viver, vivenciar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falta, da felicidade, a parte mais complicada, as quatro letrinhas... Oh, pedaço de mim! (Chico, desculpe-me você também, que sua palavra merece melhor abrigo) Quando está mais próximo, parece ainda tão escorregadio... Caminhos tortuosos levam também a destinos certo; falta-me percorrer o caminho. Iniciativa? Decisão? Ação? Devem faltar também, sem ou com dúvida... Barreiras? Não acho tão intransponíveis assim. Mas há o outro lado, o outro elo, a metade (que chavão horrível!) que teima em ir e vir e ir!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;É recíproco? Paciência não me falta; e a ela? Que coceira nos ouvidos!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;_____________________________&lt;/span&gt; &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Lucas do Carmo Lima&lt;/strong&gt; sou eu mesmo, quem quer que eu seja pra você.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;------------------------------&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Já diziam os antigos...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"Tudo vale a pena se a alma não é pequena." &lt;strong&gt;Fernando Pessoa&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924000-112167086018356145?l=lucasdocarmolima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucasdocarmolima.blogspot.com/feeds/112167086018356145/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924000&amp;postID=112167086018356145' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924000/posts/default/112167086018356145'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924000/posts/default/112167086018356145'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucasdocarmolima.blogspot.com/2005/07/abafos-e-desabafos.html' title='Abafos e desabafos'/><author><name>Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17441433017858511141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924000.post-112166481102701712</id><published>2005-07-18T02:06:00.000-03:00</published><updated>2005-07-18T02:33:31.036-03:00</updated><title type='text'>Berro no vácuo?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Fruto da (in)decisão, vou postar uma obra de Bertold Brecht, adaptado para o programa Provocações, da TV Cultura. Alíás, foi do &lt;em&gt;site&lt;/em&gt; do programa (&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.tvcultura.com.br/provoca"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;http://www.tvcultura.com.br/provoca&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;) que tirei o texto. Ele será a arte, o artigo e a frase desta postagem. Satisfeitos? (Desculpem a falta de bom humor.)&lt;br /&gt;______________________________&lt;/span&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Se os tubarões fossem homens&lt;/span&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Bertold Brecht&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Se os tubarões fossem homens, eles fariam construir resistentes caixas do mar, para os peixes pequenos com todos os tipos de alimentos dentro, tanto vegetais, quanto animais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Eles cuidariam para que as caixas tivessem água sempre renovada e adotariam todas as providências sanitárias, cabíveis se por exemplo um peixinho ferisse a barbatana, imediatamente ele faria uma atadura a fim que não morressem antes do tempo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Para que os peixinhos não ficassem tristonhos, eles dariam cá e lá uma festa aquática, pois os peixes alegres tem gosto melhor que os tristonhos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Naturalmente também haveria escolas nas grandes caixas, nessas aulas os peixinhos aprenderiam como nadar para a guela dos tubarões.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Eles aprenderiam, por exemplo a usar a geografia, a fim de encontrar os grandes tubarões, deitados preguiçosamente por aí. aula principal seria naturalmente a formação moral dos peixinhos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Eles seriam ensinados de que o ato mais grandioso e mais belo é o sacrifício alegre de um peixinho, e que todos eles deveriam acreditar nos tubarões, sobretudo quando esses dizem que velam pelo belo futuro dos peixinhos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Se encucaria nos peixinhos que esse futuro só estaria garantido se aprendessem a obediência.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Antes de tudo os peixinhos deveriam guardar-se antes de qualquer inclinação baixa, materialista, egoísta e marxista e denunciaria imediatamente aos tubarões se qualquer deles manifestasse essas inclinações.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Se os tubarões fossem homens, eles naturalmente fariam guerra entre sí a fim de conquistar caixas de peixes e peixinhos estrangeiros. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;As guerras seriam conduzidas pelos seus próprios peixinhos. Eles ensinariam os peixinhos que entre eles os peixinhos de outros tubarões existem gigantescas diferenças, eles anunciariam que os peixinhos são reconhecidamente mudos e calam nas mais diferentes línguas, sendo assim impossível que entendam um ao outro. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Cada peixinho que na guerra matasse alguns peixinhos inimigos da outra língua silenciosos, seria condecorado com uma pequena ordem das algas e receberia o título de herói.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Se os tubarões fossem homens, haveria entre eles naturalmente também uma arte, havia belos quadros, nos quais os dentes dos tubarões seriam pintados em vistosas cores e suas guelas seriam representadas como inocentes parques de recreio, nos quais se poderia brincar magnificamente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Os teatros do fundo do mar mostrariam como os valorosos peixinhos nadam entusiasmados para as guelas dos tubarões.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;A música seria tão bela, tão bela que os peixinhos sob seus acordes, a orquestra na frente entrariam em massa para as guelas dos tubarões sonhadores e possuídos pelos mais agradáveis pensamentos .&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Também haveria uma religião ali.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Se os tubarões fossem homens, ela ensinaria essa religião e só na barriga dos tubarões é que começaria verdadeiramente a vida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Ademais, se os tubarões fossem homens, também acabaria a igualdade que hoje existe entre os peixinhos, alguns deles obteriam cargos e seriam postos acima dos outros.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Os que fossem um pouquinho maiores poderiam inclusive comer os menores, isso só seria agradável aos tubarões pois eles mesmos obteriam assim mais constantemente maiores bocados para devorar e os peixinhos maiores que deteriam os cargos valeriam pela ordem entre os peixinhos para que estes chegassem a ser, professores, oficiais, engenheiro da construção de caixas e assim por diante. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Curto e grosso, só então haveria civilização no mar, se os tubarões fossem homens.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;______________________________&lt;/span&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;Bertold Brecht&lt;/strong&gt; (1898-1956), nascido em Augsburgo. Escritor e dramaturgo alemão, além de grande teórico teatral. Desde menino escrevia poesias de forte conteúdo social. Foi perseguido pelos nazistas pelo seu comunismo militante. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924000-112166481102701712?l=lucasdocarmolima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucasdocarmolima.blogspot.com/feeds/112166481102701712/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924000&amp;postID=112166481102701712' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924000/posts/default/112166481102701712'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924000/posts/default/112166481102701712'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucasdocarmolima.blogspot.com/2005/07/berro-no-vcuo.html' title='Berro no vácuo?'/><author><name>Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17441433017858511141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924000.post-112103285004016841</id><published>2005-07-10T17:52:00.000-03:00</published><updated>2005-07-10T23:45:22.446-03:00</updated><title type='text'>Dia Mundial da Pizza!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Hoje eu estou feliz!&lt;br /&gt;Então vou ser breve: hoje vou colocar a letra da música "Samba em Prelúdio", de Vinicius de Moraes e Baden Powell, que é sublime, pra não dizer supimpa! Fala por mim, pra mim; é uma beleza (quem conhece a música sabe do que eu estou falando)! E vocês vão ver também: um artigo interessantíssimo do Moacyr Scliar sobre ritmo e poesia (um dos motivos de escolher a música), e, ao invés da frase tradicional, vou postar um poeminha dum poetinha português muito inteligente mas muito azarado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Sirvam-se, e digam se foi bom pra vocês...&lt;br /&gt;______________________________ &lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Samba em prelúdio&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Vinicius de Moraes / Baden Powell&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sem você&lt;br /&gt;Não tenho porquê&lt;br /&gt;Porque sem você&lt;br /&gt;Não sei nem chorar&lt;br /&gt;Sou chama sem luz&lt;br /&gt;Jardim sem luar&lt;br /&gt;Luar sem amor&lt;br /&gt;Amor sem se dar&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Eu sem você&lt;br /&gt;Sou só desamor&lt;br /&gt;Um barco sem mar&lt;br /&gt;Um campo sem flor&lt;br /&gt;Tristeza que vai&lt;br /&gt;Tristeza que vem&lt;br /&gt;Sem você, meu amor, eu não sou ninguém&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Ah, que saudade&lt;br /&gt;Que vontade de ver renascer nossa vida&lt;br /&gt;Volta, querida&lt;br /&gt;Os meus braços precisam dos teus&lt;br /&gt;Teus abraços precisam dos meus&lt;br /&gt;Estou tão sozinho&lt;br /&gt;Tenho os olhos cansados de olhar para o além&lt;br /&gt;Vem ver a vida&lt;br /&gt;Sem você, meu amor, eu não sou ninguém &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;© Tonga Editora Musical LTDA / Direto &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;------------------------------ &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;:: literatura - por Moacyr Scliar &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O tempo e a literatura &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;O mito, matriz da poesia e da narrativa, é antídoto contra a ansiedade existencial&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;É difícil dizer qual o gênero literário mais antigo, mas eu posso apostar na poesia. Não por causa da beleza formal ou das metáforas, mas pelo ritmo. De fato, escutando um poema, a primeira coisa que nos mobiliza é exatamente o ritmo. Que é um componente importante de nossas vidas: há o ritmo cardíaco, o respiratório, e o circadiano (da expressão latina &lt;em&gt;circa diem&lt;/em&gt;, "cerca de um dia"), resultado de um ciclo biológico que nos faz dormir ou nos mantém despertos. Um relógio interior cujo funcionamento já está programado em nosso genoma e do qual nos damos conta quando o esquema habitual de nossas vidas é alterado, por exemplo, pela mudança de fuso horário. Esse relógio, localizado no hipotálamo, região do cérebro, marca o nosso ritmo, componente essencial do poema do corpo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Poesia não é só ritmo, poesia são palavras. Palavras também são componentes essenciais da prosa. Três delas são imprescindíveis: era uma vez. Toda literatura nasce como narrativa e sempre nos remete ao passado, que é o tempo preferido pela maioria dos autores. E por que a literatura nos remete ao passado? Porque tem a mesma origem do mito, esta explicação fantasiosa dos fenômenos da vida e da Natureza. O homem precisa do mito, espécie de antídoto contra a ansiedade existencial. Ora, o passado é o depósito dos mitos. Num mítico passado, coisas maravilhosas aconteciam, em lugares como o Paraíso Terrestre, ou o Monte Olimpo. Durante muito tempo a humanidade viveu com a noção de um tempo imobilizado, em que o passado, o presente e o futuro se confundiam. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Com a modernidade surge uma nova concepção de tempo e de espaço. Na Antigüidade e na Idade Média não havia a preocupação com um registro temporal preciso. Existiam os relógios de sol e os de água, as ampulhetas e outras formas de cronometria, que não estavam, contudo, ao alcance do comum das pessoas. Nessa conjuntura os sinos das igrejas e dos mosteiros desempenhavam papel importante, dando as horas e também anunciando ameaças. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;À medida que a atividade econômica se expandia e as cidades cresciam, surgia a necessidade de maneiras mais precisas e individualizadas de marcar o tempo. No curso do século XIV os relógios mecânicos tornaram-se mais comuns na Europa. No começo eram grandes relógios públicos nas torres das igrejas. Substituíam os sinos, mas, para que continuassem cumprindo seu papel religioso, traziam uma inscrição: &lt;em&gt;Mors certa, hora incerta&lt;/em&gt;, a hora pode ser incerta, mas a morte é certa. Surgiram, mais adiante, os relógios domésticos e individuais. E eles mexeram com a cultura, introduzindo um novo modo de vida. As atividades de várias pessoas distantes umas das outras agora podiam ser coordenadas em função de um horário preciso. Era uma forma de controle e de autocontrole que abrangia até a vida emocional. Ou seja: ao tempo biológico, o tempo dos ritmos internos, e ao tempo dos ciclos da Natureza (o dia e a noite, sucessão de estações) somava-se agora o tempo social.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt; &lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Essas mudanças no conceito de tempo refletiram-se na literatura. A partir do século XII um novo gênero começa a surgir, escrito nas línguas derivadas do latim, ou românicas, e por isso conhecido como romance. As narrativas agora não são míticas ou sagradas; têm a ver com pessoas reais ou imaginárias. Essa tendência iria num crescendo, até o século XIX, que marcou o auge do romance, a afirmação do individualismo no literatura. O romance é o espelho ficcional que reflete a pessoa, inclusive a maneira como esta encara o tempo. O tempo exterior é deslocado pelo tempo interior. Ao tempo biológico, ao tempo da Natureza, ao tempo social junta-se assim o tempo psicológico, governado pelas fantasias internas - os mitos que fabricamos. Fecha-se assim um ciclo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;______________________________&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;MOACYR SCLIAR é médico, escritor e membro da Academia Brasileira de Letras.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;FONTE: Revista Viver Mente &amp; Cérebro, ano XIII nº 148, de maio de 2005; página 98. Site: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.vivermentecerebro.com.br/"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;www.vivermentecerebro.com.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt; . ISSN 1807-1562. Duetto Editorial, São Paulo, SP, Brasil.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;------------------------------&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Já diziam os antigos...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;"Amor é fogo que arde sem se ver,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;é ferida que dói, e não se sente;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;é um contentamento descontente,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;é dor que desatina sem doer.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;É um não querer mais que bem querer;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;é um andar solitário entre a gente;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;é nunca contentar-se de contente;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;é um cuidar que ganha em se perder.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;É querer estar preso por vontade;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;é servir a quem vence, o vencedor;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;é ter com quem nos mata, lealdade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Mas como causar pode seu favor&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;nos corações humanos amizade,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;se tão contrário a si é o mesmo Amor?" &lt;strong&gt;Luis Vaz de Camões&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924000-112103285004016841?l=lucasdocarmolima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucasdocarmolima.blogspot.com/feeds/112103285004016841/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924000&amp;postID=112103285004016841' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924000/posts/default/112103285004016841'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924000/posts/default/112103285004016841'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucasdocarmolima.blogspot.com/2005/07/dia-mundial-da-pizza.html' title='Dia Mundial da Pizza!'/><author><name>Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17441433017858511141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924000.post-112026984450080518</id><published>2005-07-01T23:30:00.000-03:00</published><updated>2005-07-01T23:40:39.713-03:00</updated><title type='text'>Para a próxima...</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;Cumprindo minha meta, começa aqui minha atualização semanal. E, descumprindo uma vontade minha e uma pequenina porém significativa promessa aos meus caríssimos colegas, não vou colocar um "poeminha-letra de música" que eu fiz, já que eu procurei, procurei, procurei, mas não o achei (em minha própria quitinete) - parece mentira, mas é a mais pura verdade! Bom, deixemos as possibilidades e trabalhemos agora com as realidades: eu vou postar hoje um poema de uma densidade impressionante (leiam muitas vezes, repetidamente, para um entendimento pleno da mensagem filosófica da obra - e ouçam a linda versão com o grupo Boca Livre, no álbum "Arca de Noé", 1980, Vários artistas, Polygram/Philips) e um texto muito interessante do livro "Psicologia: Uma (nova) introdução". Critiquem, opinem, comentem! &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;_____________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A casa&lt;/span&gt; &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;em&gt;Vinícius de Moraes &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/em&gt;Era uma casa&lt;br /&gt;Muito engraçada&lt;br /&gt;Não tinha teto&lt;br /&gt;Não tinha nada&lt;br /&gt;Ninguém podia&lt;br /&gt;Entrar nela não&lt;br /&gt;Porque na casa&lt;br /&gt;Não tinha chão&lt;br /&gt;Ninguém podia&lt;br /&gt;Dormir na rede&lt;br /&gt;Porque a casa&lt;br /&gt;Não tinha parede&lt;br /&gt;Ninguém podia&lt;br /&gt;Fazer pipi&lt;br /&gt;Porque penico&lt;br /&gt;Não tinha ali&lt;br /&gt;Mas era feita&lt;br /&gt;Com muito esmero&lt;br /&gt;Na Rua dos Bobos&lt;br /&gt;Número Zero. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;_____________________________&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;in &lt;em&gt;Poesia completa e prosa: "Poemas infantis"&lt;/em&gt;. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1998&lt;br /&gt;in &lt;em&gt;Poesia completa e prosa: "Cancioneiro"&lt;/em&gt;. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1998 &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;------------------------------ &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A Psicologia como profissão e como cultura&lt;/span&gt; &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;em&gt;O psicólogo: funções e mitos &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/em&gt;A profissão de psicólogo esteve inicialmente ligada aos problemas de educação e trabalho.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;O psicólogo "aplicava testes": para selecionar o "funcionário certo" para o "lugar certo", para classificar o escolar numa turma que lhe fosse adequada, para treinar o operário, para programar a aprendizagem, etc. Todas essas funções ainda são importantes na definição da identidade profissional do psicólogo e mostram claramente como até hoje a vinculação das psicologias às demandas do Regime Disciplinar são importantes. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Mas hoje, quando se fala em psicólogo, o leigo logo pensa no psicílogo clínico, e quem se decide a estudar psicologia quase sempre é com a intenção de se tornar um clínico. Embora durante muitos anos essa especialização nem existisse legalmente, atualmente é a principal identidade do psicólogo aplicado. Enquanto o psicólogo do trabalho ou das organizações serve à indústria ou a qualquer outra instituição, procurando torná-la mais eficiente, e, enquanto o psicólogo escolar serve ao sistema educacional, procurando torná-lo, também, mais eficaz, o psicólogo clínico costuma estar a serviço do indivíduo ou de pequenos grupos de indivíduos. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Parece realmente que é a crise da subjetividade privatizada que incremente a procura pelos serviços da psicologia clínica e faz com que o psicólogo clínico acabe se tornando uma figura quase popular entre certas camadas da população. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;O psicólogo aparece para muita gente como uma espécie de adivinho ou de bruxo, que descobre rapidamente quem somos e produz mudanças mágicas no nosso jeito de ser. É bom que todos saibam das dificuldades que tem o psicólogo para entender a sua própria ciência e a sua própria pessoa. Aí, talvez, esperem menos dele... &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Alguns psicólogos clínicos, principalmente alguns psicanalistas menos sérios, viraram conselheiros sentimentais e modelos de comportamento charmoso. Aparentemente, nada disso teria a ver com a psicologia como ciência. No entanto, além de sua pretensão à cientificidade, a psicologia é, também, um ingrediente da nossa cultura. Isto quer dizer que é cada vez mais freqüente que as teorias psicológicas se popularizem e sejam assimiladas pelo linguajar popular e que as pessoas cada vez mais pensem acerca de si e dos outros com termos emprestados das escolas psicológicas. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Ao serem incorporadas à vida quotidiana de algumas camadas da população, "as psicologias" convertem-se quase sempre numa visão de mundo altamente subjetivista e individualista. Com isso, queremos dizer que mesmo as teorias psicológicas que não se restringem à experiência imediata de subjetividade individualizada, como a psicanálise, ao serem assimiladas pela sociedade, têm se tornado uma forma de manter a ilusão de liberdade e da singularidade de cada um, em vez de compreender e explicar o que há de ilusório nessas idéias. É assim que a psicologização da vida quotidiana tem nos levado a pensar o mundo social e a nós mesmos a partir de uma visão bem pouco crítica. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;A psicologia popularizada tem servido para sustentar a palavra de ordem "cada um na sua, pensando os seus problemas e defendendo os seus interesses e a sua felicidade".&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Certamente a tendência que tem mais crescido e aumentado seu mercado recentemente é a das "terapias de auto ajuda". Numa mistura de concepções de senso comum ou baseadas em teorias psicológicas, em pressupostos humanistas sobre a liberdade do homem e num estilo de administração empresarial nitidamente comportamentalista, esse discurso (que soa como o de um pastor protestante americano, e isto é mais do que uma coincidência) prega um paradoxal reforçamento do "eu" com uma submissão a um conjunto de regras de gerenciamento da própria vida. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Isso poderia ser designado como hiperindividualismo, e cultivá-lo é exatamente o contrário do que poderíamos esperar de qualquer psicologia científica. Essa afirmativa não parte de uma postura moral do tipo "não é direito pensarmos em nós como se fôssemos o centro do Universo". O problema é que de fato não somos, e a tarefa da ciência moderna tem sido sempre a de nos recordar que o Sol não gira em torno da Terra. Embora pareça.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;______________________________ &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;FONTE:&lt;/strong&gt; Figuiredo, L. C. M. &amp;amp; de Santi, P. L. R. &lt;em&gt;Psicologia: Uma (nova) introdução&lt;/em&gt;. São Paulo: EDUC, 2004. Páginas 85 a 88. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;------------------------------ &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Já diziam os antigos... &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;"Um técnico de laboratório podem ser encarado como uma criança face a face com fenômenos que o impressionam da mesma forma que um conto de fadas." &lt;strong&gt;Marie Curie&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924000-112026984450080518?l=lucasdocarmolima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucasdocarmolima.blogspot.com/feeds/112026984450080518/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924000&amp;postID=112026984450080518' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924000/posts/default/112026984450080518'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924000/posts/default/112026984450080518'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucasdocarmolima.blogspot.com/2005/07/para-prxima.html' title='Para a próxima...'/><author><name>Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17441433017858511141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924000.post-111968333237694183</id><published>2005-06-25T00:56:00.000-03:00</published><updated>2005-06-25T04:21:33.636-03:00</updated><title type='text'>No meio do caminho tinha um relatório, tinha um relatório no meio do caminho...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Olá!&lt;br /&gt;Estranhou a empolgação, depois de décadas (o tempo corre maioooooor rápido na Internet) de omissão?&lt;br /&gt;É, eu continuo empolgado com meu pequeno porém obstinado portal de informações e artes do (meu) interesse geral, mesmo com mais de um mês seu atualizações.&lt;br /&gt;Pois "daqui pra frente, tudo vai ser diferente"! A partir de hoje eu farei esforços homéricos para atualizar este boteco da intelectualidade humana semanalmente. Além do que, se um simples cartaz xerocado de festa junina de repúbliqueta universitária faz uma pessoa pacata dilacerar o braço de um inocente (...), imagine mais uma semana de atraso!&lt;br /&gt;Franklins à parte, eu vou fazer duas postagens. Vou postar uma crônica, de 2003, que eu fiz pra um trabalho de escola e que é minha única produção desse tipo. Resumindo, é o meu xodó. A outra postagem é um artigo de Ricardo Monteiro, escrito especialmente para a reportagem especial de capa "O poder da música", da revista "Viver Mente &amp; Cérebro" de junho desse ano, sobre uma origem comum do samba e do tango (&lt;em&gt;Hermanos, pero no mucho...&lt;/em&gt;).&lt;br /&gt;E, pra terminar, uma frase que vai deixar muita gente de cabelo em pé por aí quando ouvirem rádio de novo...&lt;br /&gt;Então, leiam, comentem (no caso do artigo) e critiquem ou elogiem (a esperança é a última que morre, no caso da minha modesta crônica)!&lt;br /&gt;______________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O maestro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou um músico amador, e como grande parte dos músicos amadores toca em bandas amadoras, eu toco numa banda amadora.E a banda na qual eu toco faz apresentações em muitos lugares diferentes. No centro ou no subúrbio, a banda toca. E, principalmente no subúrbio, há muitas pessoas pobres, “prestigiando-nos”. As crianças da platéia (principalmente as pobres) imitam o maestro enquanto ele nos rege. Elas se divertem, mexendo seus bracinhos pra lá e pra cá, fazendo cara de “superior” e quase fazendo os músicos rirem. Bem o maestro fica furibundo, mas elas continuam (o maestro não é mal-educado o bastante para gritar com aquelas crianças).&lt;br /&gt;De vez em quando, eu penso que aquelas criancinhas não têm educação, são pentelhas demais. Mas eu também noto aquela carinha superior, de alguém que nunca foi e dificilmente será superior a alguém. Aquele sentimento de recompensa, de fazer algo que não é peculiar à sua diminuta vida, inferiorizada pela massacrante sociedade que “fica” sobre suas cabeças.&lt;br /&gt;Melhor. Seria um sentimento de liberdade, das correntes apertadas nas quais a média-alta burguesia as prende; da liberdade da eterna inferioridade... “Maestro, comandante, quase rei”. Imita-lo é uma diversão, e além disso uma sensação temporária de importância.&lt;br /&gt;Isso! Achei a palavrinha que explica tudo! Sentir-se importante. E por que não!? Coordenar algo, como o maestro coordena a banda. Talvez porque os pais trabalham fora e a empregada bate nela. Na criança, é claro! Ao imitar o “nobre ato de reger” ela deve se sentir importante, valorizada... E, assim, feliz por alguém notar suas atitudes um tanto engraçadas à frente da banda.&lt;br /&gt;Mas eu queria que todos se sentissem importantes. Como o maestro. Igualdade também seria uma palavra legal. Mas seria enfadonho.&lt;br /&gt;Termino por aqui. Até outra crônica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lucas do Carmo Lima&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ESPECIAL - O poder da música&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Mano a mano&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois ritmos de origem popular que foram promovidos a símbolos de seus países, o samba e o tango guardam origens comuns e trajetórias que se confundem com o estabelecimento da identidade nacional de Brasil e Argentina&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Ricardo Monteiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brasil e Argentina presentearam o mundo, no século XX, com duas formas de expressão concional de inesgotávelriqueza e variedade estética: o samba e o tango. Ambas nasceram nos extratos inferiores da pirâmide social, com caráter marcadamente local - e ambas alçaram vôo no exterior, até atingir o estatuto da universalidade.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Ao descrever assim a trajetória do tango e do samba, pode parecer que estamos insinuando algum tipo de paralelismo na história dessas duas manifestações tão distintas. Pois deixemos as insinuações e passemos a afirmações concretas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Foi sobretudo na segunda metade do século XIX que se consolidaram, tanto no Brasil quanto na Argentina, formas de expressão urbanas marcadas estilisticamente pela afirmação de uma certa identidade cultural nacional. Como um eco distante dos nacionalismos que vicejaram pela Europa do século XIX, valorizaram-se os antes desprestigiados elementos rítmicos, fraseológicos e poéticos característicos da prática musical popular dos dois países - elementos cuja desgraça e glória se deveu precisamente ao fato de evidenciarem as marcas da complexa miscigenação racial, social e cultural que estão na origem das duas nações. Assim, no final do século XIX e início do século XX, o maxixe no Brasil e o tango na Argentina - consideradas formas de expressão grosseiras, pobres e, sobretudo, indecorosas - passaram de uma situação marginal para a condição de música dançada, cantada e decantada nos salões de baile das elites dos respectivos países.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Todavia, não era raro que músicas brasileiras clasificáveis facilmente como maxixes recebessem em suas partituras o rótulo de "polca", "tango"ou "tango brasileiro". Na verdade, analisando-se somente as partituras, sem saber qual sua procedência, é por vezes impossível distinguir a a nacionalidade de um certo gênero sincopado de música urbana que foi bastante comum no Brasil, Uruguai e Argentina entre o final do século XIX e o princípio do XX. Por sinal, embora isso possa soar como uma heresia, cabe lembrar que Ernesto Nazareth, a quem o choro deve algumas de suas mais belas partituras (como &lt;em&gt;Odeon&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Apanhei-te, cavaquinho&lt;/em&gt;), costumava classificar suas composições não como "choros", mas como "tangos brasileiros". Assim, a denominação "tango brasileiro" chama a atenção para o fato de que, pelo menos no que diz respeito ao nome, compunham-se tangos indistintamente no Brasil e na Argentina. Ora, se o maxixe está nas raízes do samba urbano do século XX (a rigor, aquele que é considerado o primeiro samba a ser gravado, &lt;em&gt;Pelo telefone&lt;/em&gt;, é na verdade um maxixe), teriam o tango e o samba - este, por meio do maxixe - uma origem comum?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Ao verificarmos com cuidado as partituras de fins do século XIX e princípios do XX, observamos que as contrapartidas portenhas do "tango brasileiro"não vêm classificadas simplesmente com o rótulo de "tango", mas como "tango argentino"- ou mesmo como &lt;em&gt;polka&lt;/em&gt; ou &lt;em&gt;habanera&lt;/em&gt;. Isso porque um certo gênero musical chamado "tango" nascera no final do século XVIII no Caribe - mais precisamente, no Haiti e em Cuba - emigrando posteriormente para a Espanha, onde se consolidou no chamado "tango andaluz". Mas, se o "tango andaluz" pode estar nas origens do uso do termo "tango" para designar diferentes estilos musicais em países como Brasil e Argentina, tanto o tango argentino quanto o brasileiro apresentavam uma forte influência de outro gênero musical do Novo Mundo: a &lt;em&gt;habanera&lt;/em&gt;, de origem cubana. Dela, ambos herdaram seu desenho rítmico fundamental:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3374/1116/320/imagem1.gif" border="0" /&gt;&lt;/span&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Já quanto à polêmica a respeito das origens dos termos "samba" e "tango", as evidêcias, com o passar dos anos e o acumular de pesquisas, vêm apontandocada vez mais para o óbvio: a origem africana. Nosso "samba" se originaria ou do termo quimbundo (uma das principais línguas faladas em Angola) &lt;em&gt;semba&lt;/em&gt; - dança similar à nossa umbigada - ou de &lt;em&gt;samba&lt;/em&gt;, palavra cuja raiz se relaciona à ação de rezar. Como nos cultos afro-brasileiros a dança está tão próxima à religiosidade, &lt;em&gt;samba&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;semba&lt;/em&gt;, em vez de se mostrarem como origens contraditórias para nosso termo samba, apontam para o caráter complementar e indissociável dos cultos religiosos e das festas na cultura negra do Brasil.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;No que diz respeito à palavra tango, seu sentido predominante, como aponta Andrés Carretero em&lt;em&gt; Tango, testigo nacional&lt;/em&gt;, é de "reunião de negros para bailar ao som dos tambores". Assim, as palavras do grande escritor e intelectual argentino Blás Matamoro, argumentando que "ninguém sabe o que tango queria dizer na África", perdem hoje força diante da corrente de musicólogos angolanos que acredita ser evidente a relação entre o termo tango e o quimbundo &lt;em&gt;tanga&lt;/em&gt;, que quer dizer festa.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Baseados nisso, podemos inferir de imediato que o samba e o tango são, técnica e historicamente falando, expressões musicais "irmãs". Tecnicamente, porque herdaram ambos de uma mesma matriz, a&lt;em&gt; habanera&lt;/em&gt;, seus fundamentos rítmicos. Historicamente, porque são gêneros que provêm da fusão de elementos europeus e africanos em dois países vizinhos, basicamente na mesma época, entre o último quartel do século XIX e o primeiro do século XX.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;O paralelismo histórico entre tango e samba não se resume, porém, a suas origens. O ano do 1917 marca não só a gravação daquele que é considerado o primeiro samba, mas também do primeiro tango a ser cantado: &lt;em&gt;Mi noche triste&lt;/em&gt;, por Carlos Gardel. Tango e samba conheceram, nos anos de 1940, o esplendor de sua "época de Ouro" - inclusive, a mesma expressão aparece nos dois países.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Mas, se há similaridades muito maiores e mais significativas do que as que foram citadas até aqui, um abismo separa o mundo representado no imaginário de cada um desses dois estilos: por um lado, a vocação trágica do tango; por outro, a veia cômica do samba. Como dois trajetos tão parecidos podem ter levado a lugares tão diferentes? É precisamente essa a questão que procuramos, musicólogos brasileiros e argentinos, desvendar em nossas pesquisas atuais.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;PARA CONHECER MAIS:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Tango, testigo nacional&lt;/strong&gt;. Andrés Carretero. Ediciones Continiente, 1999.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Histótia social da música popular brasileira&lt;/strong&gt;. José Ramos Tinhorão. Ed. 34, 2004.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Cosas de negros&lt;/strong&gt;. Vicente Rossi. Taurus, 2001.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;______________________________&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;RICARDO MONTEIRO é copmpositor e doutor em semiótica pala Universidade de São Paulo. Além de manter carreira artística nas áreas teatral e musical, desenvolve pesquisas em semioótica musical e história da música popular brasileira. É professor de pós-graduação da Universidade Anhembi-Morumbi e da Faculdade de Música Carlos Gomes. Atua também como maestro da BigBand do CEU Meninos, em São Paulo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;FONTE:&lt;/strong&gt; Revista Viver Mente &amp; Cérebro, ano XIII nº 149, de junho de 2005; páginas 74 e 75. Site: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.vivermentecerebro.com.br/"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;www.vivermentecerebro.com.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt; . ISSN 1807-1562. Duetto Editorial, São Paulo, SP, Brasil. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;------------------------------ &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Já diziam os antigos...&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"Para controlar um povo, controle sua música." &lt;strong&gt;Platão&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924000-111968333237694183?l=lucasdocarmolima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucasdocarmolima.blogspot.com/feeds/111968333237694183/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924000&amp;postID=111968333237694183' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924000/posts/default/111968333237694183'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924000/posts/default/111968333237694183'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucasdocarmolima.blogspot.com/2005/06/no-meio-do-caminho-tinha-um-relatrio.html' title='No meio do caminho tinha um relatório, tinha um relatório no meio do caminho...'/><author><name>Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17441433017858511141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924000.post-111637681276859832</id><published>2005-05-17T21:42:00.000-03:00</published><updated>2005-05-27T22:06:57.650-03:00</updated><title type='text'>Estréia!</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Oh, o primeiro artigo! Estou um tanto apreensivo, devo dizer. Mas mesmo assim estou tomado de entusiamo. Bem, esse modesto porém honesto (hã-hã, entendeu a rima?) PORTAL de informações pretende trazer um pouco de cultura útil ou nem tanto ao internauta curioso, interessado por arte e psicologia e outros assuntos. Como eu estou no primeiro ano de psicologia (na FEDERAL DE SÃO CARLOS) eu não tenho nenhuma produção intelectual minha (ainda...), mas eu vou tentar trazer para um só lugar - este- os artigos espalhados pela própria Internet ou pelos periódicos e livros. IMPORTANTE: A INTENÇÃO DESTE BLOG - SEM FINS LUCRATIVOS E DE LIVRE ACESSO - NÃO É PLAGIAR NENHUMA PUBLICAÇÃO DE QUALQUER NATUREZA, MAS SIM DE TORNAR ACESSÍVEL UMA PARTE DO CONHECIMENTO RETIDO EM MEIOS MENOS CONHECIDOS OU DE CIRCULAÇÃO MAIS DISCRETA OU RESTRITA A UM PÚBLICO MENOS PRIVILEGIADO OU ACADÊMICO. SERÃO CITADAS AS FONTES E OS AUTORES, A FIM DE QUE AFIRME-SE A NATUREZA HONESTA DESTE BLOG E SEU AUTOR.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Ah, e eu quero dizer uma coisa: além do artigo a ser postado, eu colocarei uma frase (ou pensamento, como preferir) interessante, pertinente ao tema do artigo ou não. Meu professor de história (a matéria que me salvou na provas da UFSCar, Fuvest e Unicamp) no ensino médio (Carlos Tadeu Ceratti Viganó, o melhor professor na face da Terra; fica aqui registrada minha sincera homenagem) fazia o mesmo nas suas provas, para que pensássemos, refletíssemos um pouco no meio daquela &lt;em&gt;zona&lt;/em&gt; que é a época dos vestibulares. Essa frase ficará depois do artigo, na seção (Minha nossa, mas que organização mais profissional! Tô tão orgulhoso...) "Já diziam os antigos..." (Essa é homenageando o sinhô Marcelo, que dizia: "Perca o amigo mas não perca a piada!". Tô seguindo, mestre...).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Chega de blá-blá-blá e vamos ao que interessa!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;______________________________&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;limiar :: NEUROCIÊNCIA - por Sidarta Ribeiro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;As linhas tortas do saber&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Nas aves canoras, uma noite de sono pode deteriorar a estrutora do canto matinal&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;O aprendizado de qualquer rotina costuma exigir múltiplas repetições durante a vigília para que um bom desempenho seja alcançado. Sabemos também que o sono facilita a consolidação das memórias, reforçando o treino da vigília. Com base nestas premissas, é comum supor que o aprendizado é uma marcha em linha retaque vai da ignorância ao saber. Ou seja, que o acúmulo contínuo de conhecimento se reflete na melhora progressiva do desempenho do aprendiz a cada dia. No entanto, resultados recentes sobre o desenvolvimento do canto em pássaros canoros indicam que a visão linear do processo de aprendizado pode ser uma simplificação ilusória [Derégnaucourt &lt;em&gt;et al&lt;/em&gt;., (2005) &lt;em&gt;Nature &lt;/em&gt;433: 710-716].&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;Assim como os humanos, os pássaros canoros possuem uma predisposição inata para a imitação de vocalizações complexas, compostas de vários tipos diferentes de sílabas. O mandarim-zebra australiano, por exemplo, inicia seu processo de imitação cerca de um mês após a eclosão do ovo, a partir da exposição a um modelo de canto produzido pelo pai. As vocalizações produzidas pelos mandarins adolescentes são rústicas e indiferenciadas, mas com o passar do tempo o canto adquire forma e constância, até cristalizar-se como cópia relativamente fiel do modelo paterno.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;Os autores registraram na sua totalidade a produção vocal de mandarins-zebra da adolescência à idade adulta, analisando-a em termos de parâmetros acústicos das sílabas (cerca de 1 milhão por animal), tais como duração, freqüencia média, diversidade de freqüencias e continuidade espectro-temporal. Isto permitiu comparar cada canto produzido no transcorrer de 45 dias com a imitação do canto-modelo obtida ao final do processo. Observou-se que na adolescência o canto modifica-se bastante ao ser repetido ao longo do dia, tornando-se cada vez mai&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;s complexo e sobretudo mais parecido com o modelo guardado na memória. Mas uma noite de sono causa efeito inverso, deteriorando a estrutura do canto matinal em comparação com o canto alcançado no fim da tarde do dia anterior. Experimentos-controle utilizando melatonina para induzir o sono durante o dia permitiram demonstrar que a deterioração do canto é ativamente produzida pelo sono, e não apenas conseqüência de passar horas sem cantar durante a noite. Em outras palavras, a ontogênese do canto percorre um ziguezague de avanços e recuos, dois passos para a frente e um para trás a cada ciclo sono-vigília, até que o canto-modelo é finalmente copiado e estabilizado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;Some-se à estranheza deste aprendizado errático o paradoxo da deterioração da memória produzida pelo sono, na contramão das fartas evidências de que dormir auxilia o aprendizado. Crise teórica à vista? Em verdade, não. O dado crucial para a resolução do enigma é que os pássaros com os maiores índices de deterioração do canto após o sono são justamente os que melhor imitam seus modelos ao final do desenvolvimento. Isto indica que a deterioração provocada pelo sono é de alguma forma benéfica para a imitação do canto. Embora não saibamos exatamente como, os resultados sugerem que cada dia o pássaro constrói uma cópia parecida - porém ainda assim inexata - do canto modelo, que tem de ser desfeita à noite para que nova busca do canto perfeito seja iniciada pela manhã. Os autores comparam o desenvolvimento do canto ao temperamento metalúgico, sucessão de aquecimentos e resfriamentos que confere qualidade superior às ligas metálicas. Homero talvez visse no fenômeno o longo faz-e-desfaz do manto de Penélope. Chico Science diria apenas: eu me desorganizando posso me organizar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;______________________________&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;SIDARTA RIBEIRO é Ph.D. em neurobiologia pela Universidade Rockefeller. Desde 2000 faz pós-doutorado na Universidade Duke, investigando as bases muleculares e celulares do papel do sono e dos sonhos no aprendizado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;FONTE:&lt;/strong&gt; Revista Viver Mente &amp; Cérebro, ano XIII nº 147, de abril de 2005; página 25. &lt;em&gt;Site:&lt;/em&gt; &lt;a href="http://www.vivermentecerebro.com.br"&gt;www.vivermentecerebro.com.br&lt;/a&gt; . ISSN 1807-1562. Duetto Editorial, São Paulo, SP, Brasil.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;------------------------------&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Já diziam os antigos...&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;"Conhecer a verdade não é o mesmo que amá-la, e amar a verdade não equivale a deleitar-se com ela." &lt;strong&gt;Confúcio&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924000-111637681276859832?l=lucasdocarmolima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucasdocarmolima.blogspot.com/feeds/111637681276859832/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924000&amp;postID=111637681276859832' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924000/posts/default/111637681276859832'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924000/posts/default/111637681276859832'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucasdocarmolima.blogspot.com/2005/05/estria.html' title='Estréia!'/><author><name>Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17441433017858511141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12924000.post-111619999070743818</id><published>2005-05-16T00:40:00.000-03:00</published><updated>2005-05-15T20:33:10.713-03:00</updated><title type='text'>No ar!</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Está no ar o portal "Lucas.net"!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Por favor, ao comentar essa postagem, opinem sobre o visual e outras qualidades/defeitos. Sua contribuição é muito importante para a administração deste &lt;em&gt;site&lt;/em&gt; (QUE LUXO!).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Aguardem novas postagens.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12924000-111619999070743818?l=lucasdocarmolima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucasdocarmolima.blogspot.com/feeds/111619999070743818/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12924000&amp;postID=111619999070743818' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924000/posts/default/111619999070743818'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12924000/posts/default/111619999070743818'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucasdocarmolima.blogspot.com/2005/05/no-ar.html' title='No ar!'/><author><name>Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17441433017858511141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
